terça-feira, 1 de dezembro de 2015

«Muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes»

Comentário do dia:

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra os Hereges



Desde o princípio, Deus criou o homem para os seus dons. Ele escolheu os patriarcas com vista à salvação e preparou para Si um povo, ensinando os ignorantes a seguirem o rasto de Deus. Em seguida, instruiu os profetas, para habituar os homens a acolherem o seu Espírito neste mundo e a entrarem em comunhão com Deus. Ele não precisava de ninguém; mas, àqueles que precisavam dele, ofereceu a sua comunhão. Para esses, em quem pôs a sua complacência (Lc 2,14), concebeu antecipadamente, qual arquitecto, o edifício da salvação: nas trevas do Egipto, fez-se Ele próprio o seu guia; no deserto, onde erravam, deu-lhes uma lei apropriada; e àqueles que entraram na terra prometida, ofereceu-lhes uma herança escolhida; enfim, para todos os que regressam ao Pai, mata o cordeiro gordo e oferece-lhes uma veste preciosa (Lc 15,22).


Assim, Deus dispôs o género humano de várias maneiras, com vista «à música e às danças» da salvação (Lc 12,25). É por essa razão que João escreve no Apocalipse: «E a sua voz era a voz das grandes águas» (Ap 1,15). É que são de facto múltiplas as águas do Espírito de Deus, pois o Pai é rico e grande. E, passando por tudo isto, o Verbo concedeu generosamente a sua assistência aos que Lhe estavam submetidos, dando a toda a criatura prescrições apropriadas.

Hoje eu fui feliz!!!!

Pacto com a Felicidade
De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi:
Eu hoje vou ser Feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol, pelo seu calor e luminosidade,
Sentirei que estou vivendo, respirando.
Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores, e a suavidade da brisa da tarde. Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros,
vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças,
vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais,
Vou viver todos os minutos proveitosamente,
Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos,
Nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter,
Mas em como posso ser feliz com o que possuo,
E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção,
Vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca,
Apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem,
Vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram
Para que saibam que serão sempre uma doce lembrança,
até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém,
Especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar, vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e Agradecer aos Anjos e a Deus, porque
Hoje Eu fui Feliz!

Papa Francisco

Na capital espiritual do mundo

· ​O Papa Francisco concluiu a viagem à África depois de ter aberto a porta santa da catedral de Bangui ·

«Hoje Bangui torna-se a capital espiritual do mundo!» exclamou Francisco introduzindo, com um gesto histórico sem precedentes, o ano santo da misericórdia na República Centro-Africana. Com a abertura da porta santa da catedral da capital de uma terra martirizada, na tarde de domingo 29 de Novembro, o Pontífice inaugurou de facto pela primeira vez um jubileu longe de Roma, numa das numerosas periferias do planeta tão queridas ao seu coração de pastor. «Uma terra – disse explicando o significado do gesto inédito – que sofre há diversos anos a guerra e o ódio, a incompreensão, a falta de paz». Mas também, acrescentou imediatamente, uma terra que simboliza «todos os países que estão a passar pela cruz da guerra». Uma imagem que transformou Bangui na «capital espiritual da oração pela misericórdia do Pai», do qual invocar «paz, misericórdia, reconciliação, perdão, amor». Para esta cidade, para a inteira República Centro-Africana, para todo o mundo.
A última etapa da viagem de Francisco foi rica de encontros, incluindo alguns não programados, e concluiu-se no final da manhã de segunda-feira dia 30, quando o Papa se despediu do continente africano e entrou no avião que o trouxe de volta para Roma. E que a etapa centro-africana teria sido o ápice de toda a viagem era já evidente na manhã de domingo quando, proveniente do Uganda, o Papa recebeu em Bangui as boas-vindas da chefe de Estado de transição, Catherine Samba-Panza. A mulher, desde sempre na primeira linha na defesa da paz, saudou a sua presença como uma vitória da fé sobre o medo. Principalmente, fez-lhe eco o Pontífice, sobre o medo do outro, «do que não nos é familiar, de quanto não pertence ao nosso grupo étnico, às nossas escolhas políticas ou à nossa confissão religiosa». E neste contexto, foi particularmente importante a visita na manhã de segunda-feira à mesquita de Koudoukou, num bairro que há muito tempo é considerado off limits, teatro de violências inenarráveis. «Entre cristãos e muçulmanos – reafirmou Francisco – somos irmãos. Cristãos, muçulmanos e membros das religiões tradicionais viveram pacificamente juntos durante muitos anos. Por conseguinte, devemos permanecer unidos. Juntos, digamos não ao ódio, não à vingança, não à violência, sobretudo à que é perpetrada em nome de uma religião ou de Deus». Porque, concluiu, «Deus é paz».
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Jesus

Evangelho segundo S. Lucas 10,21-24.
Naquele tempo, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado.
Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar».
Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver,
porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram».


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos -www.capuchinhos.org

O seu nome será eternamente bendito

Livro de Salmos 72(71),2.7-8.12-13.17.
Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.

Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra.

Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos.

O seu nome será eternamente bendito
e durará tanto como a luz do sol;
nele serão abençoadas todas as nações,
todos os povos o hão de bendizer.

Não mais praticarão o mal

Livro de Isaías 11,1-10.
Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes.
Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus.
Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer.
Julgará os infelizes com justiça e com sentenças retas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio.
A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos.
O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir.
A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi.
A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora.
Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar.
Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

Santo do dia

Terça-feira, dia 01 de Dezembro de 2015

Beato Carlos de Foucauld, presbítero, +1916

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Beato Carlos de Foucault
        Carlos de Foucauld (Frei Carlos de Jesus) nasceu em França, em Estrasburgo a 15 de Setembro de 1858. Órfão aos 6 anos, foi educado, bem como a sua irmã Maria, pelo avô, cuja carreira militar quis seguir.
       Chegado à adolescência, afasta-se da fé. Conhecido pelo seu gosto pela vida fácil, revela contudo uma vontade forte e constante nas dificuldades. Inicia uma perigosa exploração em Marrocos (1883-1884). O testemunho da fé dos muçulmanos desperta nele o problema de Deus. «Meu Deus, se vós existis, fazei que eu vos conheça ». 
     De volta a França, tocado pelo acolhimento afectuoso e discreto da sua família, profundamente cristã, ele põe-se em busca. Guiado por um sacerdote, o padre Huvelin, ele encontra Deus em Outubro de 1886. Tem então 28 anos.  «Mal eu acreditei que havia um Deus,  compreendi imediatamente que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele ».
        Uma peregrinação à Terra Santa, revela-lhe a sua vocação: seguir Jesus na sua vida de Nazaré. Passa então sete anos na Trapa, primeiro em Nossa Senhora das Neves, e em seguida em Akbès, na Síria. Vive depois sozinho, em oração e adoração junto das clarissas de Nazaré.
         Ordenado padre aos 43 anos (1901), parte para o deserto do Sara, inicialmente para Béni-Abbès e depois para Tamanrasset entre os tuaregues do Hoggar. Quer juntar-se aos que estão mais longe «os mais marginalizados, os mais abandonados ».  Deseja que cada um dos que se aproximam dele o considere como um irmão, «o irmão universal». Quer «gritar o evangelho com toda a sua vida» num grande respeito pela cultura e pela fé daqueles no meio dos quais ele vive. «Quereria ser tão bom que pudessem dizer: Se o servo é assim, como será então o Mestre?»
      Na noite do 1º de Dezembro de 1916 foi assassinado por um bando que tinha cercado a sua casa.   
         Sonhou sempre partilhar a sua vocação com outros: depois de ter escrito várias regras religiosas, pensou que «esta vida de Nazaré» podia ser vivida em todo o lado e por todos.
        Hoje  «a família espiritual de Carlos de Foucauld» tem várias associações de fieis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou de padres.