segunda-feira, 2 de novembro de 2015

«Se morremos por Ele, também com Ele reviveremos» (2Tim 2,11).


«Ao ver a viúva, o Senhor Jesus [...] disse-lhe: "Não chores"» (Lc 7,13)

Cristo, esperança de todos os crentes, chama aos que deixam este mundo, não mortos, mas adormecidos, pois diz: «Lázaro, o meu amigo, está a dormir» (Jo 11,11); o apóstolo Paulo, por seu turno, não quer que estejamos «tristes por causa dos que adormeceram» (1Tes 4,13). Por isso, se a nossa fé afirma que «todos os que crêem» em Cristo, segundo a palavra do Evangelho, «não morrerão jamais» (Jo 11,16), e se nós sabemos que eles não estão mortos e que nós próprios não morremos, é porque, «quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os que morreram em Cristo ressurgirão» (1Tes 4,16). Portanto, que a esperança da ressurreição nos encoraje, pois voltaremos a ver os que tínhamos perdido. Importa que acreditemos firmemente nele, quer dizer, que obedeçamos aos seus mandamentos, porque com o seu poder supremo Ele acorda os mortos mais facilmente do que nós acordamos os que estão a dormir.

É isto que dizemos; e contudo, não sei por que sentimento, refugiamo-nos nas lágrimas, e o sentimento da perda impede a nossa fé. Ai de nós! A condição do homem é lamentável, e vã é a nossa vida sem Cristo! Mas tu, ó morte, que tens a crueldade de quebrar a união dos esposos e de separar os que estão unidos pela amizade, sabe que a tua força foi destruída. O teu jugo impiedoso foi esmagado por Aquele que te ameaçou pelas palavras do profeta Oseias: «Ó morte, Eu serei a tua morte» (Os 13,14 Vulg). É por isso que, com o apóstolo Paulo, lançamos este desafio: «Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» (1Cor 15,55). Aquele que te venceu resgatou-nos, entregando a sua alma bem-amada nas mãos dos ímpios, para fazer deles seus bem-amados.

Seria muito longo relembrar tudo o que na Sagrada Escritura nos deve consolar. Baste-nos acreditar na ressurreição e erguer os olhos para a glória do nosso Redentor, porque é nele que somos já ressuscitados, como a nossa fé nos recorda, segundo a palavra do apóstolo Paulo: «Se morremos por Ele, também com Ele reviveremos» (2Tim 2,11).  

Comentário do dia:

São Bráulio de Saragoça (c. 590-651), bispo
Carta 19

Santo do dia

Fiéis Defuntos
Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas... Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de "fecho para balanço", daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram "apanhados" em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a "perda" de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: - Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! - e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena...

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for. 


Finados

Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas, para os cristãos, tem o gosto da esperança. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que para quem crê, for batizado e seguir Seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com Ele a vida eterna no Reino do Pai.

Enquanto para todos os homens a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na Terra.

A Igreja nos ensina que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V.

Um dos mais belos Dogmas da Igreja é o da “Comunhão dos Santos”. Dessa maneira entendemos que os que estão no Céu, na feliz morada com Deus para sempre, os que se purificam no purgatório, e nós, que ainda caminhamos pelas estradas deste mundo, formamos um só corpo. Por esse motivo, podemos e devemos rezar pelos que partiram, pois nossas orações são eficazes para ajuda-los a mais rapidamente chegarem à casa definitiva do Pai.

Reflexão: 

A recordação dos fiéis defuntos nos projeta para o futuro. Nossa fé fala-nos de Esperança, a grande palavra chave nesse dia. Trata-se do anseio que todo homem tem de ter a verdadeira felicidade, a felicidade duradoura, sem máculas e sem fim. Essa felicidade só se pode dar no encontro definitivo com Deus, que é a essência do Amor e do Belo. A missão de Jesus, revelada nos Evangelhos, é de dar a vida eterna a todos os que crêem em seu nome.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
 

Papa Francisco

Ao serviço do bem comum

· À União cristã de empresários dirigentes o Papa recorda que a economia deve ser orientada em sentido evangélico e que é preciso garantir a mulheres e jovens mais tutelas laborais ·

A necessidade de «orientar a actividade económica em sentido evangélico, ou seja, ao serviço da pessoa e do bem comum» foi reafirmada pelo Papa Francisco na manhã de sábado, 31 de Outubro, na audiência aos sócios da União cristã de empresários dirigentes (Ucid).
Ao receber os empresários católicos «que se propõem ser artífices do progresso», o Pontífice frisou a importância da «formação cristã», exortando a Ucid «a ser fermento e estímulo, com a palavra e o exemplo, no mundo da empresa».
Francisco disse estar convicto de que «a empresa e o cargo de chefia das empresas podem tornar-se lugares de santificação, mediante o compromisso por construir relações fraternas, favorecendo a co-responsabilidade e a colaboração». E pediu «uma atenção especial pela qualidade da vida laboral dos empregados, o recurso mais precioso de uma empresa». Em particular o Papa desejou que seja favorecida «a harmonização entre trabalho e família» e com o pensamento dirigido sobretudo às trabalhadoras, afirmou que «o desafio consiste em tutelar quer o seu direito a um trabalho plenamente reconhecido quer a sua vocação à maternidade e à presença na família». Sobre este tema acrescentou ao texto preparado mais uma consideração: «Quantas vezes – explicou – ouvimos que uma mulher diz ao chefe: “Tenho que lhe anunciar que estou grávida” – “A partir do fim do mês vais embora”». Ao contrário «a mulher deve ser preservada, ajudada neste trabalho duplo: o direito de trabalhar e o direito da maternidade».
Outra responsabilidade das empresas recordada pelo Pontífice é «a defesa e cuidado da criação». Além disso, «a chamada a ser missionários da dimensão social do Evangelho no mundo da economia comporta também uma abertura e uma proximidade evangélica às situações de pobreza e fragilidade». E sobre este aspecto Francisco frisou que «não é suficiente dar assistência», nem sequer «um pouco de beneficência», mas é necessário ir além, cooperando «para fazer crescer o espírito empresarial de subsidiariedade, para juntos fazer face aos desafios éticos e de mercado, sendo o primeiro de todos criar boas oportunidades de trabalho». E aqui voltou a pôr de lado o discurso para falar do desemprego juvenil. «Sede criativos – recomendou – em criar oportunidades que vão em frente e que dão trabalho, porque quem não tem trabalho não leva para casa o pão» e perde a dignidade.
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Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve

Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30.
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Por isso, não desanimamos

2ª Carta aos Coríntios 4,14-18.5,1.
Como sabemos, irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele.
Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as ações de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus.
Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia.
Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória.
Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas.
Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica

Livro de Salmos 27(26),1.4.7.8a.8b.9.13-14.
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é o protetor da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
tende compaixão de mim e atendei-me.
O meu coração murmura por ti,
A vossa face, Senhor, eu procuro:

Eu sei que o meu Redentor está vivo

Livro de Job 19,1.23-27a.
Job respondeu, dizendo:
«Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze
com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre!
Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra.
Revestido da minha pele, estarei de pé; na minha carne verei a Deus.
Eu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar».