domingo, 19 de julho de 2015

Santo do dia

Domingo, dia 19 de Julho de 2015

16º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja : Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Santo do dia : Santas Justa e Rufina, mártires, +287, Santo Arsénio, eremita, +séc. V

Santa Justa e Santa Rufina eram duas irmãs que nasceram em Sevilha e faleceram no ano 287 na mesma cidade. Estas jovens pertenciam a um povo pagão cujo governador obrigava a prestar culto a ídolos; no entanto, Rufina e Justa nunca aceitaram tal imposição, pois possuíam uma grande fé cristã.
Descendentes de uma família pobre, ganhavam a vida vendendo louça de barro nas feiras. Certo dia, estando as duas irmãs junto da sua barraca de louça, viram surgir uma grande procissão que trazia um dos ídolos. Todos o povo o venerava e adorava, porém Rufina e Justa recusaram-se a tal. Enfurecido o governador deteve-as e submeteu-as a tormentos e terríveis castigos, até à morte. Assim, pela coragem de nunca renegarem a sua fé cristã, estas duas raparigas começaram a ser conhecidas e veneradas principalmente pelos oleiros, de quem são padroeiras.



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Santo Arsénio, eremita, +séc. V



Santo Arsénio que nasceu em Roma no ano de 354 mais ou menos, de nobre família de senadores. O imperador Teodósio quis que ele viesse para Constantinopla confiando-lhe a educação dos filhos Arcádio e Honório. Ali permaneceu durante 11 anos, até aproximadamente 394, tendo pedido a exoneração do cargo para se retirar para o deserto egípcio, depois de uma profunda crise espiritual.

A vida eremítica tem em Santo Antão abade o exemplo mais imitado e mais popular. Alguns cristãos empreendiam longas e desconfortáveis peregrinações para ter colóquios com um destes anacoretas iluminados: entre eles está Santo Arsénio, eremita no Egipto e um dos mais célebres pais do deserto. Diz-se que o santo anacoreta não gostava de interromper a rígida observância do silêncio nem com um peregrino que viesse de longe.

Santo Arsênio morreu entre 434 a 450 em Troe, perto de Mênfis.

sábado, 18 de julho de 2015

A imagem divina



Comentário do dia:
«Eis o meu Servo, a quem Eu escolhi, o meu muito amado»

O Verbo de Deus, Aquele que existe desde toda a eternidade, Aquele que é invisível, incompreensível, incorpóreo, o Princípio que procede do Princípio, a Luz que nasce da Luz, a fonte da vida e da imortalidade, Aquele que é a expressão fiel do arquétipo divino, o selo inamovível, a imagem perfeitíssima, a palavra e o pensamento do Pai (Heb 1,3), é o mesmo que vem em ajuda da criatura feita à sua imagem (Gn 1,27), e que por amor do homem Se faz homem. Ele assume um corpo para salvar o corpo e une-Se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles a quem Se tornou semelhante, fez-Se homem em tudo excepto no pecado. […] Aquele que enriquece os outros faz-Se pobre, aceitando a pobreza da minha condição humana para que eu possa receber as riquezas da sua divindade (2 Cor 8,9). Aquele que possui tudo em plenitude aniquila-Se a Si mesmo, privando-Se durante algum tempo da sua glória para que eu possa participar da sua plenitude.
Porquê tantas riquezas de bondade? Que significa para nós este mistério? Eu recebi a imagem divina, mas não soube conservá-la; agora Ele assume a minha condição humana, para restaurar a perfeição daquela imagem e conferir a imortalidade a esta minha condição mortal. Deste modo, estabelece connosco uma segunda aliança, mais admirável que a primeira. Convinha que o homem fosse santificado mediante a natureza assumida por Deus. Convinha que Ele triunfasse deste modo sobre o tirano que nos subjugava, para nos restituir a liberdade e nos reconduzir a Si pela mediação de seu Filho. E Cristo realizou, de facto, para glória de seu Pai, esta obra redentora que era o objectivo de todas as suas acções.

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Homilia pascal

Evangelho segundo S. Mateus 12,14-21.


Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
Quando soube disso, Jesus afastou-se dali. Muitos seguiram-no e Ele curou-os a todos,
ordenando-lhes que o não dessem a conhecer.
Assim se cumpriu o que fora anunciado pelo profeta Isaías:
Aqui está o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se deleita. Derramarei sobre Ele o meu espírito, e Ele anunciará a minha vontade aos povos.
Não discutirá nem bradará, e ninguém ouvirá nas praças a sua voz.
Não há-de quebrar a cana fendida, nem apagar a mecha que fumega, até conduzir a minha vontade à vitória.
E, no seu nome, hão-de esperar os povos!


Livro de Salmos 136(135),1.23-24.10-12.13-15.


Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom: é eterna a sua bondade.
Não se esqueceu de nós, na nossa humilhação,
porque o seu amor é eterno!
E libertou-nos dos nossos opressores: é eterna a sua bondade.

Feriu os primogénitos dos egípcios,
porque o seu amor é eterno!
Tirou Israel do meio deles,
porque o seu amor é eterno!

Com a sua mão forte e o seu braço estendido,
porque o seu amor é eterno!
Dividiu ao meio o Mar dos Juncos,
porque o seu amor é eterno!

Fez passar Israel através dele,
porque o seu amor é eterno!
Afundou o Faraó e o seu exército,
porque o seu amor é eterno!

Livro de Êxodo 12,37-42.


Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot:eram cerca de seiscentas mil pessoas que iam a pé, sem contar as crianças.
Também uma turba numerosa partiu com eles, juntamente com ovelhas, bois e gado em grande quantidade.
Eles cozeram a farinha amassada com que tinham saído do Egipto em bolos sem fermento, pois não tinha fermento. Tinham, na verdade, sido expulsos do Egipto, e não puderam demorar-se; nem sequer fizeram provisões para eles.
A estadia dos filhos de Israel que residiram no Egipto foi de quatrocentos e trinta anos.
No final dos quatrocentos e trinta anos, precisamente naquele dia, saíram todos os exércitos do Senhor da terra do Egipto.
Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egipto. Esta noite do Senhor será de vigília para todos os filhos de Israel nas suas gerações.

Santo do dia

Sabado, dia 18 de Julho de 2015

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, +1590

Sabado, dia 18 de Julho de 2015



Nasceu em Lisboa (na freguesia dos Mártires), em Maio de 1514 e entrou para a ordem dominicana com 14 anos apenas. Foi feito arcebispo de Braga em 1559. Entre 1561 e 1563, participou no Concílio de Trento. Resignou em 1582, tendo-se recolhido ao Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo, onde morreria em 1590.

Eis um excerto do discurso de João Paulo II no dia da sua beatificação:

"O Beato Bartolomeu dos Mártires, dominicano por vocação e ideal de vida, ardia de zelo pela causa de Deus, que é a salvação dos homens, iluminando-lhes o caminho com o Evangelho. Fiel à norma apostólica, "entrega-se assiduamente à oração e ao serviço da palavra" (cf. Act 6, 4), arrastando consigo o clero: promove a sua formação permanente, ao seu alcance poe meios para pregar ao povo e funda o Seminário para preparar dignamente os futuros sacerdotes.

O Seminário era apenas uma das medidas da reforma preconizada pelo Concílio de Trento, a cuja realização o Beato Arcebispo se consagrou de alma e coração, não sem obstáculos, alguns com ressonância em Roma. O Papa Pio IV assim respondeu, falando de Dom Frei Bartolomeu: "Tal satisfação nos deu, no tempo que participou no Concílio, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficámos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém" (Carta ao rei de Portugal, Cardeal Dom Henrique). Ontem pude assinalar, com o acto da sua beatificação, estes sentimentos do meu Predecessor.

Saúdo a Igreja de Lisboa, que lhe deu o berço, e a de Viana do Castelo, que o acolheu nos seus últimos anos e conserva a relíquia venerável do seu corpo; saúdo a Arquiodiocese bracarense na sua extensão de então e Portugal inteiro, que ele serviu e amou, sobretudo na pessoa dos pobres."


sexta-feira, 17 de julho de 2015

A nova lei



Comentário do dia:


A nova Lei «não está escrita em tábuas de pedra, mas nos corações» (2Cor 3,3)

Considerai, meus irmãos, o grande mistério da harmonia e da diferença entre as duas Leis e os dois povos. O povo antigo não celebrava a Páscoa em plena luz, mas na sombra do que havia de vir (Col 2,17); e, cinquenta dias depois da celebração da Páscoa […], Deus deu-lhe a Lei escrita por sua mão no Monte Sinai. […] Deus desceu ao Monte Sinai no meio do fogo, abalando de pavor o povo que se mantinha ao longe, e escreveu a Lei com o seu dedo, sobre a pedra e não no coração (Ex 31,18). Pelo contrário, quando o Espírito Santo desceu à terra, os discípulos estavam todos juntos no mesmo lugar e, em vez de os assustar do alto da montanha, Ele entrou na casa onde estavam reunidos (Act 2,1s). Houve realmente do alto do céu um barulho parecido com o de um vento violento que se aproxima, mas esse ruído não assustou ninguém.


Ouvistes o ruído, vede também o fogo; porque, na montanha, também se evidenciaram estes dois fenómenos: o ruído e fogo. No Monte Sinai, o fogo estava cercado de fumo; aqui, pelo contrário, é de uma claridade brilhante: «E apareceu», diz a Escritura, «como uma espécie de fogo que se dividia em línguas.» Este fogo causou medo? Nem um pouco: «E as línguas pousaram sobre cada um deles.» […] Escutai esta língua que fala, e compreendei que é o Espírito que escreve, não sobre a pedra, mas no coração. Portanto, «a Lei do Espírito de vida», escrita no coração e não na pedra, esta Lei do Espírito de vida que está em Jesus Cristo, em quem a Páscoa foi celebrada em toda a verdade (1Cor 5, 7), «livrou-vos da Lei do pecado e da morte» (Rom 8,2).

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 155, 6