quarta-feira, 22 de junho de 2016

Santo do dia

Quarta-feira, dia 22 de Junho de 2016

Quarta-feira da 12ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Paulino de Nola (bispo, +431)S. João Fisher (bispo mártir, +1535)S. Thomas More (leigo mártir, +1535) 

S. Paulino de Nola (bispo, +431)




S. Paulino de Nola
Nasceu em Bordéus (França) no ano de 355. Seguiu desde jovem a carreira política e exerceu diversos cargos públicos; contraíu matrimónio e teve um filho. Com desejos de vida austera, recebeu o Baptismo e, renunciando a todos os bens, abraçou a vida monástica, indo estabelecer-se em Nola (Itália). Mais tarde, foi ordenado bispo desta cidade. Empenhou-se generosamente em ajudar os peregrinos e aliviar todas as necessidades do seu tempo. Compôs uma colecção de poemas, notáveis pela elegância do seu estilo.


S. João Fisher (bispo mártir, +1535)




S. João Fisher
João Fisher nasceu no ano de 1469, estudou em Cambridge (Inglaterra) e foi ordenado sacerdote. Mais tarde, foi nomeado bispo de Rochester, cargo que exerceu com uma vida de grande austeridade e intenso zelo apostólico, visitando com frequência os seus fiéis. Escreveu também diversas obras contra os erros do seu tempo.
Foi decapitado em 1535 por ordem do rei Henrique VIII, por se ter recusado a ceder na questão da pretendida anulação do seu matrimónio. Enquanto estava no cárcere, foi designado cardeal pelo papa Paulo III.

S. Thomas More (leigo mártir, +1535)




S. Tomás More
Inglês, nascido em 1477, foi decapitado em Londres, por ordem de Henrique VIII pela sua fidelidade à Sé apostólica romana. Estudou na Universidade de Oxford. Era de carácter extremamente simpático. De honrada burguesia, filho de um juiz. Foi pajem do arcebispo de Cantuária. Pai de família, teve um filho e três filhas. Era jurista e amigo de Erasmo, que lhe dedicou a sua obra-prima: "O Elogio da loucura". Foi nomeado chanceler do Reino. 

Deixou várias obras escritas, versando sobre negócios civis e liberdade religiosa. A sua obra mais conhecida intitula-se "A Utopia" (vocábulo grego que significa: em parte nenhuma). 

Opôs-se duramente ao divórcio de Henrique VIII, que desejava anular seu primeiro casamento a fim de casar-se com Ana Bolena. Recusou-se a comparecer aos cerimoniais de coroação da nova rainha. Por ordem do rei, foi preso e lançado na Torre de Londres. Na prisão escreveu Diálogo do Conforto nas Tribulações. 

Mesmo condenado à morte, não perdeu o seu peculiar bom humor cristão, sua naturalidade e simplicidade. No dia da execução, pediu ajuda para subir ao cadafalso. E disse ao povo: "Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo". E abraçando o carrasco, disse: "Coragem, amigo, não tenhas medo! Mas como tenho o pescoço muito curto, atenção! Está nisso a tua honra!" E pediu para que não lhe estragasse a barba, porque ela, ao menos, não cometera nenhuma traição. Morreu no dia 6 de Julho de 1535. Foi beatificado em 1886 por Leão XIII e canonizado em 1935 por Pio XI.




 

terça-feira, 21 de junho de 2016

«Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida!»

Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Homilias sobre o Êxodo, n.º 5, 3; SC 321




Vejamos o que Deus disse a Moisés, que ordem lhe deu sobre o caminho a escolher [...]. Pensavas talvez que o caminho que Deus mostra é um caminho fácil, que não tem absolutamente nada de difícil ou de penoso; pelo contrário, trata-se de uma subida, e bem tortuosa. Porque esse caminho por onde chegamos às virtudes não é um caminho a descer, mas a subir, e é uma subida íngreme e árdua. Escuta ainda o Senhor no Evangelho: «Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida!» Vês, portanto, como o Evangelho está em harmonia com a Lei. [...] Na verdade, até um cego percebe claramente que a Lei e o Evangelho foram escritos pelo mesmo Espírito.

O caminho por onde vamos é portanto uma tortuosa subida [...]; os atos e a fé comportam muitas dificuldades, muitas tribulações. Pois são imensas as tentações e os obstáculos que se opõem àqueles que querem agir segundo a vontade de Deus. Depois, já na fé, encontramos muitas coisas tortuosas, muitos pontos de discussão, muitas objecções heréticas. [...] Escuta o que disse o Faraó ao ver o caminho que Moisés e os israelitas tinham tomado: «Andam perdidos na terra» (Ex 14,3). Para o Faraó, aqueles que seguem a Deus perdem-se. É que, como dissemos, o caminho da sabedoria é tortuoso, com muitas curvas, muitos desvios. Assim, confessar que há um Deus único, e afirmar na mesma confissão que o Pai, o Filho e o Santo Espírito são um só Deus, há de parecer aos infiéis tortuoso, difícil e inextricável! Acrescentar ainda que «o Senhor da glória» foi crucificado (1Cor 2,8), e que é o Filho do homem «que desceu do Céu» (Jo 3,13), há de parecer igualmente tortuoso e difícil. Quem sem fé isto ouve, dirá: «Andam perdidos na terra». Mas tu, sê firme, não ponhas em dúvida essa fé, sabendo que é Deus que te mostra esse caminho.

Evangelho segundo S. Mateus 7,6.12-14.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, não vão eles calcá-las aos pés e voltar-se para vos despedaçarem.
Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também a eles, pois nisto consiste a Lei e os Profetas.
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição e muitos são os que seguem por eles.
Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida e como são poucos aqueles que os encontram!»

Histórias e rostos a ser acolhidos


· No Angelus o novo apelo do Papa a favor dos refugiados ·
20 de Junho de 2016
«Os refugiados são pessoas como todas, mas às quais a guerra tirou a casa, o trabalho, os familiares e amigos. As suas histórias e os seus rostos convidam-nos a renovar o compromisso para construir a paz na justiça». Na véspera do dia mundial promovido pela ONU, o Papa lançou no domingo, 19 de junho, um novo apelo para o acolhimento dos refugiados, exortando os fiéis presentes na praça de São Pedro para a recitação do Agelus a «estar com eles: a encontrá-los, acolhê-los, escutá-los, para nos tornarmos juntos artífices de paz segundo a vontade de Deus». Aliás, o tema deste ano escolhido pelas Nações Unidas é precisamente «Com os refugiados. Nós estamos do lado de quem é obrigado a fugir».
No final da oração mariana Francisco recordou também o início em Creta do concílio pan-ortodoxo, com o convite a unir-se aos «nossos irmãos ortodoxos, invocando o Espírito Santo para que assista com os seus dons os patriarcas, os arcebispos e os bispos reunidos no concílio» e exortou os fiéis na praça a recitar uma Ave-Maria «por todos os nossos irmãos ortodoxos».
Precedentemente, comentando como de costume o Evangelho de domingo, explicou o que significa seguir Cristo. O trecho de Lucas (9, 18-24), explicou, «convida-nos mais uma vez a confrontar-nos diretamente com Jesus. Num dos raros momentos tranquilos em que se encontra sozinho com os seus discípulos, Ele pergunta-lhes: “As multidões, quem dizem que eu sou?”». E hoje a mesma pergunta, acrescentou atualizando a reflexão, é proposta a cada um de nós. Por conseguinte, esclareceu o Pontífice, «somos chamados a tornar a resposta de Pedro a nossa resposta». Com efeito, «muitas pessoas sentem o vazio à sua volta e dentro de si; outras vivem na inquietude e na insegurança por causa da precariedade e dos conflitos. Todos necessitamos de respostas adequadas aos nossos interrogativos, às nossas perguntas concretas. Em Cristo, só nele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de cada aspiração humana», concluiu.
Angelus do Papa

Livro de Salmos 48(47),2-3a.3b-4.10-11.


Grande é o Senhor e digno de louvor
na cidade do nosso Deus.
A sua montanha sagrada é a mais bela das montanhas,
a alegria de toda a terra.

O monte Sião, no extremo norte,
é a cidade do grande Rei.
Deus Se mostrou em seus palácios
um baluarte seguro.

Recordamos, ó Deus, a vossa misericórdia
no interior do vosso templo.
Como o vosso nome, ó Deus,
assim o vosso louvor chega aos confins da terra.

Jesus é o meu rei

Com o Senhor eu estarei cada minuto da minha vida. Jesus é o meu rei. Salvador dos que creem. Em cada palavra que eu digo exaltarei o meu Deus. Caminho com fé, buscando o santo reino.
Com o Senhor estarei cada minuto da minha vida e se puder alcançarei a vida eterna prometida.
Em cada caminho que sigo nele estará o meu Deus. Oro com fé, pensando na vida eterna.


Livro de 2º Reis 19,9b-11.14-21.31-35a.36.


Naqueles dias, Senaquerib, rei da Assíria, enviou mensageiros a Ezequias, para lhe dizer:
«Assim direis a Ezequias, rei de Judá: Não te deixes enganar pelo teu Deus, em quem confias, dizendo: ‘Jerusalém não cairá em poder do rei da Assíria’.
Tu sabes, sem dúvida, o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações, destruindo-as completamente. Como poderias tu escapar?».
Ezequias recebeu a carta das mãos dos mensageiros e leu-a. Depois subiu ao templo e abriu-a diante do Senhor
e orou na presença do Senhor, dizendo: «Senhor, Deus de Israel, que estais sentado no trono sobre os querubins, Vós sois o único Deus de todos os reinos do mundo; Vós fizestes o céu e a terra.
Inclinai os vossos ouvidos, Senhor, e escutai, abri os vossos olhos e vede. Escutai as palavras de Senaquerib, que enviou mensageiros para insultar o Deus vivo.
É verdade, Senhor, que os reis da Assíria devastaram as nações e os seus territórios;
lançaram ao fogo os seus deuses, porque não eram deuses, mas obra das mãos do homem, feitos de madeira e de pedra, e assim os puderam destruir.
Mas agora, Senhor, salvai-nos das mãos de Senaquerib, para que todos os reinos do mundo saibam, Senhor, que só Vós sois Deus».
Então o profeta Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Eu ouvi a oração que Me dirigiste acerca de Senaquerib, rei da Assíria’.
Eis as palavras que o Senhor pronunciou contra ele: ‘Despreza-te e ri-se de ti a virgem, filha de Sião; nas tuas costas abana a cabeça a filha de Jerusalém.
Porque de Jerusalém sairá um resto e do monte Sião virão sobreviventes. O zelo do Senhor do Universo realizará tudo isto’.
Portanto, assim fala o Senhor acerca do rei da Assíria: ‘Ele não entrará nesta cidade, não lançará contra ela nenhuma seta; não a enfrentará com o escudo, nem levantará contra ela rampas de ataque.
Voltará por onde veio e não entrará nesta cidade. – Oráculo do Senhor.
– Eu protegerei esta cidade e a salvarei, pela minha honra e pela honra do meu servo David’».
Nessa mesma noite, o Anjo do Senhor foi ao acampamento assírio e feriu cento e oitenta mil homens.
Senaquerib levantou o acampamento e partiu, voltou para Nínive e ali ficou.