quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Deus e eleições: o caso Hugo Chávez


Caros irmãos,

Política e religião nem sempre dão um bom casamento. Jesus por isso disse que devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Na hora das eleições, contudo, muita gente se aproveita para usar o nome de Deus na hora de conquistar o voto, tendo em vista a grande fé existente na população. Nem o controvertido presidente venezuelano, Hugo Chávez, escapou dessa tentação. Ele pediu a Deus para que lhe conceda a "vitória" nas eleições de domingo, 7 de outubro, Já o candidato da oposição Henrique Caprilles acusa Chávez de "presentear" outros países com milhões de dólares, enquanto o povo venezuelano enfrenta uma série de dificuldades.
"Meu Deus, dê-nos a vitória para seguirmos construindo o reino de Cristo na Terra. Peço a Deus que me ajude, para que eu seja um presidente melhor e mais eficiente no próximo mandato e atenda a fundo as necessidades do povo", disse Chávez, durante um comício na cidade de Cabinas, no estado de Zulia. Chávez também destacou que "nada e ninguém" poderá evitar seu triunfo e alertou a população sobre os supostos planos desestabilizadores e violentos da oposição. "Estamos prontos para enfrentar, neutralizar e garantir que a vontade do povo seja respeitada no próximo dia 7 de outubro, no qual será a grande vitória bolivariana", acrescentou.    
Já seu adversário, Henrique Capriles, denunciou o governo venezuelano de "presentear" diversos países. Ele citou como exemplo uma doação de "US$ 100 milhões [cerca de R$ 203 milhões] a Honduras, sob a administração do ex-presidente Manuel Zelaya" e outros "400 milhões de bolívares fortes [cerca de R$ 189 milhões] para uma refinaria na Nicarágua, além de uma quantia similar para uma usina elétrica na República Dominicana".    
Além disso, Capriles questionou o plano de governo de Chávez e as promessas não cumpridas durante 14 anos de mandato. "Não devemos a independência a você [Chávez], mas sim a Bolívar. Se acredita ser outro Bolívar, está no seu direito, mas ele é de todos e você não se comporta como o presidente de todos. Eu, sim, quero ser o presidente de todos", declarou o candidato. 
Na disputa eleitoral, tanto na Venezuela como nos demais países, o ideal é se deixar a religião de fora. Houve ocasiões, e foram muitas, em que o Santo Nome de DEUS foi invocada indevidamente, inclusive por forças malignas que levaram a humanidade a um estado de grande morticínio.

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