quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Só Deus pode


MAS TU PODES
1. Só Deus pode dar a fé,
2 mas tu podes dar o teu testemunho.
1. Só Deus pode dar a esperança,
2. mas tu podes comunicar esperança aos teus irmãos.
 Só Deus pode dar o amor,
mas tu podes ensinar os outros a amar.
Só Deus pode dar a força,
 mas tu podes sustentar um desencorajado.
Só Deus é o caminho,
mas tu podes indicar esse caminho aos outros.
Só Deus é a luz,
mas tu podes fazer brilhar essa luz aos olhos dos ou­tros.
 Só Deus é a vida,
mas tu podes comunicar aos outros o desejo de viver.
Só Deus pode fazer o que parece impossível,
mas tu podes fazer o possível.
Só Deus se basta a si mesmo. 
 mas Ele prefere precisar de ti.
                                     Frei  Manuel Pires

Papa Francisco

Papa: "A verdadeira justiça é o perdão"

2016-02-03 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Na audiência geral desta quarta-feira (03/02) o Papa prosseguiu o ciclo de catequeses que vem realizando sobre o tema da misericórdia e aprofundou a sua relação com a justiça. Como conciliar as duas coisas? questionou aos mais de 15 mil fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro.
 
Justiça no tribunal corrige, mas não vence o mal
O primeiro modo de se obter justiça é dirigir-se a um juiz para que o culpado por um certo erro seja punido. Esta é a justiça ‘retributiva’, que impõe uma pena ao culpado. Hoje, as vítimas de injustiça se dirigem aos tribunais. No Evangelho, Lucas narra a parábola da viúva que ia sempre ao juiz pedir ‘justiça’ contra seu adversário. 
“Mas este caminho, disse Francisco, não conduz à verdadeira justiça porque na realidade não vence o mal, mas simplesmente contém o seu avanço. Responder ao mal com o bem é o único modo de vencê-lo”.
O Papa, no entanto, apontou uma outra estrada: a sugerida na Bíblia. Neste caso, a vítima não vai ao tribunal, mas se dirige diretamente ao culpado e o convida a converter-se. Ajuda-o a entender que está fazendo mal. Assim, este reconhece o próprio erro e se abre ao perdão que a vítima lhe oferece. É o modo melhor para resolver contrastes nas famílias, no relacionamento entre pais e filhos e entre esposos, quando o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que os une, e não rompê-la. 
O caminho do perdão é fadigoso
Francisco admitiu que este caminho é difícil, pois requer que quem sofreu esteja pronto a perdoar e deseje a salvação e o bem de quem o ofendeu. “Só assim a justiça pode triunfar, pois quando o culpado reconhece o mal que fez e para de fazê-lo, deixa de ser injusto e se torna justo e, perdoado, reencontra o caminho do bem”. 
É assim que Deus age conosco, pecadores, oferecendo continuamente seu perdão, porque ele quer a nossa salvação. O coração de Deus é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça, felizes e em plenitude. É um coração que vai além do nosso pequeno conceito de justiça, abrindo-nos aos horizontes infinitos da sua misericórdia. 
“É um coração de Pai que nós queremos encontrar quando vamos ao Confessionário. Nós queremos encontrar um Pai que nos ajude a mudar de vida, que nos dê a força de ir avante, que nos perdoe em nome de Deus. Por isso, ser confessor é uma grande responsabilidade, enorme. O filho ou a filha de Deus que vai até um padre está procurando um Pai, e você, que está ali no Confessionário, está no lugar do Pai que fez justiça com a sua misericórdia”.
Espetáculo de artistas circenses
No final do encontro, o um grupo de artistas do ‘American Circus’ fez uma breve exibição musical, muito apreciada pelo Pontífice. Francisco elogiou os circenses por sua constância no treinamento, que deve servir de exemplo para todos.
“Vocês fazem beleza e ela sempre nos aproxima de Deus. Agradeço vocês por isso, mas há outra coisa que gostaria de destacar: isto não se improvisa; por detrás deste espetáculo de beleza há horas e horas de treinamento, fadigoso. Mas o Apóstolo Paulo nos diz que para se chegar a um fim é preciso treinar, para vencer é preciso treinar e isto é um exemplo para todos nós, porque a sedução da vida fácil, sem esforço, é uma tentação; e vocês, com o que fizeram hoje, nos lembram que a vida sem esforço é uma vida medíocre. Agradeço por seu exemplo”.
(CM)
(from Vatican Radio)

Comentário do dia:



Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Carta a Joseph Hours, 3 de maio de 1912

«Começou a enviá-los»

Ser apóstolo, mas por que meios? Por aqueles que o Senhor põe à disposição de cada um: os padres têm os respectivos superiores, que lhes dizem o que devem fazer. Os leigos devem ser apóstolos para com todos aqueles a quem podem chegar: parentes e amigos, mas não só eles; a caridade não é estreita, alcança todos aqueles que o Coração de Jesus abraça.

Por que meios? Pelos melhores, tendo em conta aqueles a quem se dirigem: com todos aqueles com quem se relacionam, sem excepção, pela bondade, a ternura, o afecto fraterno, o exemplo de virtude, a humildade e a doçura, sempre atraentes e tão cristãs. Com alguns, sem lhes dizer nunca uma palavra sobre Deus ou sobre religião, tendo paciência como Deus tem paciência, sendo bom como Deus é bom, sendo um irmão terno e rezando. Com outros, falando-lhes de Deus na medida que conseguem atingir; a partir do momento em que chegam à ideia de procurar a verdade pelo estudo da religião, pondo-os em contacto com um sacerdote bem escolhido e capaz de lhes fazer bem. Sobretudo, vendo em cada homem um irmão.

Evangelho segundo S. Marcos 6,7-13.


Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Livro de 1º Crónicas 29,10.11ab.11d-12a.12bcd.


Bendito sejais, Senhor, para todo o sempre,
Deus do nosso pai, Israel.
A Vós, Senhor, a grandeza e o poder,
a honra, a majestade e a glória.

Tudo, no céu e na terra, Vos pertence,
sois o Rei soberano de todas as coisas.
De Vós nos vem a riqueza e a glória,
sois Vós o Senhor de todo o universo.

Na vossa mão está o poder e a força,
em vossas mãos tudo se afirma e cresce.
Nós vos louvamos, Senhor, nosso Deus,
e celebramos o vosso nome glorioso.

Livro de 1º Reis 2,1-4.10-12.


Ao aproximar-se o dia da sua morte, David ordenou a seu filho Salomão:
«Vou seguir o caminho de todos os mortais. Tem coragem e procede como um homem.
Guarda os mandamentos do Senhor, teu Deus. Segue os seus caminhos, cumprindo os seus preceitos, estatutos, normas e decretos, conforme está escrito na Lei de Moisés. Assim serás bem sucedido em todas as tuas obras e empreendimentos
e o Senhor cumprirá a promessa que me fez: ‘Se os teus filhos procederem bem e caminharem fielmente na minha presença, com todo o coração e toda a alma, nunca te faltará um descendente no trono de Israel’».
David foi fazer companhia a seus pais no sono da morte e foi sepultado na «Cidade de David».
O reinado de David sobre Israel durou quarenta anos: em Hebron reinou sete anos e em Jerusalém trinta e três.
Salomão sentou-se no trono de seu pai David e a sua realeza consolidou-se firmemente.

Santo do dia

Quinta-feira, dia 04 de Fevereiro de 2016

Quinta-feira da 4ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693