segunda-feira, 23 de maio de 2016

SEJA AUTO-CRÍTICO


Justin Taylor
John Frame, em seu excerto em "Como escrever um trabalho teológico" [How to Write a Theological Paper], coloca o segundo ponto.
Seja autocrítico:
Antes e durante sua escrita, antecipe objeções. Se você está criticando Barth, imagine Barth olhando sobre seu ombro, lendo seu manuscrito, tendo as reações dele. Esse ponto é crucial. Uma verdadeira atitude autocrítica pode salvar você de argumentos não claros e defeituosos. Também pode guardar você do dogmatismo arrogante e injustificado – uma falha comum a qualquer teologia (tanto liberal como conservadora).
Não hesite em dizer "provavelmente" ou até mesmo "eu não sei" quando as circunstâncias justificarem. Auto criticismo também fará você mais "profundo". Pois com frequência – talvez geralmente – são as objeções que nos forçam a repensar nossas posições, a ir além das nossas ideias superficiais, a lutar com as questões teológicas realmente profundas.
Ao antecipar as objeções para as suas respostas às objeções para as suas respostas, e assim por diante, você se encontrará sendo empurrado irresistivelmente para o campo das "questões difíceis", das profundezas da teologia.
No auto criticismo, o uso criativo da imaginação teológica é tremendamente importante. Mantenha-se perguntando perguntas tais como estas:
a) Posso tirar a ideia das minhas fontes em um sentido mais favorável? Um sentido menos favorável?
b) A minha ideia provê somente uma saída para a dificuldade ou há outras?
c) Ao tentar fugir do mau extremo, estou em perigo de cair em outro mal diferente do outro lado?
d) Posso pensar em alguns contraexemplos para as minhas generalizações?
e) Devo clarificar meus conceitos para que não sejam mal compreendidos?
f) Minha conclusão será controversa e então requerer mais argumentos do que eu planejei?

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