O blog é aberto a todas as pessoas interessadas em colaborarem no sentido da divulgação da Palavra de Deus, de forma não sectária e com respeito a todas as religiões, conforme as leis vigentes no país.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Santo do dia
Santo do dia : Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV, Beato Carlos de Áustria, imperador, +1922
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV, Beato Carlos de Áustria, imperador, +1922
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV
Segundo a lenda teria sido martirizada em Colónia, na companhia de 11 meninas, por se ter recusado a casar com o rei dos Hunos. Da má leitura duma inscrição, as 11 mártires virgens passaram a ser conhecidas como As Onze Mil Virgens. É padroeira de Colónia.
Segundo a tradição, o corpo de Santa Auta, uma das companheiras mártires, teria vindo para Lisboa no século XVI.
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV, Beato Carlos de Áustria, imperador, +1922
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV
Segundo a lenda teria sido martirizada em Colónia, na companhia de 11 meninas, por se ter recusado a casar com o rei dos Hunos. Da má leitura duma inscrição, as 11 mártires virgens passaram a ser conhecidas como As Onze Mil Virgens. É padroeira de Colónia.
Segundo a tradição, o corpo de Santa Auta, uma das companheiras mártires, teria vindo para Lisboa no século XVI.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Cem vezes mais
Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de Lucas, 7, 134
«Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras por causa do meu nome receberá cem vezes mais» (Mt 19,29)
«Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.» Em quase todas as passagens do Evangelho o sentido espiritual joga um papel importante; mas sobretudo nesta passagem, para que não seja rejeitada pela dureza de uma interpretação simplista, é preciso procurar na trama do sentido a profundidade espiritual. [...] Como é que Ele próprio disse: «Dou-vos a minha paz, deixo-vos a minha paz» (Jo 14,27), se veio separar os pais dos filhos, os filhos dos pais, rompendo os laços que os unem? Como pode ser chamado «maldito o que trata com desprezo seu pai ou sua mãe» (Dt 27,16), e fervoroso o que os abandona?
Se compreendermos que a religião vem em primeiro lugar e a piedade filial em segundo, esta questão fica esclarecida; com efeito, o humano tem de vir depois do divino. Porque, se temos deveres para com os pais, quanto mais para com o Pai dos pais, a quem devemos estar reconhecidos pelos nossos pais! [...] Ele não diz, portanto, que é preciso renunciar aos que amamos, mas que há que preferir Deus a todos. Aliás, encontramos noutro livro: «Quem amar pai ou mãe mais do que a Mim não é digno de Mim» (Mt 10,37). Não te é interdito amares os teus pais, mas preferi-los a Deus. Porque as relações naturais são benefícios do Senhor, e ninguém deve amar os benefícios recebidos mais do que a Deus, que preserva os benefícios que dá.

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de Lucas, 7, 134
«Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras por causa do meu nome receberá cem vezes mais» (Mt 19,29)
«Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.» Em quase todas as passagens do Evangelho o sentido espiritual joga um papel importante; mas sobretudo nesta passagem, para que não seja rejeitada pela dureza de uma interpretação simplista, é preciso procurar na trama do sentido a profundidade espiritual. [...] Como é que Ele próprio disse: «Dou-vos a minha paz, deixo-vos a minha paz» (Jo 14,27), se veio separar os pais dos filhos, os filhos dos pais, rompendo os laços que os unem? Como pode ser chamado «maldito o que trata com desprezo seu pai ou sua mãe» (Dt 27,16), e fervoroso o que os abandona?
Se compreendermos que a religião vem em primeiro lugar e a piedade filial em segundo, esta questão fica esclarecida; com efeito, o humano tem de vir depois do divino. Porque, se temos deveres para com os pais, quanto mais para com o Pai dos pais, a quem devemos estar reconhecidos pelos nossos pais! [...] Ele não diz, portanto, que é preciso renunciar aos que amamos, mas que há que preferir Deus a todos. Aliás, encontramos noutro livro: «Quem amar pai ou mãe mais do que a Mim não é digno de Mim» (Mt 10,37). Não te é interdito amares os teus pais, mas preferi-los a Deus. Porque as relações naturais são benefícios do Senhor, e ninguém deve amar os benefícios recebidos mais do que a Deus, que preserva os benefícios que dá.
A Palavra do Senhor
Carta aos Efésios 3,14-21.
Irmãos: Eu dobro os joelhos diante do Pai,
de quem recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra,
para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória, armar-vos poderosamente pelo seu Espírito, para que se fortifique em vós o homem interior
e Cristo habite pela fé em vossos corações. Assim, profundamente enraizados na caridade,
podereis compreender, com todos os santos, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade
do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, para que sejais totalmente saciados na plenitude de Deus.
Àquele que, pela sua virtude que atua em nós, pode fazer infinitamente mais do que possamos pedir ou imaginar,
a Ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Ámen.

___________________________________________________________
Livro de Salmos 33(32),1-2.4-5.11-12.18-19.
Justos, aclamai o Senhor,
os corações retos devem louvá-l’O.
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.
O plano do Senhor permanece eternamente
e os desígnios do seu coração por todas as gerações.
Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
_______________________________________________________________________
Evangelho segundo S. Lucas 12,49-53.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda?
Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize.
Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão.
A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.
Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Irmãos: Eu dobro os joelhos diante do Pai,
de quem recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra,
para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória, armar-vos poderosamente pelo seu Espírito, para que se fortifique em vós o homem interior
e Cristo habite pela fé em vossos corações. Assim, profundamente enraizados na caridade,
podereis compreender, com todos os santos, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade
do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, para que sejais totalmente saciados na plenitude de Deus.
Àquele que, pela sua virtude que atua em nós, pode fazer infinitamente mais do que possamos pedir ou imaginar,
a Ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Ámen.

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Livro de Salmos 33(32),1-2.4-5.11-12.18-19.
Justos, aclamai o Senhor,
os corações retos devem louvá-l’O.
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.
O plano do Senhor permanece eternamente
e os desígnios do seu coração por todas as gerações.
Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
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Evangelho segundo S. Lucas 12,49-53.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda?
Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize.
Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão.
A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.
Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Alimentos e água direitos universais

· Na audiência geral o Papa recordou que as exigências dos pobres interpelam todos ·
19 de Outubro de 2016
A maturação duma «consciência solidária» para reafirmar que a alimentação e o acesso à água são «direitos universais de todos os seres humanos, sem distinções nem discriminações» foi o desejo expresso pelo Papa Francisco na audiência geral de quarta-feira, 19 de outubro, na praça de São Pedro. Retomando as palavras contidas na Caritas in veritate de Bento XVI, o Pontífice explicou que «o direito à alimentação e à água revestem um papel importante para a consecução de outros direitos» e definiu « um imperativo ético para toda a Igreja» a primeira obra de misericórdia corporal: «dar de comer a quem tem fome».
Nestas últimas semanas do jubileu extraordinário o Papa Francisco está a dedicar as próprias reflexões precisamente às obras de misericórdia e meditando sobre as duas primeiras exortou a considerar que demasiadas vezes os meios de comunicação informam sobre «populações que sofrem a falta de alimentos e de água, com graves consequências sobretudo para as crianças». Mas, observou, o chamado «bem-estar» faz com que «as pessoas tendam a fechar-se em si mesmas, tornando-se insensíveis às exigências dos outros». Contudo, advertiu, «a realidade deve ser recebida e enfrentada pelo que é, e com frequência nos deparamos com situações de necessidade urgente».
Certamente o Papa afirmou que está ciente de que «face a determinadas notícias e sobretudo a certas imagens, a opinião pública comove-se e têm início campanhas de ajuda» com «doações generosas»; mas «esta forma de caridade» embora seja importante – observou – talvez «não nos envolva diretamente. Entretanto quando, indo pelas ruas, nos cruzamos com uma pessoa em necessidade, ou um pobre bate à porta da nossa casa, é muito diferente» porque «somos envolvidos em primeira pessoa», esclareceu o Pontífice. Eis então a exortação ao compromisso pessoal porque – concluiu – há sempre alguém que sente fome e sede e precisa de mim. Não posso delegar outra pessoa».
Exortação repetida depois durante as saudações aos diversos grupos presentes na audiência. Foi significativa, nas palavras dirigidas aos polacos, a referência ao beato mártir Jerzy Popiełuszko, o sacerdote assassinado a 19 de outubro de 1984, do qual se celebrava a festa litúrgica: ele, recordou Francisco, pagou pessoalmente o seu compromisso «a favor dos trabalhadores e das suas famílias, pedindo justiça e condições dignas de vida».
Santo do dia
Santa Iria, mártir, +653, Santa Maria Bertilla Boscardin, religiosa, enfermeira, +1922, Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902
Santa Iria, mártir, +653
Nascida de uma rica família de Nabância (Região de Tomar), de onde era natural, Iria recebeu educação nobre num mosteiro de freiras beneditinas, governado por seu tio, o Abade Sélio, e no qual viria a professar. Pela sua beleza e inteligência, Iria cedo reuniu a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial dos moços e fidalgos, que disputavam entre si a as virtudes da noviça.
Entre estes mancebos contava-se Britaldo, príncipe daquele Senhorio, que veio a alimentar por Iria uma paixão doentia. Iria, porém, recusava as investidas amorosas do fogoso fidalgo, confessando-lhe a sua eterna devoção a Deus.
Dos amores de Britaldo teve conhecimento Remígio, director espiritual de Iria e a quem a beleza da donzela também não passara despercebida. Consumido de ciúmes, o monge fez tomar a Iria uma tisana embruxada, que logo fez surgir no seu corpo os sinais de gravidez. Expulsa do convento, a pobre donzela recolhera-se junto do rio para orar quando, traiçoeiramente, foi assassinada por um criado de Britaldo, a quem tinham chegado os rumores destes eventos.
Lançado ao rio, o corpo da mártir foi depositado em sepulcro celestial nas claras areias do Tejo, aí permanecendo, incorruptível, através dos tempos. Eis o que conta a lenda de Sta. Iria...
_________________________________________
Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902
Contardo Ferrini nasceu em Milão na Itália, em 1859. Educado numa família profundamente cristã, passou a sua mocidade entre a escola, a família e a Igreja.
Já como doutor em Direito, o jovem Contardo Ferrini foi para Berlim e lá entrou em debate aberto com o protestantismo, partilhando a Verdade guardada pela Igreja Católica. Em Berlim, Contardo terminou os estudos de pós-graduação e voltou para a Itália, onde deu mostra do seu profundo amor a Deus, ao próximo e aos estudos; por isso, amava e era amado pelos alunos que o admiravam.
O Bem-Aventurado Contardo Ferrini chegou a escrever 200 artigos de carácter científico que expressaram muito bem a sua busca de Deus através da ciência e, assim, soube fazer de sua cátedra de mestre um fecundo apostolado.
Homem de oração, comunhão eucarística, pureza, caridade operosa e verdadeira devoção mariana, Contardo lutava contra o Mal e por toda parte levava vida exemplar no ser cristão e no profissional. Entrou no Céu com 43 anos.
Santa Iria, mártir, +653
Nascida de uma rica família de Nabância (Região de Tomar), de onde era natural, Iria recebeu educação nobre num mosteiro de freiras beneditinas, governado por seu tio, o Abade Sélio, e no qual viria a professar. Pela sua beleza e inteligência, Iria cedo reuniu a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial dos moços e fidalgos, que disputavam entre si a as virtudes da noviça.
Entre estes mancebos contava-se Britaldo, príncipe daquele Senhorio, que veio a alimentar por Iria uma paixão doentia. Iria, porém, recusava as investidas amorosas do fogoso fidalgo, confessando-lhe a sua eterna devoção a Deus.
Dos amores de Britaldo teve conhecimento Remígio, director espiritual de Iria e a quem a beleza da donzela também não passara despercebida. Consumido de ciúmes, o monge fez tomar a Iria uma tisana embruxada, que logo fez surgir no seu corpo os sinais de gravidez. Expulsa do convento, a pobre donzela recolhera-se junto do rio para orar quando, traiçoeiramente, foi assassinada por um criado de Britaldo, a quem tinham chegado os rumores destes eventos.
Lançado ao rio, o corpo da mártir foi depositado em sepulcro celestial nas claras areias do Tejo, aí permanecendo, incorruptível, através dos tempos. Eis o que conta a lenda de Sta. Iria...
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Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902
Contardo Ferrini nasceu em Milão na Itália, em 1859. Educado numa família profundamente cristã, passou a sua mocidade entre a escola, a família e a Igreja.
Já como doutor em Direito, o jovem Contardo Ferrini foi para Berlim e lá entrou em debate aberto com o protestantismo, partilhando a Verdade guardada pela Igreja Católica. Em Berlim, Contardo terminou os estudos de pós-graduação e voltou para a Itália, onde deu mostra do seu profundo amor a Deus, ao próximo e aos estudos; por isso, amava e era amado pelos alunos que o admiravam.
O Bem-Aventurado Contardo Ferrini chegou a escrever 200 artigos de carácter científico que expressaram muito bem a sua busca de Deus através da ciência e, assim, soube fazer de sua cátedra de mestre um fecundo apostolado.
Homem de oração, comunhão eucarística, pureza, caridade operosa e verdadeira devoção mariana, Contardo lutava contra o Mal e por toda parte levava vida exemplar no ser cristão e no profissional. Entrou no Céu com 43 anos.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
18 de Outubro - Dia do Médico
S. Lucas, Evangelista - o Apóstolo médico

São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte. Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14). Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho. Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos). Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos os homens. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10). De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social. Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.
São Lucas, evangelista, «servidor da Palavra» (Lc 1,2)
Comentário do dia:
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
PPS, vol. 3, n.º 22 : «A parte escolhida por Maria»

É boa toda a palavra de Cristo, que tem uma missão e uma finalidade, que não cai por terra. É impossível que o Verbo de Deus tenha jamais pronunciado palavras efémeras, Ele que [...] exprimiu os conselhos profundos e a vontade santa do Deus invisível. Toda a palavra de Cristo é boa. Mesmo que os seus propósitos tenham sido transmitidos por pessoas comuns, podemos estar certos de que nada do que nos foi conservado – sejam palavras dirigidas a um discípulo ou a um opositor, sejam conselhos ou opiniões, sejam reprimendas ou palavras de consolação, de persuasão ou de condenação –, nada tem uma significação puramente acidental, um alcance limitado ou parcial [...].
Pelo contrário, as palavras sagradas de Cristo, mesmo quando nos surgem revestidas de uma aparência temporária e dirigidas a um fim imediato - o que torna mais difícil distinguir o que há nelas de momentâneo e de contingente -, mesmo assim, nada perdem da sua força, a cada século que passa. Pertencendo à Igreja, estão destinadas a durar para sempre nos céus (cf Mt 24,35), prolongando-se até à eternidade. Elas são a nossa regra santa, justa e boa, «farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 118,105), na mesma plenitude e de forma tão íntima no nosso tempo, como quando pela primeira vez foram pronunciadas.
Tudo isto seria verdade mesmo que considerássemos ter sido obra humana a recolha destas migalhas da mesa de Cristo. Mas temos uma certeza muito maior, porque não as recebemos dos homens, mas de Deus (1Tess 2,13). O Espírito Santo, que veio glorificar Cristo e dar aos evangelistas a inspiração da escrita, não nos traçou um Evangelho estéril. Louvado seja por ter escolhido e salvado para nós as palavras que seriam mais úteis aos tempos vindouros, as palavras que podiam servir de lei à Igreja para a fé, para a moral e para a disciplina. Não uma lei escrita em tábuas de pedra (Ex 24,12), mas uma lei de fé e de amor, de espírito, e não de letra (Rom 7,6), uma lei para corações generosos que aceitam «viver da palavra», por mais modesta e humilde que seja, uma lei «que sai da boca de Deus» (Dt 8,3; Mt 4,4).
Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
PPS, vol. 3, n.º 22 : «A parte escolhida por Maria»

É boa toda a palavra de Cristo, que tem uma missão e uma finalidade, que não cai por terra. É impossível que o Verbo de Deus tenha jamais pronunciado palavras efémeras, Ele que [...] exprimiu os conselhos profundos e a vontade santa do Deus invisível. Toda a palavra de Cristo é boa. Mesmo que os seus propósitos tenham sido transmitidos por pessoas comuns, podemos estar certos de que nada do que nos foi conservado – sejam palavras dirigidas a um discípulo ou a um opositor, sejam conselhos ou opiniões, sejam reprimendas ou palavras de consolação, de persuasão ou de condenação –, nada tem uma significação puramente acidental, um alcance limitado ou parcial [...].
Pelo contrário, as palavras sagradas de Cristo, mesmo quando nos surgem revestidas de uma aparência temporária e dirigidas a um fim imediato - o que torna mais difícil distinguir o que há nelas de momentâneo e de contingente -, mesmo assim, nada perdem da sua força, a cada século que passa. Pertencendo à Igreja, estão destinadas a durar para sempre nos céus (cf Mt 24,35), prolongando-se até à eternidade. Elas são a nossa regra santa, justa e boa, «farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 118,105), na mesma plenitude e de forma tão íntima no nosso tempo, como quando pela primeira vez foram pronunciadas.
Tudo isto seria verdade mesmo que considerássemos ter sido obra humana a recolha destas migalhas da mesa de Cristo. Mas temos uma certeza muito maior, porque não as recebemos dos homens, mas de Deus (1Tess 2,13). O Espírito Santo, que veio glorificar Cristo e dar aos evangelistas a inspiração da escrita, não nos traçou um Evangelho estéril. Louvado seja por ter escolhido e salvado para nós as palavras que seriam mais úteis aos tempos vindouros, as palavras que podiam servir de lei à Igreja para a fé, para a moral e para a disciplina. Não uma lei escrita em tábuas de pedra (Ex 24,12), mas uma lei de fé e de amor, de espírito, e não de letra (Rom 7,6), uma lei para corações generosos que aceitam «viver da palavra», por mais modesta e humilde que seja, uma lei «que sai da boca de Deus» (Dt 8,3; Mt 4,4).
Evangelho segundo S. Lucas 10,1-9.
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’.
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’.
Palavra do Senhor
2ª Carta a Timóteo 4,10-17b.
Caríssimo: Demas abandonou-me. Preferiu o mundo presente e foi para Tessalónica. Crescente foi para a Galácia, e Tito para a Dalmácia.
Apenas Lucas está comigo. Traz contigo Marcos, pois me será de grande ajuda no ministério.
Quanto a Tíquico, enviei-o a Éfeso.
Quando vieres, traz o manto que deixei em Tróade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.
Alexandre, o fundidor de cobre, causou-me muitos danos. O Senhor lhe retribuirá segundo as suas obras.
Toma tu também cuidado com ele, pois muito se tem oposto ao nosso ensinamento.
Na minha primeira defesa, ninguém esteve a meu lado: todos me abandonaram. Queira Deus que esta falta não lhes seja imputada.
O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as nações a ouvissem; e eu fui libertado da boca do leão.
______________________________________________
Livro de Salmos 145(144),10-11.12-13ab.17-18.
Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino e anunciem os vossos feitos gloriosos;
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder, a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos,
perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.
Caríssimo: Demas abandonou-me. Preferiu o mundo presente e foi para Tessalónica. Crescente foi para a Galácia, e Tito para a Dalmácia.
Apenas Lucas está comigo. Traz contigo Marcos, pois me será de grande ajuda no ministério.
Quanto a Tíquico, enviei-o a Éfeso.
Quando vieres, traz o manto que deixei em Tróade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.
Alexandre, o fundidor de cobre, causou-me muitos danos. O Senhor lhe retribuirá segundo as suas obras.
Toma tu também cuidado com ele, pois muito se tem oposto ao nosso ensinamento.
Na minha primeira defesa, ninguém esteve a meu lado: todos me abandonaram. Queira Deus que esta falta não lhes seja imputada.
O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as nações a ouvissem; e eu fui libertado da boca do leão.
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Livro de Salmos 145(144),10-11.12-13ab.17-18.
Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino e anunciem os vossos feitos gloriosos;
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder, a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos,
perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.
A primeira globalização
· O cardeal Amato fala das sete canonizações de 16 de outubro ·
15 de Outubro de 2016
A chamada à santidade é universal. Não faz diferenças de raça, língua ou cultura. É a primeira e bem sucedida «globalização» da história. Disto dão provas os santos de todas as épocas que testemunharam com a sua vida a fidelidade a Cristo também à custa da vida. Fala sobre isto o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, nesta entrevista a L'Osservatore Romano, na vigília das sete canonizações que o Papa Francisco preside na praça de São Pedro a 16 de outubro.

Um bispo, três sacerdotes, um religioso, uma monja, um leigo: nos sete novos santos que o Papa Francisco canoniza está representado todo o povo de Deus. Qual é o fio condutor destas canonizações?
George Bernard Shaw, na introdução ao seu texto teatral sobre Joana d'Arc, considerava que tinha chegado o momento de estudar a história sobre os santos. Com efeito, a Igreja enriquece em grande medida a história da humanidade com a celebração de homens e mulheres, grandes e pequenos, que não só são testemunhas credíveis do Evangelho, mas são também benfeitores autênticos e eficazes da humanidade, por eles ornamentada com valores que constituem o Adn do homem, como a bondade, a lealdade, o perdão, o acolhimento, o sacrifício, a partilha, a compaixão, a misericórdia. Por conseguinte, o fio condutor que relaciona os sete novos santos é precisamente a santidade, declinada nos diversos estados de vida cristã.
De que maneira a proveniência geográfica destas figuras reflete a universalidade da Igreja?
Trata-se de pessoas que viveram a comunhão com Cristo profundamente imergidos nas diversas culturas do mundo. Teologicamente falando, poder-se-ia dizer que os santos são os protagonistas autênticos de qualquer inculturação da fé. O Evangelho é o laboratório dinâmico da formação de um novo léxico cristão, que exalta os valores positivos das culturas humanas, purificando-as de eventuais limites e insuficiências. Os santos conseguem viver e expressar a sua identidade evangélica na sua língua natal, mesmo se a sua gramática e a sintaxe espiritual permanecem profundamente evangélicas. Assim fizeram a nativa americana Kateri Tekakwitha, o dáimio japonês Justus Takayama Ukon, o missionário indiano Joseph Vaz, o mártir sul-africano Benedict Daswa, o arménio Gregorio di Narek, o jovem filipino Pedro Calungsod. Eles pertencem radicalmente ao seu povo mas, ao mesmo tempo, fazem parte integrante daquele exército infinito de bem-aventurados de todas as tribos, línguas e nações, que agora vivem na cidade de Deus. Com a canonização de sete santos que viveram em culturas e áreas geográficas diversas, a Igreja mostra que nenhuma cultura humana é alheia ao anúncio de Cristo. Há anos numa certa área eclesial os estudiosos pensavam que na Ásia já não houvesse lugar para Jesus e para o seu evangelho de salvação. Na realidade, como depois a história demonstrou, com os exemplos do mártir Devasahaiam Pillai, da clarissa Alfonsa Muttathupadathu e de Teresa de Calcutá, em todas as culturas, até nas mais antigas e prestigiosas, o Evangelho pode ser acolhido e vivido de modo exemplar, porque exalta a autêntica humanidade presente nas culturas do mundo.
Entre os sacerdotes sobressai a figura do cura Brochero, tão querido ao Papa Francisco. O que pode ele ensinar aos sacerdotes do nosso tempo?
O sacerdote argentino Gabriel Brochero ou “el Cura gaucho”, como afetuosamente lhe chamavam, era um sacerdote culto e santo. O seu fecundo apostolado, cavalgando uma mula, brotava da sua experiência de Deus alimentada pela leitura assídua do Evangelho que ele conhecia de cor. Mesmo tendo concluído a universidade de Córdova com o título de mestre de filosofia, a sua linguagem era simples, não rebuscada, feita de palavras e expressões locais, pertencentes ao léxico popular e facilmente compreensíveis pelos seus fiéis. Esta linguagem coloquial, não académica, tinha uma determinada intencionalidade pastoral: fazer compreender o Evangelho também aos seus fiéis mais débeis e incultos, os quais apreciavam a sua original língua serrana. O nosso beato tinha um verdadeiro dom das línguas. A sua pregação chegava aos corações, convertendo os maiores pecadores. Se à primeira vista Brochero podia parecer privado de delicadeza, conhecendo-o e vendo a coerência perfeita da sua vida com o Evangelho, descobria-se a sua nobreza e riqueza espiritual. Com a recente beata argentina Mama Antula, também o cura Brochero, embebido da espiritualidade de Santo Inácio de Loiola, se tornou um arauto da difusão do reino de Deus sob a bandeira de Cristo. O estilo da evangelização brocheriana caracteriza-se pelos exercícios espirituais, banho da alma, escola das virtudes e morte dos vícios. Estava convicto da eficácia dos exercícios espirituais para comunicar a luz da verdade de Deus às inteligências e para fazer triunfar a graça nos corações mais rebeldes. Por isso organizava muitos turnos, frequentados por fiéis que eram sempre mais numerosos. Pregava, confessava, dirigia, assistia os exercitantes com grande solicitude.
Nicola Gori
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
AS RAÍZES DA MEMÓRIA

· Francisco recorda que os idosos desempenham um papel essencial na Igreja e na sociedade ·
15 de Outubro de 2016
Uma nova advertência contra «a cultura nociva do descarte» que exclui e marginaliza os mais débeis foi feita pelo Papa Francisco durante a audiência a sete mil pertencentes à «Senior Italia Federanziani» e à Associação nacional dos trabalhadores idosos, recebidos na manhã de sábado, 15 de outubro, na sala Paulo VI.
Frisando o papel «essencial» que as pessoas da terceira idade desempenham no âmbito da Igreja e da sociedade, o Pontífice pediu às «instituições» e às «diversas realidades sociais» que trabalhem para valorizar as capacidades e «para facilitar a sua participação ativa», mas sobretudo «para fazer com que a sua dignidade de pessoas seja sempre respeitada e valorizada». Neste sentido, «os responsáveis públicos, as realidades culturais, educativas e religiosas, assim como todos os homens de boa vontade, estão chamados a comprometer-se para construir uma sociedade cada vez mais acolhedora e inclusiva».
No seu discurso – precedido de um momento de festa ritmado por cânticos e testemunhos – Francisco frisou o valor da terceira idade, explicando que ela encerra «as raízes e a memória de um povo». E dirigindo-se aos participantes no encontro garantiu: «Vós sois uma presença importante, porque a vossa experiência constitui um tesouro precioso, indispensável para olhar para o futuro com esperança e responsabilidade».
O Pontífice dirigiu palavras de gratidão «aos idosos que ocupam generosamente o seu tempo e os talentos que Deus lhes concedeu, abrindo-se à ajuda e ao apoio aos demais». Sem esquecer o seu papel insubstituível no âmbito familiar: «Quantos avós – exclamou – se ocupam dos netos, transmitindo com simplicidade aos mais pequeninos a experiência da vida, os valores espirituais e culturais de uma comunidade e de um povo!».
Num mundo «no qual, com frequência, são mitificadas a força e a aparência», os idosos são testemunhas privilegiadas dos «valores que contam deveras». Por isso é necessária uma atenção particular aos mais débeis e a quantos convivem com as dificuldades da idade e com a experiência da doença. Eis o motivo do apelo dirigido sobretudo aos institutos e às casas de repouso, chamados a ser «lugares de humanidade e de atenção amorosa, onde as pessoas mais vulneráveis não sejam esquecidas ou descuidadas, mas visitadas, recordadas e preservadas».
Papa Francisco
Um lugar ao sol
O BOM SONO E O TRABALHO
Em nossas orações noturnas devemos pedir a Deus para que zele pelos nossos sonhos. Mas, para isso é necessário que também demos nossa contribuição. O Criador não é um mágico pronto a satisfazer nossas vontades, enquanto passivamente olhamos suas realizações. Pelo contrário, Deus nos quer como filhos cúmplices e divulgador de sua obra.
Para se ter um bom sonho precisamos construir o nosso dia cercado de coisas boas. Termos tempo, mesmo diante da labuta do trabalho intenso para agradecermos por nossos empregos, que por mais aparentemente nos surjam como fardos exaustivos ou massantes é por meio deles que conseguimos, mesmo que de forma insuficiente, como para a maioria, o nosso sustento.
O mau emprego, o mau empregador, nos servem de advertência para que não caiamos em tentação e passamos a agir pela melhoria de nossa educação e desempenho profissional, para que mesmo em um mercado de trabalho em crise, conseguirmos talvez mais adiante o nosso sonhado lugar ao sol.
Não fazer dos baixos salários um motivo para o nosso imobilismo é fundamental. A insatisfação com o trabalho contribui para uma má noite de sonho e até mesmo pesadelos.

Em nossas orações noturnas devemos pedir a Deus para que zele pelos nossos sonhos. Mas, para isso é necessário que também demos nossa contribuição. O Criador não é um mágico pronto a satisfazer nossas vontades, enquanto passivamente olhamos suas realizações. Pelo contrário, Deus nos quer como filhos cúmplices e divulgador de sua obra.
Para se ter um bom sonho precisamos construir o nosso dia cercado de coisas boas. Termos tempo, mesmo diante da labuta do trabalho intenso para agradecermos por nossos empregos, que por mais aparentemente nos surjam como fardos exaustivos ou massantes é por meio deles que conseguimos, mesmo que de forma insuficiente, como para a maioria, o nosso sustento.
O mau emprego, o mau empregador, nos servem de advertência para que não caiamos em tentação e passamos a agir pela melhoria de nossa educação e desempenho profissional, para que mesmo em um mercado de trabalho em crise, conseguirmos talvez mais adiante o nosso sonhado lugar ao sol.
Não fazer dos baixos salários um motivo para o nosso imobilismo é fundamental. A insatisfação com o trabalho contribui para uma má noite de sonho e até mesmo pesadelos.

«Ser rico aos olhos de Deus»
Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 34 sobre o Salmo 149

Irmãos, examinai com atenção a vossa morada interior, abri os olhos e apreciai o vosso capital de amor, e depois aumentai a soma que tiverdes encontrado em vós. E guardai esse tesouro, a fim de serdes ricos interiormente. Chamam-se caros os bens que têm um preço elevado, e com razão. […] Mas que coisa há mais cara do que o amor, meus irmãos? Em vossa opinião, que preço tem ele? E como pagá-lo? O preço de uma terra, o preço do trigo, é a prata; o preço de uma pérola é o ouro; mas o preço do amor és tu mesmo. Se queres comprar um campo, uma jóia, um animal, procuras em teu redor os fundos necessários para isso. Mas, se desejas possuir o amor, procura apenas em ti mesmo, pois é a ti mesmo que tens de encontrar.
Que receias ao dar-te? Receias perder-te? Pelo contrário, é recusando-te a dar-te que te perdes. O próprio Amor exprime-se pela boca da Sabedoria e apazigua com uma palavra a desordem que em ti lançava a expressão: «Dá-te a ti mesmo!» Se alguém quisesse vender-te um terreno, dir-te-ia: «Dá-me prata»; ou, se quisesse vender-te outra coisa qualquer: «Dá-me dinheiro». Pois escuta o que diz o Amor, pela boca da Sabedoria: «Meu filho, dá-me o teu coração» (Prov 23, 26). O teu coração sofria quando estava em ti; eras presa de futilidades, ou mesmo de más paixões. Afasta-te delas! Para onde hás-de levá-lo? A quem o hás-de oferecer? “«Meu filho, dá-me o teu coração», diz a Sabedoria. Se ele for meu, já não te perderás. […]
«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento» (Mt 22,37). […] Quem te criou quer-te todo para Si.
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 34 sobre o Salmo 149

Irmãos, examinai com atenção a vossa morada interior, abri os olhos e apreciai o vosso capital de amor, e depois aumentai a soma que tiverdes encontrado em vós. E guardai esse tesouro, a fim de serdes ricos interiormente. Chamam-se caros os bens que têm um preço elevado, e com razão. […] Mas que coisa há mais cara do que o amor, meus irmãos? Em vossa opinião, que preço tem ele? E como pagá-lo? O preço de uma terra, o preço do trigo, é a prata; o preço de uma pérola é o ouro; mas o preço do amor és tu mesmo. Se queres comprar um campo, uma jóia, um animal, procuras em teu redor os fundos necessários para isso. Mas, se desejas possuir o amor, procura apenas em ti mesmo, pois é a ti mesmo que tens de encontrar.
Que receias ao dar-te? Receias perder-te? Pelo contrário, é recusando-te a dar-te que te perdes. O próprio Amor exprime-se pela boca da Sabedoria e apazigua com uma palavra a desordem que em ti lançava a expressão: «Dá-te a ti mesmo!» Se alguém quisesse vender-te um terreno, dir-te-ia: «Dá-me prata»; ou, se quisesse vender-te outra coisa qualquer: «Dá-me dinheiro». Pois escuta o que diz o Amor, pela boca da Sabedoria: «Meu filho, dá-me o teu coração» (Prov 23, 26). O teu coração sofria quando estava em ti; eras presa de futilidades, ou mesmo de más paixões. Afasta-te delas! Para onde hás-de levá-lo? A quem o hás-de oferecer? “«Meu filho, dá-me o teu coração», diz a Sabedoria. Se ele for meu, já não te perderás. […]
«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento» (Mt 22,37). […] Quem te criou quer-te todo para Si.
Palavra do Senhor

Carta aos Efésios 2,1-10.
Irmãos: Vós estáveis mortos pelas faltas e pecados
em que vivestes outrora, segundo o modo de ser deste mundo e obedecendo ao príncipe do mal que impera nos ares, esse espírito que atua nos homens rebeldes.
Todos nós, que também éramos como eles, vivíamos antigamente submetidos aos desejos da nossa carne, satisfazendo os caprichos dos instintos e da imaginação e sendo por natureza filhos da ira, como os outros.
Mas Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós,
que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos –
e com Ele nos ressuscitou e com Ele nos fez sentar nos Céus.
Assim quis mostrar aos séculos futuros a abundante riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco, em Jesus Cristo.
De facto, é pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de vós: é dom de Deus.
Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos seguir.
____________________________________________________
Livro de Salmos 100(99),2.3.4.5.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.
Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.
Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.
________________________________________
Evangelho segundo S. Lucas 12,13-21.
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo».
Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?».
Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».
E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita.
Ele pensou consigo: ‘Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita?
Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens.
Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’.
Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’
Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».
Santo do Dia
Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir, séc. II
Santo Inácio de Antioquia, conforme historiadores, viveu por volta do segundo século. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo. A cidade da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teófolo, o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Pesquisadores indicam que Inácio de Antioquia conheceu pessoalmente os apóstolos Pedro e Paulo.
Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano. Nessa viagem de Antioquia a Roma para onde ia como prisioneiro, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos, sua constituição hierárquica... Trazido acorrentado para Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afectuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar São Paulo.
As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. "Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo."
" Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica", foi escrito na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiquidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adoptado agora também pelo novo calendário.
Santo Inácio de Antioquia, conforme historiadores, viveu por volta do segundo século. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo. A cidade da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teófolo, o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Pesquisadores indicam que Inácio de Antioquia conheceu pessoalmente os apóstolos Pedro e Paulo.
Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano. Nessa viagem de Antioquia a Roma para onde ia como prisioneiro, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos, sua constituição hierárquica... Trazido acorrentado para Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afectuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar São Paulo.
As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. "Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo."
" Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica", foi escrito na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiquidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adoptado agora também pelo novo calendário.
domingo, 16 de outubro de 2016
Rezar sempre sem desfalecer
Comentário do dia:
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»

Gostar de rezar. Sente muitas vezes, ao longo do dia, a necessidade de rezar. A oração dilata o coração a ponto de ele se tornar capaz de receber o dom de Deus, que é Ele próprio. Pede, procura, e o teu coração alargar-se-á a ponto de O receber, de O guardar como teu bem.
Desejamos tanto rezar bem, e depois não conseguimos; então perdemos a coragem e desistimos. Se queres rezar melhor, tens de rezar mais. Deus aceita o fracasso, mas não quer que percas a coragem. Ele quer que sejamos cada vez mais crianças, cada vez mais humildes, cada vez mais cheios de gratidão na oração. Quer que nos recordemos de que pertencemos ao corpo místico de Cristo, que é oração perpétua.
Devemos ajudar-nos uns aos outros com as nossas orações. Libertemos o espírito. Não rezemos longamente: que as nossas orações não sejam intermináveis, mas breves e cheias de amor. Rezemos por aqueles que não rezam. Recordemos que aquele que quer ser capaz de amar tem de ser capaz de rezar.
A imagem pode conter: nuvem, céu, crepúsculo, atividades ao ar livre e uma ou mais pessoas
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»

Gostar de rezar. Sente muitas vezes, ao longo do dia, a necessidade de rezar. A oração dilata o coração a ponto de ele se tornar capaz de receber o dom de Deus, que é Ele próprio. Pede, procura, e o teu coração alargar-se-á a ponto de O receber, de O guardar como teu bem.
Desejamos tanto rezar bem, e depois não conseguimos; então perdemos a coragem e desistimos. Se queres rezar melhor, tens de rezar mais. Deus aceita o fracasso, mas não quer que percas a coragem. Ele quer que sejamos cada vez mais crianças, cada vez mais humildes, cada vez mais cheios de gratidão na oração. Quer que nos recordemos de que pertencemos ao corpo místico de Cristo, que é oração perpétua.
Devemos ajudar-nos uns aos outros com as nossas orações. Libertemos o espírito. Não rezemos longamente: que as nossas orações não sejam intermináveis, mas breves e cheias de amor. Rezemos por aqueles que não rezam. Recordemos que aquele que quer ser capaz de amar tem de ser capaz de rezar.
A imagem pode conter: nuvem, céu, crepúsculo, atividades ao ar livre e uma ou mais pessoas
Mestres
Santa Edviges - padroeira dos pobres

SANTO DO DIA
Santo do dia : Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa, +1690, Santa Edviges, viúva, +1243
Santa Edviges, viúva, +1243
Santa Edviges é a padroeira dos pobres e endividados. Ela nasceu em Baviera, Alemanha no ano de 1174 . Casou-se com o duque da Silésia, Henrique I, quando tinha apenas 12 anos de idade, tendo com ele seis filhos. Foi uma mulher marcada pelo sofrimento, pois acompanhou a morte de um a um de seus filhos, restando-lhe apenas a filha Gertrudes. Como esposa Edviges soube ser exemplo e com dedicação, conseguiu conciliar os seus deveres e a sua dedicação ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitando hospitais, amparando a juventude carente, educando e instruindo-a na fé cristã. Contam os historiadores que Santa Edviges destinava quase tudo que tinha para socorrer os pobres e necessitados. Após a morte do marido, retirou-se para o convento onde a sua filha Gertrudes era abadessa, dedicando o resto dos seus dias à austeridade. Santa Edviges morreu no Mosteiro de Trebnitz, consumida pela penitência no dia 15 de Outubro de 1243.
A Palavra de DEUS
Livro de Êxodo 17,8-13.
Naqueles dias, Amalec veio a Refidim atacar Israel.
Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão».
Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo da colina.
Quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel ganhava vantagem; mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec.
Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol,
e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.

______________________________________________________
Livro de Salmos 121(120),1-2.3-4.5-6.7-8.
Levanto os meus olhos para os montes:
donde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor,
que fez o céu e a terra.
Não permitirá que vacilem os teus passos,
não dormirá Aquele que te guarda.
Não há de dormir nem adormecer
Aquele que guarda Israel.
O Senhor é quem te guarda,
o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.
O sol não te fará mal durante o dia,
nem a lua durante a noite.
O Senhor te defende de todo o mal,
o Senhor vela pela tua vida.
Ele te protege quando vais e quando vens,
agora e para sempre.
______________________________________________
2ª Carta a Timóteo 3,14-17.4,1-2.
Caríssimo: Permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste.
Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus.
Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça.
Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras.
Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.
__________________________________
Evangelho segundo S. Lucas 18,1-8.
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’».
E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!...
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».
Naqueles dias, Amalec veio a Refidim atacar Israel.
Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão».
Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo da colina.
Quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel ganhava vantagem; mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec.
Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol,
e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.

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Livro de Salmos 121(120),1-2.3-4.5-6.7-8.
Levanto os meus olhos para os montes:
donde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor,
que fez o céu e a terra.
Não permitirá que vacilem os teus passos,
não dormirá Aquele que te guarda.
Não há de dormir nem adormecer
Aquele que guarda Israel.
O Senhor é quem te guarda,
o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.
O sol não te fará mal durante o dia,
nem a lua durante a noite.
O Senhor te defende de todo o mal,
o Senhor vela pela tua vida.
Ele te protege quando vais e quando vens,
agora e para sempre.
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2ª Carta a Timóteo 3,14-17.4,1-2.
Caríssimo: Permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste.
Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus.
Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça.
Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras.
Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.
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Evangelho segundo S. Lucas 18,1-8.
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’».
E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!...
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».
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