quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Santo do dia

Santo do dia : S. Luis Versiglia, bispo, mártir, +1930, S. Calisto Caravário, presbítero, mártir, +1930, S. Sebastião de Aparício, leigo, confessor, +1600 

S. Luis Versiglia, bispo, mártir, +1930




S. Luis Versiglia
Nasceu em Oliva Gessi (Pavía) no dia 05 de junho de 1873; aos doze anos foi recebido por Dom Bosco.
Ordenado sacerdote em 1895, durante dez anos foi mestre de noviços em Genzano de Roma.
Em 1906 chefiou a primeira expedição salesiana à China, realizando assim uma repetida profecia de Dom Bosco. Tendo fundado em Macau a "casa mãe" salesiana, abriu a missão de Shiu Chow e, no dia 22 de abril de 1920, foi sagrado seu primeiro Bispo.
Sábio e incansável, verdadeiro pastor todo dedicado ao seu rebanho, deu ao Vicariato uma sólida estrutura com um seminário, casas de formação, várias residências, orfanato, asilo para idosos.
Demonstrando ser mais pai do que homem de autoridade, dava o exemplo do trabalho e da caridade que nada ordena sem antes ter medido as forças dos co-irmãos.

S. Calisto Caravário, presbítero, mártir, +1930




S. Calisto Caravario
Callisto Caravario SDB, (Cuorgnè (Turim), 18 de Junho de1903 — Li-Thau-Tseul25 de Fevereiro de 1930), também grafado Calixto Caravario, foi um sacerdote salesiano,mártir na China, proclamado santo da Igreja Católica Romana por decisão do papa João Paulo II. Comemora-se a 25 de Fevereiro, aniversário da sua morte.




S. Sebastião de Aparício, leigo, confessor, +1600




S. Sebastião de Aparício
Nascido na Espanha, em 1502, era filho de pobres lavradores e teve uma infância muito difícil. Quando vivia em Salamanca, onde tentou ganhar a vida, enviava constantemente dinheiro aos seus pais, os quais nunca esquecera.

Mas foi no México que sua vida mudou radicalmente. Tornou-se um rico comerciante e proprietário de terras. Sempre preocupado com sua vida espiritual, São Sebastião decidiu dedicar-se apenas à agricultura para não se corromper com as oportunidades do dinheiro fácil. Casou-se duas vezes e sempre deu exemplos de vida espiritual e ajuda aos pobres.

Por fim, aos 70 anos, renunciou a tudo e decidiu ingressar na ordem 
dos franciscanos, tornando-se irmão leigo. Morreu com 98 anos, em 1600, e foi canonizado em 1786 pelo papa Pio VI.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Evangelho segundo S. Mateus 20,17-28.


Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, chamou à parte os Doze e durante o caminho disse-lhes:
«Vamos subir a Jerusalém e o Filho do homem vai ser entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que O condenarão à morte
e O entregarão aos gentios, para ser por eles escarnecido, açoitado e crucificado. Mas ao terceiro dia Ele ressuscitará».
Então a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido.
Jesus perguntou-lhe: «Que queres?». Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino um à tua direita e outro à tua esquerda».
Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber?». Eles disseram: «Podemos».
Então Jesus declarou-lhes: «Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou».
Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos.
Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder.
Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo
e quem entre vós quiser ser o primeiro seja vosso escravo.
Será como o filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens».
©Evangelizo.org 2001-2016

Comentário do dia

Quarta-feira da 2ª semana da Quaresma
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Discursos sobre os Salmos, Sl 126
«Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado» (Lc 18,14)

«De nada vos serve levantar muito cedo» diz o Salmo (126, 2) [...]. Assim eram os filhos de Zebedeu que, antes de terem suportado a humilhação, à semelhança do Senhor na sua Paixão, já tinham escolhido os seus lugares: um à sua esquerda e outro à sua direita. Queriam «levantar-se antes da luz». [...] Pedro também se levantou antes da luz, quando deu ao Senhor o conselho de não sofrer por nós. De facto, o Senhor tinha falado da sua Paixão e das humilhações que sofreria para nos salvar, e Pedro, que anteriormente tinha confessado que Jesus era o Filho de Deus, foi tomado de horror pela ideia da sua morte e disse-Lhe: «Deus Te livre, Senhor! Isso nunca Te há-de acontecer!» (cf Mt 16,22) Queria levantar-se antes da aurora e dar conselhos à luz. Mas que fez o Senhor? Fê-lo levantar-se depois da luz dizendo-lhe: «Afasta-se Satanás!» [...] «Passa para trás para que Eu vá à tua frente e tu Me sigas. Vem após Mim, em vez de tentares mostrar-Me o caminho pelo qual queres seguir». [...]

Porque quereis então, filhos de Zebedeu, levantar-vos antes do dia? Eis a questão que temos de lhes colocar; e não ficarão irritados, porque estas coisas estão escritas a respeito deles a fim de que nós saibamos preservar-nos do orgulho em que eles caíram. Para quê querer levantar-se antes do dia? É um esforço vão. Quereis exaltar-vos antes de serdes humilhados? O vosso Senhor, que é a vossa luz, humilhou-Se a Si próprio para ser exaltado. Escutai o que diz Paulo: «Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus; mas despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens, tido pelo aspecto como homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus O exaltou» (Fil 2, 6-9).

Papa Francisco

Entre o fazer e o dizer

· Missa em Santa Marta ·

De nada serve autoproclamar-se cristãos, porque «Deus é real» e é pelo «fazer», não certamente pela «religião do dizer». Foi uma evocação à essencialidade da vida cristã a que o Papa propôs – com o convite a um exame de consciência sobre as bem-aventuranças e em particular sobre o próprio testemunho em família – durante a missa celebrada na manhã de terça-feira, 23 de fevereiro, na capela de Santa Marta.
«A liturgia da palavra hoje introduz-nos na dialética evangélica entre o fazer e o dizer» observou imediatamente Francisco, referindo-se ao trecho do livro do profeta Isaías (1, 10.16-20). «O Senhor chama o seu povo a fazer: Vinde, tratemos». Falemos e «deixai de praticar o mal, aprendei a praticar o bem, procurai a justiça, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva». Resumindo «fazei, praticai obras», porque «Deus é real».
De resto, o próprio Jesus afirmou: «Não aqueles que me dizem: “Senhor, Senhor” entrarão no reino dos céus mas aqueles que fizerem obras!». Portanto «não os que dizem» e chega, mas os que «fizerem a vontade do Pai». Assim o Papa recordou que «o Senhor nos ensina o caminho do fazer». E, acrescentou, «quantas vezes encontramos pessoas – inclusive nós mesmos – na Igreja» que proclama: «Sou muito católico!». Mas, temos vontade de perguntar, «o que fazes?». Por exemplo, observou Francisco, «quantos pais se dizem católicos mas nunca têm tempo para falar com os seus filhos, para brincar com eles, para os ouvir». Ou ainda, prosseguiu «os seus pais estão numa casa de repouso, mas eles estão sempre ocupados e não podem ir visitá-los, deixando-os abandonados». Contudo repetem: «Sou muito católico! Pertenço à associação tal...».
Esta atitude, afirmou o Papa, é típica da «religião do falar: digo que sou assim, mas pratico a mundanidade. Como os clérigos sobre os quais falava Jesus». Eles «gostavam de se mostrar, da vaidade, mas não da justiça; gostavam de ser chamados mestres, gostavam do dizer e não do fazer».
Uma realidade evocada também pelo trecho evangélico da liturgia, tirado do capítulo 23 de Mateus (1-12). «Pensemos – disse o Papa – naquelas dez jovens que eram felizes, porque naquela noite deviam esperar o esposo. Estavam felizes! Mas cinco delas fizeram o que deviam para esperar o esposo; as outras cinco estavam nas nuvens». E assim, prosseguiu, quando «chegou o esposo faltava-lhes o óleo: eram insensatas».
«Dizer e não fazer é um engano» advertiu o Pontífice. É «um engano que nos leva exatamente à hipocrisia». Precisamente «como Jesus diz daqueles clérigos». Mas «o Senhor vai além: que diz àqueles que se aproximam dele para fazer?». As suas palavras são: «Coragem, vinde e falemos! Mesmo se os vossos pecados fossem vermelhos como escarlate, tornar-se-iam brancos como a neve. Se fossem como púrpura, tornar-se-iam como lã».
Por isso, explicou Francisco, «a misericórdia do Senhor consiste em fazer». Assim «àqueles que batem à porta e dizem: “Mas, Senhor, recordas, eu disse...”», ele responde: «Não te conheço!». Ao contrário, a quantos «fazem» diz: «És pecador como o escarlate, tornar-te-ás branco como a neve». Deste modo «a misericórdia do Senhor vai ao encontro de quantos têm a coragem de se confrontar com ele, mas confrontar-se sobre a verdade, sobre as coisas que faço ou não faço, para me corrigir». «Este é o grande amor do Senhor, nesta dialética entre o dizer e o fazer».
Eis que, relançou o Papa, «ser cristão significa fazer: fazer a vontade de Deus». «No último dia – porque todos nós teremos um – o que nos perguntará o Senhor? Dir-nos-á: “O que dissestes sobre mim?”. Não! Quererá saber quais as obras que fizemos». Resumindo, nos interpelará sobre «as coisas concretas: “Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; estava doente e viestes ter comigo; estava preso e viestes visitar-me”». Porque «esta é a vida cristã». Ao contrário, «só falar leva-nos à vaidade, àquele fazer de conta que somos cristãos. Mas, assim não somos cristãos!».
No centro do tempo que nos aproxima da Páscoa «neste caminho de conversão quaresmal», Francisco propôs um exame de consciência, sugerindo que nos façamos algumas perguntas: «Sou daqueles que falam muito e nada fazem ou faço algo? Procuro fazer mais?». O objetivo, afirmou, é «fazer a vontade do Senhor para praticar o bem aos meus irmãos, àqueles que estão próximos de mim».
Na conclusão, antes de retomar a celebração eucarística, o Papa convidou a rezar a fim de que «o Senhor nos dê esta sabedoria de compreender bem onde está a diferença entre o dizer e o fazer e nos ensine o caminho do fazer ajudando-nos a segui-lo, porque a via do dizer nos leva ao lugar onde estão os doutores da lei, os clérigos que gostavam de se vestir e parecer como reizinhos». Mas «esta não é a realidade do Evangelho!». Eis então a oração a fim de que «o Senhor nos ensine este caminho».
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Santo do dia

Quarta-feira, dia 24 de Fevereiro de 2016

S. Sérgio, mártir, +304





S. Sérgio, mártir
São Sérgio foi martirizado na Cesaréia da Capadócia, no tempo do Imperador Diocleciano.
A história do seu martírio é cercada de demonstrações de fé e coragem. Os cristãos tinham sido convidados pelo governador da Armênia e da Capadócia para uma festa em homenagem a Júpiter e, ao entrarem no salão, foram todos presos e obrigados a adorar o ídolo do Império.

São Sérgio reprovou veementemente esse culto e proclamou que somente o Deus vivo, Jesus Cristo, era verdadeiramente digno de louvor. Foi conduzido ao governador, que ordenou imediatamente a sua decapitação. O seu corpo foi recolhido pelos cristãos e enterrado por uma senhora em sua própria casa.

S. Lázaro, monge, séc. IX





S. Lázaro
Morreu entre 856 e 867. Pintava ícones ou imagens em Constantinopla, quando lá reinava Teófilo, iconoclasta furioso. Este mandou lançá-lo numa cloaca, de onde conseguiu escapar, voltando depois a pintar. O imperador mandou que se lhe queimassem as palmas das mãos, mas a imperatriz Teodora escondeu-o numa igreja, tratou-o e conseguiu restabelecê-lo. Lázaro foi encarregado de levar a Roma a notícia de que a imperatriz Teodora resolvera a discussão em favor do culto das imagens. Diz-se que ele morreu num naufrágio.

Lições do Budismo


Porque devo meditar?

A resposta é simples, para desfrutar da verdadeira felicidade.
Todos nós sabemos o que é sentir-se feliz. Já sentimos isso várias vezes. O problema é que invariavelmente esse sentimento de felicidade não dura, acaba desaparecendo. Quantas vezes não desejamos obter algo acreditando que aquilo traria a verdadeira felicidade. Obtendo aquilo que desejamos, o sentimento de felicidade pode ser extremamente intenso e recompensador, mas passado algum tempo já não sentimos mais a mesma coisa e até começamos a ver defeitos naquilo que antes parecia completamente perfeito. A nossa reação, regra geral, é colocar defeito no objeto.
Ou seja, se aquilo que obtivemos não trouxe a felicidade completa e duradoura é porque não encontramos a coisa certa e assim saímos em busca de alguma outra coisa que seja perfeita e duradoura. E assim seguimos na nossa busca sem fim.
Mas há uma felicidade que é perfeita e duradoura, que não desaparece e que não depende das circunstâncias. A verdadeira felicidade está no interior, nas nossas próprias mentes, não pode ser encontrada no mundo, lá fora. Essa felicidade não é egoísta pois não precisa tomar nada de ninguém e não causa nenhum tipo de dano a ninguém, pois se a nossa felicidade tiver que depender de tomar algo de outras pessoas ou do sofrimento de outras pessoas, elas de alguma forma irão tentar dar um fim nisso. A felicidade que vem do interior não precisa ter um fim e não precisa tomar nada de ninguém, sendo portanto um ato de sabedoria e um ato de compaixão. Para encontrá-la, o único método possível é a meditação.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Comentário do dia



Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
II, 2: «Da humilde submissão»

«Quem se humilhar será exaltado«

Não te preocupes muito se alguém é por ti ou contra ti, mas procede e ocupa-te de modo a que Deus esteja contigo em tudo quanto faças. Consegue uma consciência pura, que Deus te defenderá bem. [...]

Se souberes calar-te e sofrer, verás sem dúvida o auxílio do Senhor. Ele conhece o tempo e o modo de te libertar, e por isso a Ele te deves submeter. É próprio de Deus ajudar e libertar de toda a confusão.

Muitas vezes, é mais útil para a conservação da nossa humildade que os outros conheçam os nossos defeitos e os censurem. Quando um homem se humilha por causa dos seus defeitos, acalma os outros facilmente e satisfaz sem custo os que com ele se iravam.

Deus protege e liberta o humilde, ama-o e consola-o. Inclina-Se para ele e dá-lhe grande graça; e, depois do seu abatimento, eleva-o à glória. Revela os seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o docemente para Si. E ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se firma em Deus e não no mundo. Não julgues ter adiantado em qualquer coisa se não te sentires inferior a todos.