quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O silêncio da oração

Todos nós precisamos de momentos de silêncio para nos encontrarmos com Deus. Quando nos esvaziamos das nossas preocupações nos encontramos com o Senhor e ouvimos claramente a Sua voz indicando-nos o que devemos fazer e por onde devemos ir.
"Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei" (Atos dos Apóstolos 13,2).
Justamente quando eles estavam no silêncio da oração, o Senhor mostrou-lhes o que deveriam fazer. É dessa forma que o Altíssimo quer conduzir-nos.
Muitas pessoas têm medo do silêncio, mas é justamente nesses momentos de paz que grandes coisas nascem na nossa vida. É no silêncio da oração que encontramos toda força para viver o que a vida nos oferece e para sermos sinal de esperança onde trabalhamos e com as pessoas com as quais convivemos.
Jesus, ensina-nos a viver o silêncio da oração em todos os momentos da nossa vida.


O nosso pão no deserto: a Eucaristia, penhor da glória futura



Comentário do dia:


Se a Eucaristia é o memorial da Páscoa da Senhor, se pela nossa comunhão no altar somos cumulados da «plenitude das bênçãos e graças do céu» (cânone romano), a Eucaristia é também a antecipação da glória celeste. Na última ceia, o próprio Senhor chamou a atenção dos seus discípulos para a consumação da Páscoa no Reino de Deus: «Eu vos digo que não voltarei a beber deste fruto da videira, até o dia em que beberei convosco o vinho novo no Reino do meu Pai» (Mt 26, 29). Sempre que a Igreja celebra a Eucaristia, lembra-se desta promessa, e o seu olhar volta-se para «Aquele que vem» (Ap 1, 4). Na sua oração, ela clama pela sua vinda: «Marana tha» (1Cor 16, 22), «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20), «que a tua graça venha e que este mundo passe!» (Didaké).


A Igreja sabe que, desde já, o Senhor vem na sua Eucaristia e que está ali, no meio de nós. Mas esta presença é velada. E é por isso que celebramos a Eucaristia «enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda de Jesus Cristo nosso Salvador» (Tit 2,3), pedindo a graça de ser acolhidos «com bondade no vosso Reino, onde também nós esperamos ser recebidos, para vivermos [...] eternamente na vossa glória, quando enxugardes todas as lágrimas dos nossos olhos; e, vendo-Vos tal como sois, Senhor nosso Deus, seremos para sempre semelhantes a Vós e cantaremos sem fim os vossos louvores, por Jesus Cristo nosso Senhor» (oração eucarística).


Desta grande esperança – dos novos céus e da nova terra, onde habitará a justiça (2Pe 3,13)– não temos garantia mais segura nem sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Com efeito, cada vez que se celebra este mistério, «realiza-se a obra da nossa redenção» (Lg 3) e «partimos o mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas viver em Jesus Cristo para sempre» (Santo Inácio de Antioquia).
Catecismo da Igreja Católica
§§ 1402-1405 - Copyright © Libreria Editrice Vaticana

Jesus

Evangelho segundo S. Mateus 15,29-37.
Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-se.
Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os,
de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel.
Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho».
Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?»
Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos».
Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão.
Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão.
Todos comeram até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.

Papa Francisco

Surpresa africana

· Encontro do Papa Francisco com os jornalistas durante o voo de regresso a Roma ·

«Para mim a África foi uma surpresa. Pensei: Deus surpreende-nos, mas também a África nos surpreende». Ainda com as imagens da sua primeira viagem ao continente impressas na mente, o Papa Francisco falou aos jornalistas presentes no voo que na segunda-feira à tarde, 30 de Novembro, o trouxe de Bangui para Roma.
Mais de uma hora de conversa, durante a qual, respondendo a doze perguntas, tratou numerosos temas da actualidade como o processo no Vaticano por subtração e divulgação de documentos confidenciais e a conferência de Paris, a propósito da qual recordou que o planeta «está à beira de um suicídio» mas reafirmou a sua «confiança» na acção dos protagonistas da cimeira.
As perguntas referiram-se sobretudo às várias etapas da viagem, começando pela primeira, o Quénia. A referência foi ao encontro com as famílias pobres do bairro de lata. Interpelado sobre a sua sensação, o Pontífice confidenciou que «sentiu uma grande dor». E a propósito fez menção à sua visita ao único hospital pediátrico de Bangui e da República Centro-Africana. As crianças «em terapia intensiva – recordou – não têm os aparelhos de oxigénio». Muitas delas estão subnutridas e já condenadas à morte. Eis a renovada denúncia da idolatria, que se verifica quando se «perde o “bilhete de identidade” do ser filhos de Deus» e se «prefere procurar um deus à própria medida. A partir disto, se a humanidade não mudar, continuarão as misérias, as tragédias, as guerras, as crianças que morrem de fome, a injustiça».
Quanto à etapa ugandesa, o Papa evidenciou que esse país «tem a identidade dos mártires: o povo quer católico quer anglicano, venera os mártires. Visitei – disse – os dois santuários, o anglicano primeiro e depois o católico; e a memória dos mártires é o seu bilhete de identidade. A coragem de dar a vida por um ideal». Por fim, da República Centro-Africana o Papa reconfirmou «a vontade de paz, de reconciliação e de perdão».

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Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome

Livro de Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,
e o meu cálice transborda.

Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou

Livro de Isaías 25,6-10a.
Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos.
Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações;
Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou.
Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança.
Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou.
A mão do Senhor pousará sobre este monte».

Santo do Dia

2 de dezembro

S. Cromacio de Aquileia, bispo, +409




S. Cromácio
Nasceu no norte de Itália, por volta de 340. Era grande amigo de S. Jerónimo.
Tornou-se membro influente do prebitério de Aquileia e auxiliar do bispo Valeriano no concílio de 381, Sucedeu a Valeriano na sé episcopal, sendo sagrado bispo por Santo Ambrósio. Foi um pastor devotado e zeloso nas suas tarefas. Deixou numerosos escritos.

Santa Bibiana, virgem, mártir, +363




Seu pai, Flaviano, antigo prefeito de Roma, e sua mãe, Dafrosa, foram martirizados durante o curto e ímpio reinado de Juliano o Apóstata.

Bibiana foi obrigada a passar seis meses num prostíbulo, para que se perdesse, mas com a graça de Deus conservou a fé e a pureza intactas.

Depois disso foi chicoteada até à morte.

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