quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Santo do Dia



Santo do dia : Beato Miguel de Carvalho, presbítero, mártir, +1624S. José de Calasanz, presbítero, educador, +1648S. Luís (IX), rei de França, +1270

Beato Miguel de Carvalho, presbítero, mártir, +162




Beato Miguel de Carvalho


Miguel de Carvalho nasceu em Braga, em 1577, de família nobre e rica.

Com 20 anos pediu para ser admitido na Companhia de Jesus. Cinco anos depois, partia com um grupo de missionários para o Oriente.

Em Goa, termina o curso de teologia e aí fica alguns anos como professor. Mas o seu desejo era partir missionário para o Japão e, apesar das grandes dificuldades que os cristãos por lá viviam, consegue integrar-se num grupo de viajantes, disfarçado de soldado.

Durante alguns anos conseguiu iludir as autoridades, pregando o Evangelho nos mais diversos lugares, até que um dia o descobriram e o condenaram a morrer pelo fogo.

Pio IX beatificou-o em 1867.

cf. Pe. José Leite, s.j., Santos de Cada Dia


S. José de Calasanz, presbítero, educador, +1648




Era espanhol, mais especificamente de Peralta de La Sal, em Aragão, nascido no ano de 1557. Foi ordenado sacerdote aos 28 anos, em sua terra natal, e depois foi para Roma onde começou sua grande dedicação à educação de crianças pobres. Fundou a primeira escola em 1597, o que deu origem mais tarde, em 1621, à congregação dos Clérigos Pobres da Mãe de Deus. Sua fundação logo se difundiu por todo o mundo, indo até a Itália, a Alemanha, a Boêmia e Polônia.



A grande provação de sua vida foi quando, por inveja, seus próprios co-irmãos o acusaram de incapacidade de governar a sua congregação. Foi obrigado a ver sua obra esfacelar-se, e seu lugar foi substituído por um “visitador”, uma espécie de interventor da Santa Sé. Mesmo assim, manteve-se confiante em Deus, conseguindo fazer com que sua obra ressurgisse das cinzas.



São José Calasanz morreu aos 90 anos, em 1648, e somente oito anos depois seu Instituto foi aprovado pelo papa Alexandre VI. Foi canonizado no ano de 1757.

S. Luís (IX), rei de França, +1270




Eleito rei desde os doze anos de idade, Luís, nascido em 1214, era filho da virtuosa Branca de Castela, regente de França durante sua menor idade. Recebeu forte educação cristã.



Foi muito dedicado à renovação da justiça e da economia do seu país. Construiu hospitais, asilos, escolas e favoreceu a universidade de Sorbonne, o que deu à França o primado da cultura européia. Empreendeu uma cruzada para a libertação dos lugares santos, fez diversas conquistas, venceu muitas batalhas, até que foi tomado como prisioneiro dos egípcios. Pago o resgate, continuou suas atividades até que foi atingido pela peste, morrendo às portas de Túnis, a 25 de agosto de 1270.



 
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Livro de Salmos 145(144),10-11.12-13ab.17-18.


Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos;

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos,
perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.


As coisas mais importantes

Comentário do dia:



São Pedro Damião (1007-1072), eremita, bispo, doutor da Igreja
Opúsculo 51

«Omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade»

Se quiseres avançar corretamente, com discrição e dando frutos no caminho da verdadeira religião, deves ser austero e rígido contigo mesmo, mas sempre alegre e aberto para com os outros, esforçando-te no teu coração por caminhar nos cumes da retidão, sabendo inclinar-te com bondade para os mais fracos. Numa palavra, perante o juízo da tua consciência, deves moderar os rigores da justiça, de tal forma que não sejas duro para com os pecadores, mas acessível ao perdão e indulgente. [...]

Considera o teu pecado como perigoso e mortal; o dos outros, considera-o como fragilidade da condição humana. Pensa que a falta que, em ti, consideras digna de severa correção nos outros não merece mais do que uma pequena admoestação. Não sejas mais justo do que o justo : receia cometer o pecado, mas não hesites em perdoar ao pecador. A verdadeira justiça não é a que precipita as almas dos irmãos no laço do desespero. [...] É muito perigoso o fogo que, ao queimar o mato, ameaça abrasar a própria casa com o ardor das suas chamas. Não, aquele que se compraz em escalpelizar os defeitos dos outros não evitará o pecado porque, ainda que seja movido pelo zelo da justiça, tarde ou cedo acabará por denegrir.

Evidentemente, se a nossa vida não nos parecesse tão bela, a dos outros não nos pareceria tão feia. E se fôssemos juízes severos para nós mesmos, como deveríamos ser, as faltas dos outros não encontrariam em nós censores tão rigorosos.

Evangelho segundo S. Mateus 23,23-26.


Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras.
Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança.
Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo».


Livro de Salmos 96(95),10.11-12a.12b-13.


Dizei entre as nações:
«O Senhor é Rei».
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.
Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,

Alegrem se os céus, exulte a terra!
Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
Alegrem-se os campos e todos os seus frutos,
exultem de alegria todas as árvores dos bosques
Na presença do Senhor, que se aproxima
e vem para governar a terra!

Ele governará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com equidade.

Sínodo da Igreja Metodista e Valdense

Em sinal da sua proximidade espiritual, o Papa Francisco enviou “cordial saudação e exprimiu bons votos” aos participantes do Sínodo das Igrejas Metodista e Valdense, que prossegue em Turim.
Na carta assinada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, o Papa assegurou “uma recordação particular na oração e invocou ao Senhor o dom de caminhar com sinceridade de coração em direcção à plena comunhão, para testemunhar de modo eficaz, Cristo, à inteira humanidade, indo juntos ao encontro dos homens e mulheres de hoje para transmitir-lhes o coração do Evangelho”.
O Cardeal Parolin explicou ainda como o Pontífice auspiciou que “as diferenças entre católicos e valdenses não impeçam que sejam encontradas maneiras de colaboração no âmbito da evangelização, do serviço aos pobres, aos doentes, e aos migrantes e no cuidado da Criação”. No passado mês de Março, pela primeira vez, na história, uma delegação oficial das Igrejas Metodista e Valdense foi recebida em audiência pelo Papa no Vaticano.
Em 2015, o Papa Francisco visitou a igreja Valdense em Turim, sendo o primeiro Pontífice a entrar num templo daquela que é a mais antiga minoria cristã da Itália (M.M.).
(from Vatican Radio)

2ª Carta aos Tessalonicenses 2,1-3a.14-17.


Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele:
Não vos deixeis abalar facilmente, nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.
Ninguém vos engane de qualquer modo que seja.
Deus chamou-vos, por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, irmãos, permanecei firmes e guardai firmemente as tradições que vos ensinámos, oralmente ou por carta.
Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, a eterna consolação e a feliz esperança,
confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras.