sexta-feira, 24 de junho de 2016

Papa Francisco

Nas nascentes da fé

· ​Mensagem vídeo do Papa na vigília da visita à Arménia ·

«Vou como peregrino para haurir da antiga sabedoria do vosso povo e beber das nascentes da vossa fé». Afirmou Francisco numa mensagem vídeo dirigida à população da Arménia – em visita de 24 a 26 de junho – e transmitida no país na noite de quarta-feira, 22 de junho.
Para o Pontífice a viagem ao «primeiro país cristão» – que tem início na tarde de sexta-feira com a cerimónia de boas-vindas no aeroporto de Yerevan e o momento de oração na catedral arménia apostólica de Santa Etchmiadzin – é a ocasião para manifestar à comunidade local «admiração e dor»: admiração, porque encontrastes na cruz de Jesus e no vosso engenho a força para vos erguerdes sempre, até de sofrimentos entre os mais terríveis que a humanidade recorda», e «dor, pelas tragédias que os vossos pais viveram na sua carne».
Não é por acaso que um dos gestos mais significativos da visita será precisamente a homenagem às vítimas do Metz Yeghérn, com a oração da manhã de sábado no memorial de Tzitzernakaberd juntamente com Karekin II. E ao catholicos o Papa dirigiu o convite a «dar renovado impulso à nossa senda para a plena unidade», evidenciando assim a dimensão ecuménica de uma viagem que terá entre os seus eventos centrais a missa em Gyumri, a oração pela paz em Yerevan e a divina liturgia dominical em Etchmiadzin.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Dar bons frutos

Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Não há maior amor




Se alguém sente que Deus lhe pede que se comprometa na reforma da sociedade, isso é um assunto entre essa pessoa e o seu Deus. Todos nós temos o dever de servir Deus segundo o apelo que sentimos. Eu sinto-me chamada ao serviço dos indivíduos, a amar cada ser humano. Nunca penso em termos de massa, de grupo, mas sempre nas pessoas concretas. Se pensasse nas multidões, nunca iniciaria nada; é a pessoa que conta; acredito nos encontros cara a cara.

A plenitude do nosso coração transparece nos nossos actos: a forma como me comporto com os leprosos, com este ou aquele agonizante, com este ou aquele sem-abrigo. Por vezes, é mais difícil trabalhar com os vagabundos do que com os moribundos dos nossos hospícios, porque estes estão em paz, na expectativa, prontos a partir ao encontro de Deus. Mas, quando se trata de um bêbado que protesta, é mais difícil pensar que estamos frente a frente com Jesus escondido nele. Como devem ser puras e amáveis as nossas mãos para manifestarem compaixão para com essas pessoas!

Ver Jesus na pessoa que está espiritualmente mais pobre exige um coração puro. Quanto mais desfigurada estiver a imagem de Deus numa pessoa, tanto maiores devem ser a fé e a veneração na nossa busca do rosto de Jesus e no nosso ministério de amor junto dela... Façamo-lo com um sentimento de profundo reconhecimento e piedade. O amor e a alegria de servir devem ser à medida do carácter repugnante da tarefa a realizar.      

Evangelho segundo S. Mateus 7,15-20.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes.
Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos?
Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos.
Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos.
Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
Portanto, pelos frutos os conhecereis».

Livro de Salmos 119(118),33.34.35.36.37.40.


Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos
para ser fiel até ao fim.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração.

Conduzi-me pela senda dos vossos mandamentos,
pois nela estão as minhas delícias.
Inclinai o meu coração para as vossas ordens
e não para o vil interesse.

Desviai os meus olhos das vaidades
e fazei-me viver nos vossos caminhos.
Vede como amo os vossos preceitos:
fazei-me viver segundo a vossa justiça.

Livro de 2º Reis 22,8-13.23,1-3.


Naqueles dias, o sumo sacerdote Helcias disse ao secretário Safã: «Encontrei no templo do Senhor o Livro da Lei». E Helcias entregou o livro a Safã, que o leu.
O secretário Safã foi ter com o rei Josias e deu-lhe contas da missão recebida, dizendo: «Os teus servos juntaram o dinheiro que estava no templo e entregaram-no aos empreiteiros encarregados das obras no templo do Senhor».
Depois o secretário Safã informou o rei, dizendo: «O sacerdote Helcias entregou-me um livro». E Safã leu-o diante do rei.
Quando ouviu ler as palavras do Livro da Lei, o rei Josias rasgou as suas vestes
e deu esta ordem ao sacerdote Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Acbor, filho de Miqueias, ao secretário Safã e a Asaías, ministro do rei:
«Ide consultar o Senhor em meu nome, em nome do povo e de todo o reino de Judá, acerca das palavras deste livro que foi encontrado. A ira do Senhor deve ser grande contra nós, porque os nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, cumprindo tudo o que nele está escrito».
Então o rei convocou todos os anciãos de Judá e de Jerusalém.
Depois subiu ao templo do Senhor, com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém: os sacerdotes, os profetas e todo o povo, crianças e adultos. Leu-lhes as palavras do Livro da Aliança, encontrado no templo do Senhor.
Em seguida, o rei, de pé sobre o estrado, renovou a Aliança diante do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor e a guardar os seus mandamentos, ordens e preceitos, com todo o coração e com toda a alma, para cumprir as palavras da Aliança escritas no livro. E todo o povo aderiu à Aliança.

Viver com Deus

Morrer tanto faz
de tiro ou de
espirro.
Viver só faz 
sentido com 
Deus


Histórias e rostos a ser acolhidos


· No Angelus o novo apelo do Papa a favor dos refugiados ·
20 de Junho de 2016
«Os refugiados são pessoas como todas, mas às quais a guerra tirou a casa, o trabalho, os familiares e amigos. As suas histórias e os seus rostos convidam-nos a renovar o compromisso para construir a paz na justiça». Na véspera do dia mundial promovido pela Onu, o Papa lançou no domingo, 19 de junho, um novo apelo para o acolhimento dos refugiados, exortando os fiéis presentes na praça de São Pedro para a recitação do Aneglus a «estar com eles: a encontrá-los, acolhê-los, escutá-los, para nos tornarmos juntos artífices de paz segundo a vontade de Deus». Aliás, o tema deste ano escolhido pelas Nações Unidas é precisamente «Com os refugiados. Nós estamos do lado de quem é obrigado a fugir».
No final da oração mariana Francisco recordou também o início em Creta do concílio pan-ortodoxo, com o convite a unir-se aos «nossos irmãos ortodoxos, invocando o Espírito Santo para que assista com os seus dons os patriarcas, os arcebispos e os bispos reunidos no concílio» e exortou os fiéis na praça a recitar uma Ave-Maria «por todos os nossos irmãos ortodoxos».
Precedentemente, comentando como de costume o Evangelho de domingo, explicou o que significa seguir Cristo. O trecho de Lucas (9, 18-24), explicou, «convida-nos mais uma vez a confrontar-nos diretamente com Jesus. Num dos raros momentos tranquilos em que se encontra sozinho com os seus discípulos, Ele pergunta-lhes: “As multidões, quem dizem que eu sou?”». E hoje a mesma pergunta, acrescentou atualizando a reflexão, é proposta a cada um de nós. Por conseguinte, esclareceu o Pontífice, «somos chamados a tornar a resposta de Pedro a nossa resposta». Com efeito, «muitas pessoas sentem o vazio à sua volta e dentro de si; outras vivem na inquietude e na insegurança por causa da precariedade e dos conflitos. Todos necessitamos de respostas adequadas aos nossos interrogativos, às nossas perguntas concretas. Em Cristo, só nele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de cada aspiração humana», concluiu.
Angelus do Papa