sábado, 30 de abril de 2016

Comentário do dia:



São João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia durante a celebração ecuménica das testemunhas da fé do século XX, 07/05/00 (© Libreria Editrice Vaticana)



«Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.»

«Quem tem apego à sua vida, perdê-la-á; quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna» (Jo 12, 25). Acabámos de escutar estas palavras de Cristo. Trata-se de uma verdade que, não raro, o mundo contemporâneo rejeita e despreza, fazendo do amor a si mesmo o supremo critério da existência. Todavia, as Testemunhas da Fé, que nesta tarde nos falam com o seu exemplo, não consideraram o seu interesse pessoal, o seu bem-estar ou a sua sobrevivência como valores superiores ao da fidelidade ao Evangelho. Apesar da sua debilidade, opuseram uma estrénua resistência ao mal. Na sua fragilidade, resplandeceu a força da fé e da graça do Senhor.

A herança preciosa que estas testemunhas corajosas nos transmitiram constitui um património comum de todas as Igrejas e de cada comunidade eclesial. Trata-se de uma herança que fala com uma voz mais alta que os factores de divisão. O ecumenismo dos mártires e das Testemunhas da Fé é o mais convincente, pois indica aos cristãos do século XXI a via para a unidade. É a herança da Cruz vivida à luz da Páscoa: herança que enriquece e sustenta os cristãos que iniciam o novo milénio.

Que a memória destes nossos irmãos e irmãs sobreviva no século e no milénio que se iniciam. Aliás, cresça! Seja transmitida de geração em geração, para que dela germine uma profunda renovação cristã! Seja conservada como um tesouro de valor excelso para os cristãos do novo milénio e constitua o fermento para a obtenção da plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo!

É com ânimo repleto de íntima comoção que exprimo estes votos. Rezo ao Senhor para que a plêiade de testemunhas que nos circunda ajude todos nós, crentes, a expressar com igual denodo o nosso amor a Cristo, Àquele que está sempre vivo na sua Igreja: assim como ontem, também hoje, amanhã e para sempre!

Livro de Salmos 100(99),1-2.3.5.


Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

O Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

Caminhada


Evangelho segundo S. João 15,18-21.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’.
Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Livro dos Actos dos Apóstolos 16,1-10.


Naqueles dias, Paulo chegou a Derbe e depois a Listra. Havia lá um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego.
Os irmãos de Listra e de Icónio davam dele bom testemunho.
Querendo Paulo levá-lo consigo, mandou-o circuncidar, por causa dos judeus que havia na região, pois todos sabiam que seu pai era grego.
Nas cidades por onde passavam, transmitiam as decisões dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, recomendando que se cumprissem.
Desse modo as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.
Como o Espírito Santo os tinha impedido de anunciarem a palavra de Deus na Ásia, atravessaram a Frígia e o território da Galácia.
Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bítínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.
Atravessaram então a Mísia e desceram a Tróade.
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos».
Logo que ele teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, convencidos de que Deus nos chamava para anunciar ali o Evangelho.

Papa Francisco

Acesso às curas para todos

· ​O Papa pediu mais atenção às doenças raras ·

Sensibilização, pesquisa e, sobretudo, acesso aos tratamentos: foi o tríplice itinerário indicado na manhã de sexta-feira, 29 de abril, pelo Papa Francisco para enfrentar o delicado e doloroso problema das chamadas doenças raras, «que dizem respeito a milhões de pessoas em todo o mundo». A ocasião foi a audiência na Sala Paulo VI aos participantes num congresso internacional sobre estas patologias e sobre a medicina regenerativa, o terceiro promovido pelo Pontifício conselho para a cultura desde 2011 com Bento XVI.
Depois de ter denunciado que aos pacientes atingidos por tais doenças «muitas vezes não se presta atenção suficiente porque não se vê um consistente retorno económico dos investimentos», Francisco confidenciou que se encontra continuamente com pessoas atingidas pelo sofrimento. Eis o compromisso triplo indicado pelo Papa. «O primeiro – explicou – é a “sensibilização”». De facto, parece «de fundamental importância promover na sociedade o crescimento do nível de empatia, a fim de que ninguém permaneça indiferente às invocações de ajuda».
A propósito, Francisco disse que está ciente de «que às vezes não é possível encontrar soluções rápidas para patologias complexas», mas – observou com vigor – «pode-se responder sempre com solicitude a estas pessoas, que se sentem abandonadas e descuidadas». Também porque, acrescentou, «a sensibilidade humana deveria ser universal, independente do credo religioso, da classe social ou do contexto cultural».
O segundo aspecto evocado foi a pesquisa. «Hoje mais do que nunca – evidenciou o Papa – sentimos esta urgência educativa». Em particular «no âmbito das ciências da vida e das ciências médicas» são necessários percursos interdisciplinares que reservem «espaço à preparação humana com uma fundamental referência à ética» e «uma constante atenção às questões morais».
Por fim, em relação ao acesso aos tratamentos, Francisco exortou a contrastar «a globalização da indiferença, a globalização da empatia». Como? Tornando «conhecido o problema das doenças raras em escala mundial», investindo «na formação mais adequada», incrementando «os recursos para a pesquisa», promovendo «a adaptação legislativa e a mudança do paradigma económico a fim de que seja privilegiada a pessoa humana». Só assim, concluiu, graças também «ao compromisso coordenado, será possível encontrar soluções para os sofrimentos que afligem os nossos irmãos doentes, e garantir-lhes o acesso às curas».
- See more at: http://www.osservatoreromano.va/pt/news/acesso-curas-para-todos#sthash.qjZM2oIF.dpuf

Santo do dia

Sabado, dia 30 de Abril de 2016

Sábado da 5ª semana da Páscoa


Santo do dia : S. Pio V, papa, +1572S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842 



S. Pio V, papa, +1572




S. Pio V, papa
Miguel Guisleri foi uma figura de extrema importância para a vida da Igreja Católica. Nascido em Bosco Marengo na província da Alexandria, em 1504, aos quatorze anos ingressou na vida religiosa entrando na ordem dominicana.

A partir daí a sua vida desenvolve-se, pois alcançaria rapidamente todos os degraus de uma excecional carreira. Foi professor, prior do convento, superior provincial, bispo de Mondovi e finalmente Papa, aos 62 anos, com o nome de Pio V.

Promoveu diversas reformas na Igreja através do Concilio de Trento, como, por exemplo, a obrigação de residências para bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos Bispos, o incremento das missões, a correção dos livros litúrgicos e a censura das publicações.

A sua autoridade e prestígio pessoal impunham a sua personalidade de pulso firme e de atitudes rigorosas, como a que tomou em relação à invasão dos turcos, pondo fim aos seus avanços a 7 de outubro de 1571, na famosa batalha de Lepanto.

Apesar do seu carácter marcante, apresentava sinais de um homem bondoso e condescendente para com os humildes, paterno, às vezes, e extremamente severo com aqueles que faziam parte do corpo da Igreja.

Mesmo sabendo das consequências que sofreria a Igreja, não pensou duas vezes ao excomungar a rainha Elizabete I. Morreu em 1 de maio de 1572. A sua canonização chegaria em 1712 e a sua memória fixada a 30 de abril.

S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842




S. José Bento Cottolengo
Nasceu em Bra, na Itália, onde desde pequeno demonstrou-se inclinado à caridade. Com o passar do tempo e trabalho com sua vocação tornou-se um sacerdote dos desprotegidos na diocese de Turim.

Quando teve que atender uma senhora grávida, que, devido à falta de assistência social, morreu nos em seus braços, ficou muito chocado e retirou-se em oração.  Deus fez desabrochar no seu coração a necessidade da criação de uma casa de abrigo que, mesmo no meio das dificuldades, foi seguida por outras. Esse grande homem de Deus acolhia pobres, doentes mentais, físicos, ou seja, todo tipo de pessoas carentes de amor, assistência material, físico e espiritual.

Confiando somente nos cuidados do Pai do Céu, estas casas, desde a primeira até a uma verdadeira cidade da caridade que surgiu, chamaram-se Pequenas Casas da Divina Providência. Diante do Santíssimo Sacramento, José Cottolengo e outros cristãos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os necessitados, pois já dizia ele: "Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!". Entrou no Céu com 56 anos.