quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Santo do dia

Quarta-feira, dia 27 de Janeiro de 2016

Santo do dia : Santo Henrique Ossó e Cervelló, presb., fundador, +1896Santa Ângela Mérici, v., fundadora, +1540 


Santo Henrique Ossó e Cervelló, presb., fundador, +1896




Santo Henrique de Ossó e Cervello
Enrique nasceu em Vinebre, Espanha, no dia 15 de Outubro de 1840. Aos 14 anos, perdeu sua querida mãe, vitima do cólera. Esta perda prematura, despertou no jovem Enrique o desejo de ser sacerdote: “Serei sempre de Jesus, seu ministro, seu apóstolo, seu missionário de paz e de amor”. Foi ordenado sacerdote aos 27 anos. Teve uma vida curta, pois morreu antes de completar 56 anos, mas nem por isso foi menos intensa na entrega a Deus e no serviço aos irmãos. Profundamente movido pela experiência de ser criatura amada e acompanhada por Deus e pelo desejo de fazer com que outras pessoas também “Conhecessem e amassem a Jesus” desenvolveu uma série de atividades, atingindo especialmente as crianças e a mulher. Sua vida toda foi a confirmação do desejo de ser ministro, apóstolo e missionário de Jesus. Desde muito jovem aproximou-se de Santa Teresa de Ávila, através da leitura de seus escritos. Cativado pelos ensinamentos e pela vida de Teresa, tornou-se um incansável propagador de sua doutrina, despertando nos seus leitores e seguidores admiração e amor. Quem se aproxima de Enrique, inevitavelmente chega a Teresa. Santo Enrique foi o fundador da Companhia de Santa Teresa de Jesus, Congregação das irmãs teresianas e também do MTA. É importante conhecê-lo para compreender melhor qual o papel da educação teresiana na sociedade de hoje.


Santa Ângela Mérici, v., fundadora, +1540




Santa Ângela Mérici
"Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13b).
Hoje vamos apresentar como modelo uma mulher nascida no Norte da Itália, em plena era do Renascimento, em 1474. Trata-se de Santa Ângela de Merici. Desde pequena, foi muito provada pela vida. Órfã de pai, logo depois perdeu também a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava tanto. Após a morte do tio que a havia adotado, teve de deixar a sua cidade por causa da guerra. O que a confortava, nessas horas dramáticas, quase insuportáveis, era a leitura da vida dos santos. A sua piedade fortalecia-se e consolidava-se pela comunicação constante com Deus-Pai. A miséria e o sofrimento não a abateram jamais. Antes, tornaram-na criativa. Com um grupo de jovens da sua idade, começou a visitar as prisões e os hospitais, cuidando dos pobres, dos doentes e dos abandonados. Para preservar a saúde moral das famílias, concentrou ela, mais tarde, os seus cuidados, sobre a educação das meninas. Para tanto, chegou a fundar uma família religiosa, chamada de "Servas de Santa Úrsula": uma congregação, bem poderíamos chamar de moderna e profundamente religiosa. Ela queria pouca estrutura para o seu grupo, poucas regras e o mínimo de vida em comum, mas uma união confiante em Deus e nas co-irmãs.
Todo cristão deve tornar-se sensível aos problemas que agitam a sociedade. E para tanto, receberá força e ajuda de Deus. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Comentário do dia



Beato Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978
Evangelii nuntiandi

Ser lâmpada no candelabro

Os leigos, que a sua vocação específica coloca no coração do mundo e à frente das mais variadas tarefas materiais, devem exercer por isso mesmo uma forma especial de evangelização. A sua primeira e mais directa tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores -, mas é accionar todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e activas, nas coisas do mundo. O campo concreto da sua actividade evangelizadora é o vasto e complicado mundo da política, do social, da economia, mas também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos «mass media», assim como algumas outras realidades abertas à evangelização, como o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional, o sofrimento.

Quanto mais houver leigos impregnados do Evangelho que sejam responsáveis por estas realidades e claramente comprometidos nelas, competentes para as promoverem e conscientes de que têm de desenvolver a sua plena capacidade cristã, tantas vezes enterrada e asfixiada, tanto mais estas realidades se encontrarão ao serviço da edificação do Reino de Deus e, portanto, da salvação em Jesus Cristo, sem nada perderem ou sacrificarem do seu coeficiente humano, mas manifestando uma dimensão transcendente muitas vezes desconhecida.

Papa Francisco

Sala de Imprensa confirma viagem do Papa à Suécia

Cidade do Vaticano (RV) – Francisco viajará à Suécia em outubro. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (25/01) pelo Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre FedericoLombardi.
“O Papa irá a Lund, na Suécia, em 31 de outubro, onde participará de uma cerimônia conjunta entre a Igreja católica e a Federação Luterana mundial em virtude dos 500 anos da Reforma”, diz o comunicado.
Em uma nota, a Federação Luterana explica que o Papa Francisco, o Bispo Munib A. Younan e o Reverendo Martin Junge, Presidente e Secretário Geral da Federação, respectivamente, presidirão juntos à celebração ecumênica.
“A celebração vai dar destaque aos sólidos progressos ecumênicos entre católicos e luteranos e às conquistas recíprocas frutos do diálogo e será norteada pelo guia litúrgico católico-luterano ‘Oração Comum’, recentemente publicado”, escreve ainda a Federação Luterana, cuja sede está justamente na cidade de Lund.
Um Pontífice volta à Escandinávia
Será a primeira visita de um Pontífice ao país após a peregrinação de São João Paulo II à Escandinávia, no Verão de 1989.

Reforma Protestante - 500 anos

Após 50 anos de diálogo, Igreja vê a Reforma com outros olhos

2016-01-25 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – No contexto da viagem do Papa à Suécia, em 31 de outubro, onde participará de uma celebração ecumênica nos 500 anos da Reforma protestante, a Rádio Vaticano entrevistou o Arcebispo Brian Farrell, Secretário do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos Cristãos.
Dom Farrell – Passaram-se 500 anos do período das controvérsias entre católicos e protestantes. E nos últimos 50 anos viveu-se um clima diferente: não de rivalidade, de oposição, mas de uma procura pela unidade de todos os cristãos. O ecumenismo serviu para olhar as coisas de uma maneira mais aprofundada, ou seja, não de uma ótica unilateral, mas procurando entender também as razões da outra parte. Isto levou – após 50 anos de intenso diálogo teológico – a um novo modo de ver a Reforma.
Rádio Vaticano – É um sinal muito forte aquele do Papa e dos chefes do mundo luterano juntos para este aniversário...
DF – Sim, será a primeira vez que acontecerá algo do gênero. Todas as outras celebrações da Reforma, no passado, foram momentos de conflito, de triunfalismo de uma parte ou da outra. Desta vez, procuraremos comemorar juntos as coisas justas, boas, emergidas daqueles conflitos terríveis com consequências de grandes violências na história da Europa. Mas, no fundo, também estão aqueles impulsos positivos de reforma, de melhoramento da vida da Igreja que hoje podemos comemorar.
RV – Este evento nasce do paciente diálogo de 50 anos...
DF – É precisamente isto: duas realidade juntas. É o diálogo da verdade, ou seja, o esclarecimento das dificuldades teológicas, os motivos mais profundos das nossas divisões, mas é também o diálogo da vida, no qual católicos e luteranos vivem juntos em um clima mais ecumênico, de mútua aceitação e fraternidade. Há um grande impulso à colaboração. O povo em nossas Igrejas locais impele para que as divisões sejam superadas. E isto é algo magnífico.
RV – O comunicado da Federação luterana mundial e do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos fala também de “dons” da Reforma, que talvez sejam difíceis de compreender para aqueles que veem nela somente um período de conflito e divisão...
DF – Pensemos ao início: o que Lutero queria? Queria que fossem corrigidos os abusos que – devemos aceitar – estavam presentes na vida da Igreja. Infelizmente, as coisas aconteceram de maneira diversa e aconteceu a divisão. Todavia, aquela procura por uma Igreja mais santa, mais vital, mais honesta é um impulso positivo que com o tempo, por meio do Concílio de Trento e da vida dos últimos século – particularmente nos últimos anos sob o impulso da graça do Concílio Vaticano II –, fez de muitos dos chamados de Lutero parte da vida da Igreja. (PH/RB)
(from Vatican Radio)

Evangelho segundo S. Lucas 10,1-9.


Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’.
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’.

Livro de Salmos 96(95),1-2a.2b-3.7-8a.10.


Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
Anunciai dia a dia a sua salvação,

publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,

dai ao Senhor a glória do seu nome.
Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.

2ª Carta a Timóteo 1,1-8.


Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações.
Ao lembrar-me das tuas lágrimas, sinto grande desejo de voltar a ver-te, para me encher de alegria.
Evoco a lembrança da tua fé sincera, que também foi a da tua avó Lóide e da tua mãe Eunice e não duvido que é a tua também.
Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação.
Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.