terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Santo do dia

Terça-feira, dia 26 de Janeiro de 2016


Santo do dia : Santos Roberto, Alberico e Estêvão, abades cistercienses (séc. XI-XII), S. Tito, b., séc. IS. Timóteo, b., séc. I


S. Timóteo, b., séc. I




S. Timóteo
Sobre São Timóteo, São Paulo diz: "Lembro-me de ti, noite e dia, em minhas orações. Conserva a lembrança da fé sincera que há em ti; fé que habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe, Eunice". E o Apóstolo dá ainda, a São Timóteo o excelente conselho de se empenhar inteiramente na sua missão de velar sobre sua pessoa, bem como sobre o seu ensino. E termina, dizendo: "Perseverando nessas duas missões, salvar-te-ás e aos que te escutam". Nas duas epístolas que São Paulo escreveu a Timóteo, os sacerdotes de todos os tempos puderam encontrar conforto e incentivo para a sua missão e sua vida.


S. Tito, b., séc. I



S. Tito
São Tito, exímio colaborador de São Paulo, recebeu uma carta preciosa, em que se lê: "Exorta os jovens a serem equilibrados em tudo, mostrando-te como modelo de boa conduta, correcção e ensino, dignidade, palavra sã e irrepreensível". São Tito foi o chefe da comunidade cristã de Creta, onde deve ter sofrido muitos dissabores, apesar de sua grande habilidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

São Paulo - 462 anos da maior cidade do hemisfério Sul




"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos 

anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze 

que soa, ou como o címbalo que retine. 

                                                                                          Paulo de Tarso

SÃO PAULO




Saulo de Tarso: A Conversão de um Perseguidor

Um jovem judeu nascido em Tarso e educado pelos mais importantes rabinos da sua época reagiu veementemente contra as afirmações de um nazareno e seus discípulos. O primeiro registro da atuação de Saulo de Tarso aparece no relato da execução de Estêvão, um pregador da mensagem do Cristo, poucos anos depois da morte pública de Jesus. Saulo apoiou e participou da morte de Estêvão, acreditando sinceramente que esse homem fosse um inimigo de Deus e do povo do Senhor (Atos 7:58).
Saulo continuou sua campanha contra a nova religião conhecida, mais tarde, como cristianismo. Ele achou que seu dever como judeu fiel fosse a perseguição dos cristãos, e não mediu esforço para cumprir esse papel. Ameaçava, prendia e testemunhava contra os seguidores de Jesus. Foi com esse intuito que viajou quase 250 quilômetros de Jerusalém a Damasco, levando a autorização dos principais líderes dos judeus (Atos 9:1-2).
Quando Saulo se aproximava de Damasco, Jesus apareceu em uma luz brilhante e confrontou os conceitos errados desse perseguidor. Saulo foi honesto e cedeu ao mesmo Senhor que ele havia perseguido com tanto zelo. Arrependeu-se dos seus erros e, três dias depois, foi batizado para o perdão dos seus pecados (Atos 22:1-16).
Com a mesma determinação que opunha o cristianismo antes de conhecer a verdade, Saulo defendia a mensagem da cruz de Cristo durante todo o resto da sua vida. Conhecido na maioria das referências bíblicas como Paulo, este homem se tornou um dos mais influentes dos apóstolos de Jesus. Viajou incansavelmente para levar a mensagem do evangelho aos outro, especialmente às nações excluídas do judaísmo.
Paulo escreveu 13 dos 27 livros que compõem o Novo Testamento, a parte da Bíblia que orienta os cristãos no seu serviço ao Senhor nos dias de hoje. Nesses livros, escritos na forma de cartas às igrejas e a alguns indivíduos, ele discursou sobre as diferenças importantíssimas entre a Lei que governava os judeus durante 1.500 anos (de Moisés até a morte de Jesus). Ele apresentou com clareza a mensagem da graça de Deus, oferecendo a salvação para as pessoas de todas as nações. Frisou a necessidade da transformação total daqueles que se dizem cristãos.
Esse homem que desejava a morte dos cristãos passou a pregar sobre a vida. Ele mesmo almejava a vida eterna na presença de Jesus, e chamava todos para participarem da mesma glória.
A conversão de Paulo custou caro. Inicialmente, os cristãos duvidavam da sua transformação, temendo que estivesse fingindo a conversão para se infiltrar na igreja e continuar suas perseguições. Quando ele mostrou a sua sinceridade, os judeus se tornaram contra e lhe perseguiam nos lugares que ele pregava – na Ásia, na Europa e na mesma cidade onde ele havia começado suas perseguições, Jerusalém.
Paulo aceitou o sofrimento dessas perseguições sem perder a sua determinação de servir a Deus e de pregar o evangelho. Entregou sua vida ao Senhor, como ele disse em uma das suas primeiras cartas: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:19-20).
Paulo nunca tirou os olhos do seu alvo eterno. Décadas depois da sua conversão a Cristo, ele falou da possibilidade da sua morte como algo positivo e até desejável: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:21-23). E, quando o momento da sua morte chegou, ainda afirmou essa confiança em Cristo: “Quanto a mim, ... o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:6-8). Paulo, por suas palavras e por seu excelente exemplo, nos chama à mesma esperança em Cristo!
–por Dennis Allan

Comentário do dia:



São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
7ª Homilia sobre a conversão



«A mim, que fui blasfemador e perseguidor […], foi-me dada misericórdia» (1Tim 1,13): a conversão de S. Paulo


É preciso que tenhamos sempre presente no nosso espírito que todos os homens são rodeados por imensas manifestações do amor de Deus. Se a justiça tivesse precedido a penitência, o universo teria sido aniquilado. Se Deus estivesse pronto para o castigo, a Igreja não teria conhecido o apóstolo Paulo, não teria recebido um homem assim no seu seio. É a misericórdia de Deus que transforma o perseguidor em apóstolo; é ela que muda o lobo em cordeiro; foi ela que fez de um publicano um evangelista (Mt 9,9). É a misericórdia de Deus que, comovida com o nosso destino, nos transforma a todos; é ela que nos converte.

Ao ver o glutão de ontem pôr-se hoje a jejuar, o blasfemador de outrora falar de Deus com respeito, o infame de antigamente não abrir a boca a não ser para louvar a Deus, podemos admirar esta misericórdia do Senhor. Sim, irmãos, se Deus é bom para com todos os homens, é-o particularmente para com os pecadores.

Quereis mesmo ouvir uma coisa estranha do ponto de vista dos nossos hábitos, mas verdadeira do ponto de vista da piedade? Escutai: ao passo que Deus Se mostra exigente para com os justos, para com os pecadores não tem senão clemência e doçura. Que rigor para com os justos! Que indulgência para com o pecador! É esta a novidade, a inversão, que nos oferece a conduta de Deus. […] É que assustar o pecador, sobretudo o pecador inveterado, seria privá-lo de confiança, mergulhá-lo no desespero; e lisonjear o justo seria embotar o vigor da sua virtude, levando-o a afrouxar no seu zelo. Deus é infinitamente bom! O seu temor é a salvaguarda do justo, e a sua clemência faz mudar o pecador.

Livro dos Actos dos Apóstolos 22,3-16.


Naqueles dias, Paulo disse ao povo: «Eu sou judeu e nasci em Tarso da Cilícia. Fui, porém, educado nesta cidade de Jerusalém e recebi na escola de Gamaliel uma formação estritamente fiel à Lei dos nossos pais. Era tão zeloso no serviço de Deus, como vós todos sois hoje.
Persegui até à morte esta nova religião, algemando e metendo na prisão homens e mulheres,
como podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Senado. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco e para lá me dirigi, com a missão de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem castigados em Jerusalém.
Sucedeu, porém, que, no caminho, ao aproximar-me de Damasco, por volta do meio-dia, de repente brilhou ao redor de mim uma intensa luz vinda do Céu.
Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque Me persegues?’.
Eu perguntei: ‘Quem és Tu, Senhor?’. E Ele respondeu-me: ‘Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues’.
Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava.
Então perguntei: ‘Que hei-de fazer, Senhor?’. E o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e vai a Damasco; lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Como eu deixei de ver, por causa do esplendor daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros.
Entretanto, veio procurar-me certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei e de boa fama entre todos os judeus que ali viviam.
Ele veio ao meu encontro e, ao chegar junto de mim, disse-me: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista’. E, no mesmo instante, pude vê-lo.
Ele acrescentou: ‘O Deus dos nossos pais destinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e ouvires a voz da sua boca.
Tu serás sua testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste.
Agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome’».

Papa Francisco

Papa: ser cristão e missionário é a mesma coisa; libertar pobres da opressão

2016-01-24 Rádio Vaticana
 
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco rezou o oração mariana do Angelus deste domingo (24/01), com os fieis e peregrinos que se encontravam na Praça São Pedro, não obstante o frio. 
   Na alocução que precedeu a oração, o pontífice disse que o evangelista Lucas, antes de apresentar o discurso programático de Jesus, em Nazaré, resume brevemente sua atividade evangelizadora.
  Mestre diferente
“É uma atividade que Ele cumpre com a força do Espírito Santo: a sua palavra é original, porque revela o sentido das Escrituras; é uma palavra que tem autoridade, porque manda até mesmo nos espíritos impuros e eles obedecem. Jesus é diferente dos mestres de seu tempo. Não abriu uma escola para o estudo da Lei, mas pregava e ensinava em todo lugar: nas sinagogas, nas ruas e nas casas. Jesus é diferente também de João Batista que proclama o juízo iminente de Deus, enquanto Jesus anuncia o seu perdão de Pai."
O Papa convidou os fieis a entrarem na Sinagoga de Nazaré. “O que acontece é um fato importante que delineia a missão de Jesus. Ele se levanta para ler a Sagrada Escritura. Abre o Livro do Profeta Isaías e encontra a passagem onde está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres’. A seguir, depois de um momento de silêncio cheio de expectativa, diz, diante da perplexidade geral: ‘Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabaram de ouvir’”.
Cristão e missionário é a mesma coisa
“Evangelizar os pobres: esta é a missão de Jesus; esta é também a missão da Igreja, e de todo batizado na Igreja. Ser cristão e ser missionário é a mesma coisa. Anunciar o Evangelho com a palavra e, primeiramente, com a vida, é a finalidade principal da comunidade cristã e de todo seu membro. Observa-se que Jesus dirige a Boa Nova a todos, sem excluir ninguém, aliás, privilegia os que estão distantes, os sofredores, os doentes, os descartados pela sociedade.”
A seguir, Francisco perguntou: O que significa evangelizar os pobres? “Significa se aproximar deles, servi-los, libertá-los de sua opressão e tudo isso no nome e com o Espírito de Cristo, porque é Ele o Evangelho de Deus, é Ele a Misericórdia de Deus, é Ele a libertação de Deus, é Ele que se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza. O texto de Isaías, reforçado por pequenas adaptações introduzidas por Jesus, indica que o anúncio messiânico do Reino de Deus que veio ao nosso meio, se dirige de forma preferencial aos marginalizados, prisioneiros e oprimidos.”
Evangelho, não política
“Provavelmente no tempo de Jesus estas pessoas não estavam no centro da comunidade de fé. E nos perguntamos: hoje, em nossas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos, somos fieis ao programa de Jesus? A evangelização dos pobres, levar-lhes a Boa Nova, é a prioridade? Atenção: não se trata de prestar assistência social e muito menos de atividade política. Trata-se de oferecer a força do Evangelho de Deus que converte os corações, cura novamente as feridas, transforma as relações humanas e sociais segundo a lógica do amor. Os pobres, de fato, estão no centro do Evangelho.”
O Papa Francisco concluiu sua alocução pedindo à Virgem Maria, "Mãe dos evangelizadores, para que nos ajude a sentir com vigor a fome e a sede do Evangelho que existem no mundo, especialmente no coração e na carne dos pobres. Que ela ajude cada um de nós e toda comunidade cristã a testemunhar concretamente a misericórdia, a grande misericórdia, que Cristo nos doou”.
Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre saudou e pediu aos peregrinos provenientes da Itália e outras partes do mundo para que rezem por ele. (MJ)
(from Vatican Radio)

Evangelho segundo S. Marcos 16,15-18.


Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado.
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas;
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org