domingo, 15 de maio de 2016

Santo do Dia

Domingo, dia 15 de Maio de 2016

SOLENIDADE DE PENTECOSTES - Ano C


Festa da Igreja : Domingo de Pentecostes (ofício próprio)
Santo do dia : S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I)S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265Santa Joana de Lestonnac, viuva, religiosa, fundadora, +1640 



Domingo de Pentecostes (ofício próprio)




Domingo de Pentecostes

O tema deste Domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.
O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.
Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.
Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I)




São Manços (ou Mâncio)
Em 1195 surge uma referência escrita a este bispo de Évora e o seu culto difundiu-se nos fins do século XIII, ainda que toda a sua história esteja envolta em lenda. Segundo a versão mais conhecida, que interessou aos estudiosos renascentistas, teria sido um romano, discípulo de Cristo, tendo mesmo participado na última ceia e testemunhado o acontecimento do Pentecostes. Enviado a evangelizar, teria chegado a Évora onde seria o primeiro bispo.

S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265




S. Frei Gil de Santarém
Dá-se como nascido em Gonfalim de Vouzela pelos anos de 1185 a 90. De seu nome Gil de Valadares, foi muito novo estudar filosofia e medicina no mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, e auxiliado por D. Sancho I foi enviado a prosseguir os seus estudo em Paris onde cedeu a vaidades e dissoluções. Conseguiu, porém, o jovem Gil libertar-se de tal situação e arrepiar caminho, tomando o regresso à pátria. De passagem por Palência, toma aí o hábito de S. Domingos. Fundou os conventos de S. Domingos em Santarém, e um outro no Porto. Morreu a 14 de Maio de 1265, dia da Ascensão do Senhor. As suas relíquias encontravam-se na quinta das Lapas (Torres Vedras) e estão desde há algum tempo na Sé de Santarém.


Santa Joana de Lestonnac, viuva, religiosa, fundadora, +1640




Santa Joana de Lestonnac
Foi a fundadora da Companhia de Maria, uma ordem religiosa que tinha como missão educar as jovens da época.
Nasceu em 1556, num período em que a Igreja vivia grandes conflitos. Seu pai, católico fervoroso e membro do Parlamento de Bordéus, era conselheiro do rei de França; sua mãe, de confissão calvinista, era irmã do filósofo humanista Michel de Montaigne.
Casou-se em 1572, com Gaston de Montferrand, com o qual conviveu até 1602 e teve sete filhos.
Quando viúva, após perder dois de seus filhos, Joana de Lestonnac entrou para o mosteiro cisterciense em Toulouse, mas por problemas de saúde não pode continuar na vida monástica. Voltou para Bordéus e mais tarde fundou a ordem religiosa Companhia de Maria com o objetivo de levar o catolicismo através do ensino educacional.
A ordem que fundou recebeu aprovação pontifícia em 1607.
Em 19 de setembro de 1834 Joana de Lestonnac foi declarada venerável. Em 23 de setembro de 1900, ocorre a beatificação de Joana de Lestonnac. Foi canonizada por Pio XII em 1949, sendo considerada pelos católicos como a padroeira das vítimas de abusos e das viúvas, além de protetora das famílias.





 

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