segunda-feira, 17 de outubro de 2016

AS RAÍZES DA MEMÓRIA





· Francisco recorda que os idosos desempenham um papel essencial na Igreja e na sociedade ·
15 de Outubro de 2016


Uma nova advertência contra «a cultura nociva do descarte» que exclui e marginaliza os mais débeis foi feita pelo Papa Francisco durante a audiência a sete mil pertencentes à «Senior Italia Federanziani» e à Associação nacional dos trabalhadores idosos, recebidos na manhã de sábado, 15 de outubro, na sala Paulo VI.
Frisando o papel «essencial» que as pessoas da terceira idade desempenham no âmbito da Igreja e da sociedade, o Pontífice pediu às «instituições» e às «diversas realidades sociais» que trabalhem para valorizar as capacidades e «para facilitar a sua participação ativa», mas sobretudo «para fazer com que a sua dignidade de pessoas seja sempre respeitada e valorizada». Neste sentido, «os responsáveis públicos, as realidades culturais, educativas e religiosas, assim como todos os homens de boa vontade, estão chamados a comprometer-se para construir uma sociedade cada vez mais acolhedora e inclusiva».
No seu discurso – precedido de um momento de festa ritmado por cânticos e testemunhos – Francisco frisou o valor da terceira idade, explicando que ela encerra «as raízes e a memória de um povo». E dirigindo-se aos participantes no encontro garantiu: «Vós sois uma presença importante, porque a vossa experiência constitui um tesouro precioso, indispensável para olhar para o futuro com esperança e responsabilidade».
O Pontífice dirigiu palavras de gratidão «aos idosos que ocupam generosamente o seu tempo e os talentos que Deus lhes concedeu, abrindo-se à ajuda e ao apoio aos demais». Sem esquecer o seu papel insubstituível no âmbito familiar: «Quantos avós – exclamou – se ocupam dos netos, transmitindo com simplicidade aos mais pequeninos a experiência da vida, os valores espirituais e culturais de uma comunidade e de um povo!».
Num mundo «no qual, com frequência, são mitificadas a força e a aparência», os idosos são testemunhas privilegiadas dos «valores que contam deveras». Por isso é necessária uma atenção particular aos mais débeis e a quantos convivem com as dificuldades da idade e com a experiência da doença. Eis o motivo do apelo dirigido sobretudo aos institutos e às casas de repouso, chamados a ser «lugares de humanidade e de atenção amorosa, onde as pessoas mais vulneráveis não sejam esquecidas ou descuidadas, mas visitadas, recordadas e preservadas».
Papa Francisco

Nenhum comentário:

Postar um comentário