quarta-feira, 3 de junho de 2015

Livro de Salmos 124(123),2-8.


Se o Senhor não estivesse do nosso lado,
quando os homens se levantaram contra nós,
ter-nos-iam engolido vivos
quando a sua fúria ardia contra nós.

As águas ter-nos-iam submergido,
a torrente teria passado sobre nós.
Teriam passado sobre nós as águas turbulentas,
Bendito seja o Senhor,

que não nos entregou
como presa nos seus dentes.
A nossa vida escapou como um pássaro
do laço de caçadores:

rompeu-se o laço
e nós libertámo-nos.
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
que fez o céu e a terra.



Livro de 2º Macabeus 7,1-2.9-14.


Naqueles dias, aconteceu também que foram presos sete irmãos com a mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de azorrague e de nervos de boi, quis obrigar a comer carnes de porco, proibidas pela lei.
Um deles, tomou a palavra e falou assim: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos a antes morrer do que violar as leis dos nossos pais.»
Prestes a dar o último suspiro, disse: «Ó malvado, tu arrebatas-nos a vida presente, mas o rei do universo há-de ressuscitar-nos para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis.»
Depois deste, torturaram o terceiro, o qual, mal lhe pediram a língua, deitou-a logo de fora e estendeu as mãos corajosamente.
E disse, cheio de confiança: «Do Céu recebi estes membros, mas agora menosprezo-os por amor das leis de Deus, mas espero recebê-los dele, de novo, um dia.»
O próprio rei e os que o rodeavam ficaram admirados com o heroísmo deste jovem, que nenhum caso fazia dos sofrimentos.
Morto também este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto,
o qual, prestes a expirar, disse: «É uma felicidade perecer à mão dos homens, com a esperança de que Deus nos ressuscitará; mas a tua ressurreição não será para a vida.»

Santo do dia

Quarta-feira, dia 03 de Junho de 2015

S. Carlos Lwanga e Companheiros, mártires


Santo do dia : S. Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, padroeiros de África, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

São Carlos Lwanga




São Carlos Lwanga e seus 21 companheiros são ugandenses. Sofreram o martírio durante o reinado de Muanga, de cuja corte faziam parte. Isto aconteceu por volta do ano 1885. Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Foi queimado lentamente a começar pelos pés. Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado e o último, João Maria, foi lançado em um pântano.
Foram canonizados no dia 18 de Outubro de 1964, pelo papa Paulo VI. Deles disse Paulo VI:
Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas ... Seria história demasiado longa para ouvir-se: as torturas corporais, as decisões arbitrárias e despóticas dos chefes são, nela, coisa gratuita e dão testemunho de tanta crueldade, que a nossa sensibilidade ficou profundamente perturbada. Esta narração quase parecia inverosímil: não é fácil imaginarmos as condições desumanas - tanto elas nos parecem incompreensíveis e intoleráveis - no meio das quais subsiste, e se mantém, quase até nossos dias, a vida de muitas comunidades tribais da África. Esta história precisaria ser meditada com vagar .
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Santo Ovídio


Cidadão romano, teria assistido às pregações de Pedro e Paulo e unido as suas forças ao ímpeto evangelizador dos primeiros tempos da Igreja. S. Clemente, Papa, teria reconhecido nele qualidades de pastor e enviado à Hispânia a fim de reger a jovem Igreja Bracarense. No noroeste peninsular, teria sido um apóstolo fervoroso e dado um visível esplendor ao cristianismo nascente.

A tradição diz ainda que foi martirizado, encontrando-se hoje as suas relíquias na Sé de Braga.

terça-feira, 2 de junho de 2015

«Alma, buscar-te-ás em Mim»






De quem é esta imagem?»

Alma, busca-te em Mim

E a Mim busca-Me em ti.


Tão fielmente pôde o Amor

Alma, em Mim, te retratar

Como nenhum sábio pintor

Tua imagem figurar.


Foste, por amor, criada

Formosa, bela e assim

Dentro do meu ser pintada.

Se te perderes, minha amada,

Alma, procura-te em Mim.


Porque Eu sei que te acharás

Em meu peito retratada,

Tão ao vivo figurada

Que ao ver-te folgarás

Por te veres tão bem pintada.


E se acaso não souberes

Em que lugar Me perdi,

Não andes dali para aqui

Porque se encontrar Me quiseres

A Mim Me acharás em ti!


Em ti, que és meu aposento

És minha casa e morada,

Aí busco a cada momento

Em que do teu pensamento

Encontro a porta fechada.


Só em ti há que buscar-Me,

Que de ti nunca fugi;

Nada mais do que chamar-Me

E logo irei, sem tardar-Me,

E a Mim Me acharás em ti!


Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
Poesias, nº 8:

Creio que tu és a cura/Healer



Me escutas quando clamo
Acalma o meu pensar
Me levas pelo fogo
Curando todo meu ser

Confio em Ti, confio em Ti

(refrão)
Creio que Tu és a cura
Creio que és tudo para mim
Creio que tu és a vida
Creio que não há outro igual a Ti
Jesus, eu preciso de Ti


Nada é impo....ssível para Ti
Nada é impo.....ssível

Nada é impo....ssível para Ti
Tens o meu mundo em tuas mãos


Rodrigo Soeiro
Compositor: Mike Guglielmucci. Versão: Eduardo Isídio e Rodrigo Soeiro



Link: http://www.vagalume.com.br/rodrigo-soeiro/creio-que-tu-es-a-cura-healer.html#ixzz3btqjNNkg

Evangelho segundo S. Marcos 12,13-17.


Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?».
Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver».
Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César».
Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.

Livro de Salmos 112(111),1-2.7bc-8.9.


Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Brilha aos homens rectos como luz nas trevas
o homem compassivo e justo.
Ele não receia más notícias,
seu coração está firme, confiado no Senhor.

O seu coração é inabalável, nada teme
e verá os adversários confundidos.
Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.

Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre.