sábado, 21 de novembro de 2015

«Eu sou o Alfa e o Ómega»

Livro do Apocalipse 1,5-8.
Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado
e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen.
Ei-l’O que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão-de lamentar-se todas as tribos da terra. Sim. Ámen.
«Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo».

O Senhor é rei,

Livro de Salmos 93(92),1ab.1c-2.5.
O Senhor é rei,
revestiu-Se de majestade,
revestiu-Se e cingiu-Se de poder.
Firmou o universo, que não vacilará.

É firme o vosso trono desde sempre,
Vós existis desde toda a eternidade.
Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
a santidade habita na vossa casa, por todo o sempre.


O seu poder é eterno, não passará jamais

Livro de Daniel 7,13-14.
Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.

Santo do Dia

Domingo de Cristo Rei (semana II do saltério)



Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo


A Palavra de Deus que nos é proposta neste último Domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.

A primeira leitura anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a ambição, a violência, a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de um "filho de homem" que vai aparecer "sobre as nuvens", Deus vai devolver à história a sua dimensão de "humanidade", possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade. Os cristãos verão nesse "filho de homem" vitorioso um anúncio da realeza de Jesus.

Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o "príncipe dos reis da terra", aquele que há-de vir "por entre as nuvens" cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de "filho de homem" de que falava a primeira leitura.

O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pôncio Pilatos. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão "real" de Jesus é dar "testemunho da verdade"; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


Domingo, dia 22 de Novembro de 2015

Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV

image Padroeira dos Músicos

Segundo a Passio Sanctae Caeciliae, Santa Cecília pertencia à mais antiga nobreza romana. A seu respeito diz a Liturgia das Horas: "O culto de Santa Cecília, em honra da qual no século quinto foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua Paixão (descrição de seu martírio). Nela, Santa Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor a Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio. Segundo esta Paixão, ela havia-se consagrado a Deus. No dia das núpcias, participou essa decisão ao marido, dizendo-lhe que um anjo velava noite e dia por ela. Valeriano, seu marido, disse que somente acreditaria se visse o anjo. Santa Cecília aconselhou-o a visitar o papa Urbano, que se havia refugiado nas catacumbas. Deste encontro resultou a conversão do marido e de Tibúrcio, seu irmão, os quais sofreram o martírio logo depois, por sepultarem os corpos dos mártires."

Santa Cecília recolheu os corpos do esposo e do cunhado e sepultou-os na sua propriedade, na via Ápia. Isto lhe valeu o martírio. Morreu decapitada, por ter sobrevivido à morte por asfixia no caldário.

Santa Cecília foi uma das santas mais veneradas durante a Idade Média. O seu nome vem citado no cânon da missa. Dentre as santas é a que maior número de basílicas teve em Roma. A nenhuma outra santa a cristandade consagrou tantas igrejas quanto a ela. É também a padroeira dos músicos.

Papa Francisco

No meio dos outros homens

· A cinquenta anos do Vaticano II o Pontífice recorda que se é sacerdote para servir ·

«Escolhidos do meio dos homens, constituídos a favor dos homens, presentes no meio dos outros homens»: traçando o perfil do sacerdote de hoje, o Papa citou o decreto conciliar «Presbyterorum ordinis».
Na manhã de 20 de Novembro, recebendo os participantes no congresso organizado pela Congregação para o Clero, para recordar o cinquentenário do Vaticano II, o Pontífice relançou a actualidade da sua mensagem, acrescentando — como geralmente faz, quando se dirige aos sacerdotes — considerações pessoais ao discurso preparado. Considerações que têm a raiz no seu ministério de formador e de bispo na Argentina. Como por exemplo, quando recomendou: «Recordai-vos de onde fostes escolhidos, do rebanho, não vos esqueçais da vossa mãe nem da vossa avó! Isto quer dizer que não se pode ser sacerdote, julgando que fomos criados em laboratório, não; começa-se em família».
Ainda em matéria de discernimento vocacional, o Papa alertou também contra a excessiva rigidez do carácter e do comportamento, que às vezes escondem verdadeiras doenças psíquicas. «Quando me dou conta de que um jovem é demasiado rígido, fundamentalista, não tenho confiança», comentou.
Quanto às características do sacerdote, o Pontífice recordou sobretudo a paternidade, que se traduz em proximidade e acolhimento, em particular no confessionário.
- See more at: http://www.osservatoreromano.va/pt/news/no-meio-dos-outros-homens#sthash.x28MR6Ru.dpuf

Papa Francisco

No meio dos outros homens

· A cinquenta anos do Vaticano II o Pontífice recorda que se é sacerdote para servir ·

«Escolhidos do meio dos homens, constituídos a favor dos homens, presentes no meio dos outros homens»: traçando o perfil do sacerdote de hoje, o Papa citou o decreto conciliar «Presbyterorum ordinis».
Na manhã de 20 de Novembro, recebendo os participantes no congresso organizado pela Congregação para o Clero, para recordar o cinquentenário do Vaticano II, o Pontífice relançou a actualidade da sua mensagem, acrescentando — como geralmente faz, quando se dirige aos sacerdotes — considerações pessoais ao discurso preparado. Considerações que têm a raiz no seu ministério de formador e de bispo na Argentina. Como por exemplo, quando recomendou: «Recordai-vos de onde fostes escolhidos, do rebanho, não vos esqueçais da vossa mãe nem da vossa avó! Isto quer dizer que não se pode ser sacerdote, julgando que fomos criados em laboratório, não; começa-se em família».
Ainda em matéria de discernimento vocacional, o Papa alertou também contra a excessiva rigidez do carácter e do comportamento, que às vezes escondem verdadeiras doenças psíquicas. «Quando me dou conta de que um jovem é demasiado rígido, fundamentalista, não tenho confiança», comentou.
Quanto às características do sacerdote, o Pontífice recordou sobretudo a paternidade, que se traduz em proximidade e acolhimento, em particular no confessionário.
- See more at: http://www.osservatoreromano.va/pt/news/no-meio-dos-outros-homens#sthash.ZsfOlucI.dpuf

Nascer para a nova criação

Comentário do dia:

Teodoro de Mopsuesto (?-428), bispo, teólogo
Comentários sobre S. João, livro 2


«Baptizados em Jesus Cristo, foi na sua morte que todos fomos baptizados: fomos sepultados com Ele no baptismo da morte a fim de que, tal como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, assim também nós vivamos numa vida nova. Se, por uma morte semelhante à dele, nos tornámos um só com Ele, sê-lo-emos também por uma ressurreição semelhante à sua» (Rom 6,3-5). S. Paulo mostra-nos assim claramente que o nosso novo nascimento pelo baptismo é o símbolo da nossa ressurreição após a morte. Esta realizar-se-á para nós pelo poder do Espírito, segundo esta palavra: «O que é semeado na terra morre, o que ressuscita é imortal; o que é semeado já não tem valor, o que ressuscita está cheio de glória; o que é semeado é fraco, o que ressuscita é poderoso; o que é semeado é um corpo humano, o que ressuscita é um corpo espiritual» (1Cor 15,42s). O que significa: da mesma forma que, aqui na terra, o nosso corpo goza de uma vida visível enquanto a alma está presente, de igual forma receberá a vida eterna e incorruptível pelo poder do Espírito.