quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Santo do Dia

Santo do dia : S. Bruno, eremita, +1101, Santa Maria Francisca das Cinco Chagas, virgem, +1791, Beato José Rubio, presbítero, operário, +1929

S. Bruno, eremita, +1101



São Bruno nasceu na cidade de Colônia no ano 1035, de família nobre, terminara seus estudos na escola episcopal de Reims, na Alemanha onde, após a ordenação sacerdotal, voltou na qualidade de professor de teologia. Temos entre seus alunos Eudes de Châtillon, o futuro Papa Urbano II e Santo Huygo de Grenoble. Foi ordenado sacerdote na sua terra natal, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos. Fundou a extremamente exigente Ordem Religiosa da Igreja: A Cartuxa. Os cartuxos procuram conciliar a vida comunitária e silenciosa com vida contemplativa. Na Cartuxa reside o silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus.

Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar o desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da ordem. O Papa Urbano II, ex-aluno de São Bruno, escolheu-0 para conselheiro e chamou-o a Roma. A estadia em Roma foi breve. Os monges, não se adaptaram à cidade (Construíram uma cartuxa junta às Termas de Diocleciano), e por isso tiveram a licença de voltar a Grenoble, enquanto o abade Bruno, deixando a Cúria Pontifícia, pôde descer à Itália meridional para erigir uma nova cartuxa, no modelo da francesa.



A Igreja, único lugar onde os irmãos se encontram para recitar o Ofício Divino, é coroada por pequenas casas de dois quartos, um térreo, destinado ao trabalho e outro superior, a morada do monge, onde ele ora e repousa. " O proveito e a alegria que a solidão e o silêncio do ermo trazem a todos os que O amam, só os que tiveram a experiência podem apreciar". Assim escrevia São Bruno a um amigo, pouco antes de morrer a 06 de Outubro de 1101, em Torre, na Calábria.

______________________________________________________________-

Santa Maria Francisca das Cinco Chagas, virgem, +1791




Santa Maria Francisca das Cinco Chagas

Ana Maria nasceu em Nápoles no dia 25 de março de 1715, filha de Francisco Gallo e Bárbara Basini, comerciantes. Ainda menina, manifestou o desejo de receber a Eucaristia, o que aconteceu com 7 anos.

Mostrou tanta piedade e prática de virtudes, que foi chamada de "Santita" (Santinha). Decidida a consagrar-se a Deus, apesar da oposição de seu pai, que lhe oferecia um vantajoso matrimónio, tornou-se terceira franciscana seguindo a Regra e a orientação dos frades menores, que tinham o convento de Santa Lucia do Monte em São João José da Cruz.

Com apenas 16 anos, delicada e pálida devido às penitências voluntárias, tomou o hábito franciscano no dia 8 de setembro de 1731; professou os três votos de castidade, pobreza e obediência e passou a se chamar Maria Francisca das 5 Chagas de N.S.J.C. Embora permanecesse no mundo, viveu na mais perfeita observância da severa Regra Franciscana, submetendo seu corpo, e já cansado por um contínuo trabalho, a flagelações, vigílias e cilícios.

Extases e profecias eram-lhe familiares. Vivia já das coisas sobrenaturais, incompreendida, perseguida, tratada como visionária foi submetida a exames por parte das autoridades eclesiásticas. Em 7 anos de duro martírio suportou tudo com inalterada mansidão.

Assistida por muitos religiosos fiéis, fortalecida pela Eucaristia, morreu serenamente no seu quarto no dia 6 de outubro de 1791, aos 76 anos. Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Lucia do Monte, onde é venerada ao lado do túmulo de São João José da Cruz.

__________________________________________________________________

Beato José Rubio, presbítero, operário, +1929




Beato José Rubio

Nasceu em Dálias (Espanha) em 1864, filho de humilde família de agricultores. Entrou para o seminário aos 11 anos onde, durante seus estudos, chamou a atenção de um dos professores que acabou se tornando seu protetor. Foi ordenado em 1887. Já durante a sua formação para o clero secular havia conhecido e se apaixonado pela Companhia, queria muito ser jesuíta mas o seu protetor se opunha. Foi movido pelo respeito que esperou pacientemente por 19 anos para só ingressar no noviciado da Companhia depois da morte de seu protetor, em 1906. Durante todo o tempo que serviu ao povo de Deus no clero secular foi pastor dedicado, deixou muitas mostras de sinceridade, disponibilidade e mortificação. Como jesuíta pôde unir às qualidades já mencionadas a alegria do ideal realizado. Após a sua 3º provação foi destinado para Madri, onde trabalhou em diversas pastorais. O seu gosto pelas conversas espirituais era notório. Exímio orientador espiritual, também pregador e confessor, já em vida adquirira fama de santo. Uma angina de peito suportada sem reclamação, e agravada pelo excesso de trabalho, o matou em 1929. Foi beatificado por João Paulo II em 1985.




terça-feira, 4 de outubro de 2016

Santo do Dia

S. Francisco de Assis, diácono, +1224

São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.
Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruinas".
Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.

Ilustração: GIOTTO / Stigmatization Of St Francis 1300




ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO


Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive
para a Vida Eterna.


Marta e Maria

Comentário do dia:

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense
Sermão para a Assunção


«Uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria». Se o nosso coração é o lugar onde Cristo habita, é preciso que nele habitem estas duas mulheres: uma que se senta aos pés de Jesus para O escutar, outra que trata de O alimentar. Enquanto Cristo for, neste mundo, pobre, sujeito à fome, à sede, à tentação, será preciso que estas duas mulheres habitem a mesma casa, que no mesmo coração coexistam estas duas atividades. […]

Assim, durante esta vida de labor e de misérias, é preciso que Marta habite em vossa casa. […] Enquanto precisarmos de comer e de beber, teremos também de dominar a nossa carne ou o nosso corpo pela vigília, pelo jejum e pelo trabalho.; é essa a parte que compete a Marta. Mas é preciso que em nós esteja também presente Maria, a ação espiritual. Porque não temos de nos dedicar constantemente aos exercícios corporais; temos também de repousar e saborear como é suave o Senhor, sentando-nos para isso aos pés de Jesus e escutar a sua Palavra.

Amigos, não negligencieis Maria por Marta, nem Marta por Maria! Se negligenciais Marta, quem servirá Jesus? Se negligenciais Maria, de que vos servirá a visita de Jesus, uma vez que não Lhe saboreais a doçura?




Logótipo da visita do Papa Francisco à Suécia ·



Cristo está no centro de tudo: da cruz e do banquete para o qual são chamados todos os povos da terra. Este é o tema inspirador da imagem do logótipo da visita que o Papa Francisco realizará à Suécia nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Na cruz está representado Deus uno e trino, criador e reconciliador. Na base, as mãos divinas mantêm unidas todas as coisas criadas. Jesus Cristo, palavra de Deus, que se torna presente na Eucaristia, é o ápice de toda a vida. Ele apoia toda a criação e renova a vida do homem com a sua morte e ressurreição. A vinha e a videira representadas simbolizam Cristo e o povo de Deus.
A pomba que se vê em três partes representa o Espírito Santo. É a certeza de que a obra de salvação de Deus continua a exprimir o seu poder em todos os tempos e situações, segundo a promessa divina.
A fonte batismal simboliza a água viva que regenera o homem inserindo-o no corpo de Cristo, na comunhão dos santos. A Eucaristia manifesta a comunhão visível da Igreja. Jesus Cristo, no centro do banquete, oferece-se como alimento para a viagem, para fortalecer a unidade e reconciliar todas as pessoas abatendo os muros de divisão. De facto, a cruz representa o desejo mais profundo de uma Eucaristia partilhada.
Papa Francisco

Evangelho segundo S. Lucas 10,38-42.


Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me».
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».

Livro de Salmos 139(138),1-3.13-14ab.14c-15.


Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:
sabeis quando me sento e quando me levanto.
De longe penetrais o meu pensamento,
Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.
Vós formastes as entranhas do meu corpo
e me criastes no seio de minha mãe.
Dou-Vos graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.
Vós conhecíeis já a minha alma
e nada do meu ser Vos era oculto,
quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.