O blog é aberto a todas as pessoas interessadas em colaborarem no sentido da divulgação da Palavra de Deus, de forma não sectária e com respeito a todas as religiões, conforme as leis vigentes no país.
terça-feira, 21 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Questão de Justiça
Intervenção do cardeal Tagle sobre a segurança alimentar ·
31 de Maio de 2016
31 de Maio de 2016
O direito humano fundamental a uma alimentação adequada não é apenas um desafio económico, mas principalmente ético e antropológico. «O problema do desperdício de alimentos é de natureza sistémica; é a consequência de sistemas alimentares não centrados na pessoa, mas no mercado». A justiça, a igualdade e o respeito recíproco são valores últimos, não negociáveis. «Os frutos da terra devem beneficiar todos».
Foi este o ponto crucial da intervenção proferida ontem pelo cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila e presidente de Caritas Internationalis, durante um encontro dedicado aos desperdícios alimentares, organizado à margem do Conselho da Fao (Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura). Participaram no encontro também Fernando Chica Arellano, observador permanente da Santa Sé junto da Fao.
Recordando a atenção primeiro do Papa Bento XVI e depois do Papa Francisco pela questão da insegurança alimentar, Tagle sublinhou que «o desperdício de alimentos se verifica em todas as fases de desenvolvimento da cadeia agrícola depois da colheita, incluindo a do transporte do campo para o armazém, durante o trilhamento ou descascamento, a armazenagem, o transporte para o mercado e, enfim, durante a venda». O fenómeno do desperdício alimentar «é particularmente prejudicial para os pequenos agricultores, cuja segurança alimentar e capacidade de lucro derivante do seu trabalho está seriamente ameaçada».
Neste quadro, são os Governos que devem assumir «o dever de criar condições favoráveis para a segurança alimentar, de respeitar a pessoa e o seu modo de usar os recursos necessários, de garantir a segurança e a quantidade de alimentos». Portanto, são necessárias novas políticas e maiores investimentos para melhorar as infraestruturas agrícolas. «Se quisermos – explicou Tagle – que os sistemas alimentares garantam o direito a uma alimentação adequada a todos, sobretudo aos mais desfavorecidos, isto exige políticas sólidas e medidas eficazes para impedir os desperdícios alimentares».
Submersos e explorados
· No mundo quase 46 milhões de pessoas reduzidas em escravidão ·
1 de Junho de 2016
No mundo quase 46 milhões de pessoas vivem em estado de escravidão. Destas, 1.243.400 (2,7 por cento) encontram-se na Europa. Contudo, é a Ásia que detém o triste primado, com dois terços dos explorados. Acabam nas malhas desta engrenagem terrível sobretudo as mulheres, as crianças e os migrantes: os mais sujeitos ao tráfico de seres humano. Foi traçado um quadro geral do fenómeno no último relatório da Walk Free Foundation, que todos os anos publica o Global Slavery Index, cobrindo 167 países.
O relatório contém 42.000 entrevistas realizadas em 53 línguas diversas, correspondentes a 44 por cento da população mundial. O dado mais preocupante é que a escravidão não diminui, aliás aumenta: no último ano mais de dez milhões de pessoas tornaram-se escravas, obrigadas a viver em condições terríveis de exploração e atraso. A Índia confirma ser o país com o número mais elevado de escravos (18,3 milhões), mas a resposta do seu Governo ao problema — dizem os analistas australianos — está a reforçar-se. Mas a chaga é generalizada: na China encontram-se 3,39 milhões de escravos, no Paquistão 2,13, em Bangladesh 1,53 e no Uzbequistão 1,23 milhões. Juntos, estes cinco países representam quase 58 por cento da população escravizada no mundo, praticamente 26,6 milhões de pessoas. À Ásia é atribuído também outro primado, o da incidência da escravidão sobre a população: na Coreia do Norte 4,37 por cento dos habitantes está nestas condições, e ainda faltam medidas adequadas do Governo. Em seguida vem o Uzbequistão (3,97 por cento dos habitantes) e o Camboja (1,65). Os canais através dos quais os novos escravos são cooptados são sobretudo o tráfico de seres humanos, o trabalho forçado, a submissão pelas dívidas, o matrimónio forçado, a exploração sexual para fins comerciais.
«Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista?»
Comentário do dia:
São João Clímaco (c. 575-c. 650), monge do Monte Sinai
A Escada Santa, 10.º degrau
A Escada Santa, 10.º degrau
Ouvi alguns falarem mal do seu próximo e repreendi-os. Para se defenderem, esses operários do mal replicaram: «É por caridade e por solicitude que falamos assim!» Mas eu respondi-lhes: Deixai de praticar tal caridade, pois estaríeis a chamar mentiroso ao que diz: «Afasto de Mim quem denigre em segredo o seu próximo» (Sl 100,5). Se amas essa pessoa como afirmas, reza em segredo por ela e não te rias do que faz. É essa maneira de amar que agrada ao Senhor; não percas isto de vista e esforça-te cuidadosamente por não julgar os pecadores. Judas pertencia ao número dos apóstolos e o ladrão fazia parte dos malfeitores, mas que espantosa mudança se deu nele num só instante! [...]
Responde, pois, ao que diz mal do seu próximo: «Para, irmão! Eu próprio caio todos os dias em faltas mais graves; como poderei condenar essa pessoa?» Obterás assim um duplo proveito: curar-te-ás a ti mesmo e curarás o teu próximo. Não julgar é um atalho que conduz ao perdão dos pecados, pois está dito: «Não julgueis e não sereis julgados.» [...] Alguns cometeram grandes faltas à vista de todos mas realizaram em segredo os maiores atos de virtude, de tal maneira que os seus acusadores se enganaram, dando atenção ao fumo sem verem o sol. [...]
Os críticos diligentes e severos caem nessa ilusão porque não guardam a memória nem a preocupação dos seus próprios pecados. [...] Julgar os outros é usurpar sem vergonha uma prerrogativa divina; condená-los é arruinar a nossa própria alma. [...] Tal como um bom vindimador come as uvas maduras e não colhe as verdes, assim também um espírito benevolente e sensato anota cuidadosamente todas as virtudes que vê nos outros; mas o insensato perscruta as faltas e as deficiências.
domingo, 19 de junho de 2016
Tome a sua cruz todos os dias
Comentário do dia:
São João XXIII (1881-1963), papa
Diário da alma, 1930, retiro em Rusciuk
São João XXIII (1881-1963), papa
Diário da alma, 1930, retiro em Rusciuk
O amor da cruz do meu Senhor atrai-me cada vez mais nestes dias. Ó Jesus bendito, que isto não seja um fogo inútil, que se apague com a primeira chuva, mas um incêndio que arda sempre sem nunca se consumir. Nestes dias encontrei outra bela oração, que corresponde perfeitamente à minha situação actual [...]: Ó Jesus, meu amor crucificado, adoro-Te em todas as tuas penas. [...] Abraço de todo o coração, por teu amor, todas as cruzes de corpo e de espírito que me sobrevierem. E faço profissão de pôr toda a minha glória, o meu tesouro e a minha alegria na tua cruz, ou seja, nas humilhações e nos sofrimentos, dizendo com São Paulo: «Quanto a mim, não me glorie, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14). Não quero para mim outro paraíso neste mundo que não seja a cruz do meu Senhor Jesus Cristo. [...] Tudo me convence de que o Senhor me quer todo para Si, pelo caminho real da cruz. Por este caminho, e não por outro, desejo avançar. [...]
Uma nota característica deste retiro espiritual tem sido uma grande paz e alegria interior, que me encoraja a oferecer-me ao Senhor, em ordem a qualquer sacrifício que Ele queira pedir-me. Desejo que esta tranquilidade e esta alegria penetrem cada vez mais, por dentro e por fora, toda a minha pessoa e toda a minha vida. [...] Terei muito cuidado na guarda deste gozo interior e exterior. [...] Para mim, deve ser um convite perene a imagem de São Francisco de Sales que, entre outras, gosto de repetir: eu sou como um passarinho que canta num bosque de espinhos. Assim, pois, poucas confidências sobre o que possa fazer-me sofrer. Muita discrição e indulgência no meu juízo acerca das pessoas e das situações; inclinação para orar especialmente por quem for para mim motivo de sofrimento; e, em tudo, grande bondade e paciência sem limites, lembrando-me de que qualquer outro sentimento [...] não está de acordo com o espírito do Evangelho nem da perfeição evangélica. Prefiro ser considerado um pobre homem, desde que, a qualquer preço, faça triunfar a caridade. Deixar-me-ei esmagar, mas quero ser paciente e bom até ao heroísmo.
Uma nota característica deste retiro espiritual tem sido uma grande paz e alegria interior, que me encoraja a oferecer-me ao Senhor, em ordem a qualquer sacrifício que Ele queira pedir-me. Desejo que esta tranquilidade e esta alegria penetrem cada vez mais, por dentro e por fora, toda a minha pessoa e toda a minha vida. [...] Terei muito cuidado na guarda deste gozo interior e exterior. [...] Para mim, deve ser um convite perene a imagem de São Francisco de Sales que, entre outras, gosto de repetir: eu sou como um passarinho que canta num bosque de espinhos. Assim, pois, poucas confidências sobre o que possa fazer-me sofrer. Muita discrição e indulgência no meu juízo acerca das pessoas e das situações; inclinação para orar especialmente por quem for para mim motivo de sofrimento; e, em tudo, grande bondade e paciência sem limites, lembrando-me de que qualquer outro sentimento [...] não está de acordo com o espírito do Evangelho nem da perfeição evangélica. Prefiro ser considerado um pobre homem, desde que, a qualquer preço, faça triunfar a caridade. Deixar-me-ei esmagar, mas quero ser paciente e bom até ao heroísmo.
O Messias de Deus
Livro de Salmos 63(62),2abcd.2e-4.5-6.8-9.
Ó Deus, Tu és o meu Deus!
Anseio por ti!
A minha alma tem sede de ti;
todo o meu ser anela por ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida;
por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.
Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
Anseio por ti!
A minha alma tem sede de ti;
todo o meu ser anela por ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida;
por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.
Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
Assinar:
Postagens (Atom)




