terça-feira, 24 de maio de 2016

Evangelho segundo S. Marcos 10,28-31.


Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho,
receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -www.capuchinhos.org

Livro de Salmos 98(97),1.2-3ab.3c-4.


Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

1ª Carta de S. Pedro 1,10-16.


Caríssimos: A salvação das almas foi objeto das investigações e meditações dos Profetas que predisseram a graça a vós destinada.
Procuravam descobrir a que tempo e circunstâncias se referia o Espírito de Cristo que estava neles, quando predizia os sofrimentos de Cristo e as glórias que se lhes haviam de seguir.
Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que no seu ministério transmitiam essa mensagem. É essa mensagem que agora vos anunciam aqueles que, movidos pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregam o Evangelho, o qual os próprios Anjos desejam contemplar.
Por isso, tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes; ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar.
Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
Mas, à semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações,
como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».

Contra a violência sexual


· Um seminário em Roma ·
23 de Maio de 2016
A reunião teve lugar a portas fechadas, num lugar afastado de Roma, porque muitas das religiosas e religiosos participantes arriscariam a vida, se se soubesse o que fazem. E contudo compreendeu-se que a arriscam de igual modo. De facto, é muito perigoso procurar defender as mulheres em países nos quais domina incontrastada a guerra civil, que comporta uma violência contínua e inexorável: um capuchinho congolês falou de trezentas mulheres por dia só na sua região. Trata-se de uma realidade terrível, da qual não se fala muito, ou então é mencionada só para dizer «sempre foi assim». E fala-se ainda menos de quem procura remediar a esta tragédia.
Foi a baronesa Anelay of St. Johns, ministra e representante especial do primeiro-ministro britânico para a prevenção da violência sexual nos conflitos, quem quis este encontro, organizado pelo embaixador da Grã-Bretanha junto da Santa Sé com a ajuda do Pontifício conselho «Justiça e Paz». A baronesa afirmou que só unindo os esforços se pode obter algum resultado tangível, e que é necessário não só assistir as vítimas e ajudá-las, mas trabalhar para transformar o contexto cultural no qual vivem, onde as violências são removidas e escondidas, e as mulheres induzidas ao silêncio.
E sobretudo é necessário combater contra a impunidade que quase sempre protege os violentadores, nunca punidos pelos seus crimes. Esta impunidade, obviamente, mais não faz do que favorecer o reiterar-se da violência. Por isso a ministra britânica elaborou um protocolo – assinado por 140 países – que contém instruções pormenorizadas para iniciar as investigações, a fim de proteger as testemunhas e as mulheres que aceitam falar, para ajudar advogados e juízes a enfrentar um problema para o qual não foram preparados. Em muitos países mais a risco a difusão do protocolo foi acompanhada por cursos especiais para advogados e juízes, de maneira a pô-los em condições de tratar um tema que para eles é novo, e a fim de encontrar e neutralizar os juízes corruptos. A punição dos culpados dá às mulheres a força de falar, de revelar a violência sofrida, e ajuda-as a não se sentirem culpadas do que aconteceu.
Em suma, trata-se de um trabalho complexo de transformação cultural, para fazer compreender a todos, sobretudo às mulheres, uma realidade inegável: elas são pessoas dignas de respeito e, mesmo se foram objeto de violência, têm o direito de participar na vida comunitária, de viver no seu país e com as suas famílias. É um trabalho cultural que serve ainda para fazer face ao perene conflito de maneira mais ativa: de facto, com as violências contínuas os bandos de predadores mantêm populações inteiras em estado de sujeição.
O protocolo refere-se apenas a casos de violência ligados aos conflitos, mas sabemos que não há só estes. Com efeito, se as mulheres reencontrarem a confiança em si mesmas, se aprenderem a falar e a denunciar, conseguiremos pôr fim também aos abusos cometidos no âmbito das próprias instituições, de todas as instituições.
A narração de tantas experiências corajosas, de tantas vidas heroicas desconhecidas, ofereceu uma imagem da Igreja diversa daquela que estamos habituados a ver: uma Igreja disposta a tudo para defender os mais débeis, uma Igreja capaz de mudar o mundo. Foi a esta Igreja que a baronesa Anelay pediu colaboração. E obteve-a.
Lucetta Scaraffia

Santo do dia

Terça-feira, dia 24 de Maio de 2016

Terça-feira da 8ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Nossa Senhora Auxiliadora Dedicação da Basílica de São Francisco, em Assis
Santo do dia : Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826 





A DEVOÇÃO A MARIA AUXILIADORA

 A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.
Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.
Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”. O Papa Pio IX, há pouco tempo eleito, também se inscreveu no movimento e diante desta bela imagem, ele celebrou a Missa de agradecimento pela sua volta do exílio de Gaeta.     
Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes em um bonito quadro alemão.
E chega o ano de 1815:  Nasce aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: SÃO JOÃO BOSCO. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleônico, começa a Reestruturação  Européia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas 
Em 1817, o Papa Pio VII benzeu uma tela de Santa Maria e conferiu-lhe o título de “MARIA AUXILIUM CHRISTIANORUM”.
Os anos foram se sucedendo e o rei Carlo Alberto, foi a cabeça do movimento em prol da unificação da Itália, e ao mesmo tempo, os atritos entre Igreja e Estado, deram lugar a uma forte sensibilização política, com atitudes suspeitas para com a Igreja. E como não podia deixar de ser, Dom Bosco, lutador e defensor insigne da Igreja de Cristo, ficou sendo mira forte do governo e foi até obrigado a fugir de alguns atentados. Sim, tinha de fato inimigos que não viam bem sua postura positiva a favor da Igreja e nem tão pouco a emancipação da classe pobre, defendida tenazmente pelo Santo.
Pio IX, então cabeça da Igreja, manifestou-se logo a favor de uma devoção pessoal para com a Auxiliadora e quando este sofrido Pontífice esteve no exílio, o nosso Santo lhe enviou 35 francos, recolhidos entre seus jovens do oratório. O Papa ficou profundamente comovido com esta atitude e conservou uma grande lembrança deste gesto de afeto de D.Bosco e da generosidade dos rapazes pobres.
E continuam muitas lutas políticas, desavenças, lutas e rixas entre Igreja e Estado.  Mas a 24 de maio, em Roma, o Papa Pio IX preside uma grandiosa celebração em honra de Maria Auxiliadora, na Igreja de Santa Maria.  E em 1862, houve uma grandiosa organização especificamente para obter da Auxiliadora, a proteção para o Papa diante das perseguições políticas que ferviam cada vez mais, em detrimento para a Igreja de Jesus Cristo.
Nestes momentos particularmente críticos, entre 1860-1862 para a Igreja, vemos que D.Bosco toma uma opção definitiva pela AUXILIADORA, título este que ele decide concentrar a devoção mariana por ele oferecida ao povo. E justamente em 1862, ele tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente.             
Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".
Escreveu o santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826




Joana Antida Thouret nasceu perto de Besançon, na França, no dia 27 de novembro de 1765. Francisco e Cláudia eram seus pais, tiveram quatro filhos e ela foi a primeira. Joana cresceu muito bonita, de natureza melancólica, tinha a saúde delicada, um caráter gentil e era muito caridosa. Desde a infância manifestou sua vocação religiosa.
Tinha vinte e dois anos de idade, quando foi fazer seu noviciado no Convento das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris.
Naquela época era normal a noviça ser submetida aos trabalhos pesados da comunidade. Assim foi com Joana que, em função da mudança de clima e do grande esforço físico, acabou adoecendo gravemente. Temendo ser enviada de volta para a casa paterna, rezou muito pedindo a Deus para cura-la. Foi atendida através de uma dedicada enfermeira que a tratou com medicação especial. Em 1788 recebeu o hábito religioso das vicentinas.
Depois disso, Joana andou pelo mundo pregando a palavra de Deus, fazendo caridade, tratando dos doentes, mas principalmente sendo perseguida. Havia estourado a Revolução na França, o clima anticlerical tornava a vida dos religiosos um verdadeiro terror. Muitos sacerdotes, religiosos e fiéis a Igreja foram denunciados, perseguidos, torturados e condenados à morte por guilhotina.
Em 1797 se fixou em Besançon, onde fundou uma escola para meninas, mas sem deixar de cuidar dos enfermos. Entretanto os revolucionários descobriram-na e teve de se esconder por dois anos. Em 1799 pôde retornar e junto com quatro religiosas fundou outra escola com farmácia, formando o primeiro núcleo do Instituto das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Logo as discípulas de Joana Antida aumentaram e a nova congregação se expandiu pela França, Suíça, Sabóia e Nápoles.
Depois disto, em 1810, foi enviada para assumir a direção de um grande hospital de Nápoles. Nesta cidade, Joana Antida passou a última etapa de sua vida, onde empreendeu intensa atividade abrindo muitos institutos, desenvolvendo assim sua congregação. A fundadora morreu no dia 24 de agosto de 1826, no seu convento de Nápoles, rodeada por suas religiosas. O Papa Pio XI canonizou-a em 1934.




 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Evangelho segundo S. Marcos 10,17-27.


Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?».
Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’».
O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».
Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».
Ao ouvir estas palavras, o homem ficou abatido e retirou-se pesaroso, porque era muito rico.
Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!».
Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus».
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?».
Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».

Livro de Salmos 111(110),1-2.5-6.9.10c.


Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam.

Deu sustento àqueles que O temem
e jamais esquecerá a sua aliança.
Fez ver ao seu povo as suas obras,
para lhe dar a herança das nações.

Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna.
Santo e venerável é o seu nome;
o louvor do Senhor permanece eternamente.