quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Livro de Jeremias 31,31-34.


Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova.
Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor.
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Já não terão de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprendei a conhecer o Senhor». Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.

Santo do Dia

Quinta-feira, dia 04 de Agosto de 2016


Santo do dia : S. João Maria Vianney, presbítero, +1859 

S. João Maria Vianney, presbítero, +1859



S. João Maria Vianney, o "cura de Ars"
Conhecido também como Santo Cura D´Ars, S. João Maria Vianney nasceu em Dardilly, na França, em 1786. Era um camponês de mente rude e, segundo contam, tinha poucos dotes pessoais. Teve que se esconder por algum tempo por haver desertado do exército napoleónico na marcha para a Espanha. Nem sequer soube a gravidade desse acto, que se deveu ao facto de não ter conseguido acertar o passo com o seu batalhão.
Os seus mestres de seminário ficavam muito desanimados com o seu péssimo desempenho mental. Mas devido ao modelo de piedade que era, o Vigário geral resolveu aprová-lo e deixar que a providência se encarregasse do resto.
Em 1815, deram-lhe as ordens sagradas. Porém havia uma condição: não poderia confessar, por julgarem-no incapaz de guiar as consciências.
Após um ano de aprendizado com o abade Balley, em Ecculy, foi para Ars, primeiramente com o título de vigário capelão e depois veio a ser vigário ou cura.
A sua devoção, a sua disponibilidade à ação do Espírito Santo fizeram dele um dos mais famosos confessores de toda a França e um pastor dedicado do seu rebanho. De toda a parte vinham pessoas para ouvir os seus conselhos.
Foi declarado patrono de todos os sacerdotes e o seu túmulo é hoje lugar de peregrinação.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Caminhar sobre as águas, atravessar o fogo

Comentário do dia:

Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul
Discursos Ascéticos, 1.ª série, n.º 62



O saber intelectual não nos livra do medo. Mas aquele que caminha segundo a fé é inteiramente livre; como verdadeiro filho de Deus, pode usar livremente todas as coisas. Os que estão apaixonados por esta fé usam, tal como o próprio Deus, todos os elementos da criação, porque a fé tem o poder de fazer criaturas novas, semelhantes a Deus. [...]

O conhecimento intelectual nada pode fazer sem uma base material; ele não ousa realizar o que não tiver sido dado à natureza. Assim, o corpo não pode caminhar sobre a superfície das águas; quem se aproxima do fogo queima-se. Por isso, o simples conhecimento guarda as suas defesas; nunca se deixa ir para além dos limites naturais. Mas a fé tem o poder de ir mais longe e diz: «Se passares através do fogo, ele não te queimará. E os rios não te engolirão» (Is 43,2). Muitas vezes, a fé realiza coisas destas diante de toda a criação; porém, mesmo que fosse concedido ao intelecto tentar fazer as mesmas coisas, ele nunca teria ousado.

Pela fé, muitos entraram nas chamas [...], atravessaram o fogo sãos e salvos e caminharam sobre o mar como sobre terra firme. E essas coisas, que são mais altas do que a natureza e contrárias às modalidades do simples conhecimento intelectual, mostraram como este é vão em todos os seus caminhos e em todas as suas leis. Estás a ver como a inteligência respeita as condições da natureza? E vês como a fé percorre o seu caminho por sendas mais altas do que a natureza?     

Evangelho segundo S. Mateus 14,22-36.


Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!».
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Logo que subiram para o barco, o vento amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».
Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré.
Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes
e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.

Livro de Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.


Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações futuras
e o povo que se há de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte.

Os filhos dos vossos servos hão
de permanecer
e a sua descendência se perpetuará na vossa presença,
para ser proclamado em Sião o nome do Senhor
e em Jerusalém o seu louvor,
quando se reunirem todos os reinos

para servirem o Senhor.

Livro de Jeremias 30,1-2.12-15.18-22.


Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias:
Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: «Escreve num livro todas as palavras que Eu te disse.
Assim fala o Senhor: É incurável a tua ferida, a tua chaga não tem remédio.
Ninguém se interessa por ti, para defender a tua causa; para uma úlcera há remédios, mas para ti não existe cura.
Todos os teus amigos te esqueceram e nem perguntam por ti. Porque Eu te feri como fere um inimigo e o castigo foi severo, por causa das tuas grandes culpas, dos teus inúmeros pecados.
Porque te queixas da tua ferida, do teu mal que não tem cura? Foi pelas tuas grandes culpas, pelos teus inúmeros pecados, que Eu te tratei assim».
Assim fala o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob e terei compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída sobre as suas ruínas e a fortaleza reedificada no seu verdadeiro lugar.
Deles sairão hinos de louvor e brados de alegria. Multiplicá-los-ei e não mais serão reduzidos; exaltá-los-ei e não mais serão humilhados.
Os seus filhos serão como outrora, a sua assembleia será estável diante de Mim e castigarei todos os seus opressores.
De entre eles surgirá um chefe, do meio deles sairá um soberano. Chamá-lo-ei e ele virá à minha presença. Aliás, quem arriscaria a vida aproximando-se de Mim? – diz o Senhor –
Mas vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».

Santo do dia

Terça-feira, dia 02 de Agosto de 2016

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?, Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370



S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868




São Pedro Julião Eymard foi o fundador dos padres e das irmãs sacramentinas. Nasceu em Esère, França, no começo do século XIX. Filho de um comerciante, foi primeiro padre secular e depois membro da Sociedade de Maria (1839-1856). Deixou a Sociedade de Maria para fundar a Congregação do Santíssimo Sacramento. Os últimos dias de sua vida foram cheios de contrariedades e de sofrimentos. Seus próprios religiosos já não demonstravam muita confiança nele. Ele consolava-se, então, com estas palavras:

"Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras. Humilhai-me, despojai-me. Dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".



S.Gaudêncio


Jovem nobre de Évora que viveu nos primeiros tempos do Cristianismo. Foi perseguido pelo seu zelo apostólico e martirizado a golpes de machado.

O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI.