sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A arte de atirar pedras nos outros



Em nossas vidas estamos sempre prontos a atirar pedras. Somos críticos veementes de políticos e governantes, mas, pouco fazemos de concreto para a mudança da realidade que nos cerca. Em nossa vida pessoal cometemos erros tão ou mais graves do que os cometidos pelos que nos governam, mas não exercemos esse mesmo tipo de críticas diante de nosso comportamento. Temos a tendência de generalizar. Achamos que nenhum político presta e que todos os governos são péssimos. Exercemos com arte e maestria o atirar pedras em tudo.

Criticamos a religião dos outros. Consideramos padres, bispos e pastores um bando de espertalhões a iludir incautos. Só nós mesmos somos os donos da verdade e pessoas iluminadas que, por nós mesmo, temos o dom de saber distinguir bem o certo do errado. Com comodismo esticamos nossas pernas e falamos mal dos meios de comunicação, do rádio, da televisão, revistas e jornais. Criticamos o sistema educacional, de saúde e tudo o mais e limitamos nossa ação, quando muito, a participarmos de alguma passeata ou marcha, enquanto isso for moda e não empreendemos mais nenhuma ação em relação às coisas ruins da vida, que podem ter melhor encaminhamento por meio de maior participação de pessoas "iluminadas" como nós.

Será que esse tem sido nosso verdadeiro comportamento, como o de fariseus e hipócritas ou temos agido como verdadeiros cristãos ou pessoas de bom coração - o que dá na mesma? Sem perdermos a nossa consciência crítica, importante para a transformação das coisas, procuramos ir mais adiante tendo uma real participação nas coisas que realmente estão ao nosso alcance? Como profissionais negligenciamos na qualidade do serviço prestado - não aos nossos eventuais patrões - mas as pessoas que dependem das coisas que fazemos?

Temos cultivado a arte de atirar pedras nos outros ou temos exercido a fundamental missão de agirmos como pacificadores, sem que isso signifique indiferença contra a miséria e o caos existentes em diversas áreas da sociedade?

Em que posição estaríamos diante da mulher a ser apedrejada? 

João 8:1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
João 8:2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
João 8:3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
João 8:4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
João 8:5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
João 8:6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
João 8:7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
João 8:8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
João 8:9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
João 8:10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
João 8:11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais

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