O blog é aberto a todas as pessoas interessadas em colaborarem no sentido da divulgação da Palavra de Deus, de forma não sectária e com respeito a todas as religiões, conforme as leis vigentes no país.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Livro dos Actos dos Apóstolos 20,28-38.
Naqueles dias, disse Paulo aos anciãos da Igreja de Éfeso: «Tende cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho.
Eu sei que, depois da minha partida, se hão-de introduzir entre vós lobos devoradores que não pouparão o rebanho.
De entre vós mesmos se hão-de erguer homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos atrás de si.
Por isso, sede vigilantes e lembrai-vos que, durante três anos, noite e dia, não cessei de exortar com lágrimas cada um de vós.
Agora entrego-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e conceder a herança a todos os santificados.
Não desejei prata, ouro ou vestuário de ninguém.
Vós próprios sabeis que estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
Em tudo vos mostrei que é trabalhando assim que devemos acudir aos mais fracos; e recordo-vos as palavras do Senhor Jesus: ‘Há mais felicidade em dar do que em receber’».
Dito isto, Paulo pôs-se de joelhos e orou com eles.
Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo,
consternados sobretudo por ele lhes ter dito que não mais tornariam a ver o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no até ao barco.
Santo do dia
Quarta-feira, dia 20 de Maio de 2015
Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa
Santo do dia : S. Bernardino de Sena, presbítero, +1444, Santo Arcângelo Tadini, presbítero, fundador, +1912
S. Bernardino de Sena, presbítero, +1444
Franciscano e pregador popular, conseguia conversões prodigiosas de seus ouvintes. Obteve mais de 2000 vocações para a Ordem franciscana. Foi grande propagandista da devoção ao Santo Nome de Jesus e recusou três vezes a dignidade de bispo. Foi canonizado seis anos depois do seu falecimento.
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Santo Arcângelo Tadini
ARCANGELO TADINI, sacerdote do interior de Brescia (Itália) que viveu de 1846 a 1912, é figura cristalina e fascinante. Homem de iniciativa, sacerdote autêntico, soube entrelaçar ousadia e fé, amor pelos homens e amor a Deus, austeridade e ternura.
Nasce em Verolanuova (BS) a 12 de outubro de 1846. Terminados os estudos primários na cidade natal, frequenta o ginásio em Lovere (BG).
Em 1864 entra no Seminário Diocesano de Brescia e em 1870 é ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 é nomeado vigário paroquial em Lodrino (BS), pequeno vilarejo de montanha, e a partir de 1873 é capelão no Santuário de S. Maria della Noce, periferia de Brescia.
Em 1885 inicia seu serviço em Botticino Sera (BS) como vigário; dois anos depois é nomeado pároco, aí permanecendo até 1912, ano de sua morte. No dia da posse afirma com força do púlpito: “Estarei com vocês, viverei com vocês, morrerei com vocês”.
Os anos vividos em Botticino são os mais fecundos da vida do Tadini. Ele ama os seus paroquianos como filhos e a eles se doa sem medida. Organiza o coral, a banda musical, várias Confrarias, a Terceira Ordem Franciscana, as Filhas de S. Ângela Merici; reforma a igreja, oferece a cada categoria de pessoas a catequese mais apropriada, cuida da liturgia. Põe especial atenção na celebração dos Sacramentos. Prepara as homilias levando em consideração tanto a Palavra de Deus e da Igreja como a caminhada espiritual do seu povo. Quando fala do púlpito, todos ficam encantados pelo calor e a força que suas palavras transmitem.
Sua atenção pastoral dirige-se sobretudo às novas pobrezas: para os trabalhadores dá início à Associação Operária de Mútuo Socorro e constrói uma fiação (fábrica têxtil) para dar trabalho às jovens da cidade que mais sofrem com a insegurança e a exploração.
Em 1900 o Tadini funda a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré: mulheres consagradas, mas “operárias com as operárias” que educam as jovens trabalhadoras não subindo em cátedra, mas trabalhando lado a lado com elas; não proferindo grandes discursos, mas dando o exemplo de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Escândalo para aquela época na qual as fábricas eram tidas por lugares perigosos e desviantes.
Tadini oferece a suas Irmãs o exemplo de Jesus, Maria e José que na Casa de Nazaré, no silêncio e escondimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade. Aponta o exemplo de Jesus que não só “sacrificou a si mesmo na cruz” mas durante trinta anos, em Nazaré, não se envergonhou de usar as ferramentas do carpinteiro e de “ter as mãos calejadas e o rosto lavado de suor”.
Por este seu espírito empreendedor, Tadini ganha calúnias e incompreensões, também por parte da Igreja. Na realidade ele antecipa os tempos: intui que a Irmã, operária entre as operárias, indica uma compreensão mais positiva do mundo do trabalho, não mais visto como lugar contrário à Igreja, mas sim ambiente necessitado de fermento evangélico, um mundo a ser encontrado mais que contrastado.
Ele mesmo tem consciência de que a sua Obra nasceu antes do tempo, mas está firmemente convicto que não é obra dele mas de Deus: “Deus a quis, a orienta, a aperfeiçoa, a conduz a bom termo”. A morte o colhe quando o sonho de sua vida ainda não se completou, mas, como semente jogada na terra, no tempo certo produzirá frutos abundantes.
Os Paroquianos de Botticino intuem a santidade de seu pároco e logo aprendem a conhecer e a descobrir que, debaixo de sua discrição e austeridade, existe um coração de pai atento e sensível à vida do povo feita de sacrifícios e duro trabalho. Aos seus dotes naturais ele une grande capacidade de entrar na vida e no cotidiano das pessoas e em breve se fala dele come de um sacerdote santo, um homem extraordinário... Mais tarde se dirá dele: “É um de nós”!
Um de nós quando, cedo pela manhã, percorre as ruas da cidade e o seu passo ressoa como despertador a quem se prepara para iniciar um novo dia de trabalho. Todos sabem que aquele sacerdote, apaixonado por Deus e pela humanidade, levará na oração a vida e as fadigas do seu povo.
Um de nós quando recolhe as lágrimas das mães preocupadas com a precariedade do trabalho dos filhos; quando sonha, projeta e constrói a fiação para as jovens da cidade a fim de que possam redescobrir sua dignidade de mulheres.
Um de nós quando inventa a família das Irmãs Operárias, mulheres consagradas que, nos lugares de trabalho, sejam testemunhas de um Amor maior no simples cotidiano da vida.
Um de nós porque ainda nos sorri, nos acompanha no nosso dia a dia e com suas palavras nos convida a seguir seus passos: “A santidade que nos leva ao céu está em nossas mãos. Se queremos possuí-la, uma coisa apenas precisamos fazer: amar a Deus”.
Com a canonização o Papa Bento XVI o oferece como exemplo para os sacerdotes, o aponta como intercessor para as famílias, o entrega como protetor aos trabalhadores.
Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa
Santo do dia : S. Bernardino de Sena, presbítero, +1444, Santo Arcângelo Tadini, presbítero, fundador, +1912
S. Bernardino de Sena, presbítero, +1444
Franciscano e pregador popular, conseguia conversões prodigiosas de seus ouvintes. Obteve mais de 2000 vocações para a Ordem franciscana. Foi grande propagandista da devoção ao Santo Nome de Jesus e recusou três vezes a dignidade de bispo. Foi canonizado seis anos depois do seu falecimento.
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Santo Arcângelo Tadini
ARCANGELO TADINI, sacerdote do interior de Brescia (Itália) que viveu de 1846 a 1912, é figura cristalina e fascinante. Homem de iniciativa, sacerdote autêntico, soube entrelaçar ousadia e fé, amor pelos homens e amor a Deus, austeridade e ternura.
Nasce em Verolanuova (BS) a 12 de outubro de 1846. Terminados os estudos primários na cidade natal, frequenta o ginásio em Lovere (BG).
Em 1864 entra no Seminário Diocesano de Brescia e em 1870 é ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 é nomeado vigário paroquial em Lodrino (BS), pequeno vilarejo de montanha, e a partir de 1873 é capelão no Santuário de S. Maria della Noce, periferia de Brescia.
Em 1885 inicia seu serviço em Botticino Sera (BS) como vigário; dois anos depois é nomeado pároco, aí permanecendo até 1912, ano de sua morte. No dia da posse afirma com força do púlpito: “Estarei com vocês, viverei com vocês, morrerei com vocês”.
Os anos vividos em Botticino são os mais fecundos da vida do Tadini. Ele ama os seus paroquianos como filhos e a eles se doa sem medida. Organiza o coral, a banda musical, várias Confrarias, a Terceira Ordem Franciscana, as Filhas de S. Ângela Merici; reforma a igreja, oferece a cada categoria de pessoas a catequese mais apropriada, cuida da liturgia. Põe especial atenção na celebração dos Sacramentos. Prepara as homilias levando em consideração tanto a Palavra de Deus e da Igreja como a caminhada espiritual do seu povo. Quando fala do púlpito, todos ficam encantados pelo calor e a força que suas palavras transmitem.
Sua atenção pastoral dirige-se sobretudo às novas pobrezas: para os trabalhadores dá início à Associação Operária de Mútuo Socorro e constrói uma fiação (fábrica têxtil) para dar trabalho às jovens da cidade que mais sofrem com a insegurança e a exploração.
Em 1900 o Tadini funda a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré: mulheres consagradas, mas “operárias com as operárias” que educam as jovens trabalhadoras não subindo em cátedra, mas trabalhando lado a lado com elas; não proferindo grandes discursos, mas dando o exemplo de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Escândalo para aquela época na qual as fábricas eram tidas por lugares perigosos e desviantes.
Tadini oferece a suas Irmãs o exemplo de Jesus, Maria e José que na Casa de Nazaré, no silêncio e escondimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade. Aponta o exemplo de Jesus que não só “sacrificou a si mesmo na cruz” mas durante trinta anos, em Nazaré, não se envergonhou de usar as ferramentas do carpinteiro e de “ter as mãos calejadas e o rosto lavado de suor”.
Por este seu espírito empreendedor, Tadini ganha calúnias e incompreensões, também por parte da Igreja. Na realidade ele antecipa os tempos: intui que a Irmã, operária entre as operárias, indica uma compreensão mais positiva do mundo do trabalho, não mais visto como lugar contrário à Igreja, mas sim ambiente necessitado de fermento evangélico, um mundo a ser encontrado mais que contrastado.
Ele mesmo tem consciência de que a sua Obra nasceu antes do tempo, mas está firmemente convicto que não é obra dele mas de Deus: “Deus a quis, a orienta, a aperfeiçoa, a conduz a bom termo”. A morte o colhe quando o sonho de sua vida ainda não se completou, mas, como semente jogada na terra, no tempo certo produzirá frutos abundantes.
Os Paroquianos de Botticino intuem a santidade de seu pároco e logo aprendem a conhecer e a descobrir que, debaixo de sua discrição e austeridade, existe um coração de pai atento e sensível à vida do povo feita de sacrifícios e duro trabalho. Aos seus dotes naturais ele une grande capacidade de entrar na vida e no cotidiano das pessoas e em breve se fala dele come de um sacerdote santo, um homem extraordinário... Mais tarde se dirá dele: “É um de nós”!
Um de nós quando, cedo pela manhã, percorre as ruas da cidade e o seu passo ressoa como despertador a quem se prepara para iniciar um novo dia de trabalho. Todos sabem que aquele sacerdote, apaixonado por Deus e pela humanidade, levará na oração a vida e as fadigas do seu povo.
Um de nós quando recolhe as lágrimas das mães preocupadas com a precariedade do trabalho dos filhos; quando sonha, projeta e constrói a fiação para as jovens da cidade a fim de que possam redescobrir sua dignidade de mulheres.
Um de nós quando inventa a família das Irmãs Operárias, mulheres consagradas que, nos lugares de trabalho, sejam testemunhas de um Amor maior no simples cotidiano da vida.
Um de nós porque ainda nos sorri, nos acompanha no nosso dia a dia e com suas palavras nos convida a seguir seus passos: “A santidade que nos leva ao céu está em nossas mãos. Se queremos possuí-la, uma coisa apenas precisamos fazer: amar a Deus”.
Com a canonização o Papa Bento XVI o oferece como exemplo para os sacerdotes, o aponta como intercessor para as famílias, o entrega como protetor aos trabalhadores.
terça-feira, 19 de maio de 2015
A tua glória

«Manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a realizar»
«Dei-te a conhecer aos homens.» Estas palavras compreendem, no pensamento do Salvador, todos os que haviam de acreditar nele como membros dessa grande Igreja composta por todas as nações e da qual o salmista diz: «Dar-Te-ei graças na grande assembleia» (Sl 21,26). É verdadeiramente por essa glorificação que o Filho dá glória ao Pai, difundindo o conhecimento do seu nome entre as nações e nas inumeráveis gerações humanas. Portanto, quando Ele diz: «Dei-Te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, Me deste», está a referir-Se ao que precede imediatamente: «Manifestei a tua glória na Terra.»
«Dei-Te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, Me deste»: não lhes deu a conhecer o nome de Deus, mas o nome de Pai, que não podia ser manifestado sem a manifestação do Filho. Com efeito, não há nenhum povo que, mesmo antes de acreditar em Jesus Cristo, não tenha tido um certo conhecimento de Deus, como Deus de toda a criação. Porque o poder do Deus verdadeiro é tal, que não pode de forma alguma ser escondido a qualquer criatura racional que queira fazer uso do seu espírito. À excepção de um pequeno número de indivíduos, cujo carácter é verdadeiramente depravado, todo o género humano reconhece Deus como o autor deste mundo. [...] Mas o nome de Pai de Jesus Cristo, pelo qual Ele tira o pecado do mundo, não é conhecido, e é por isso que o Senhor O manifesta àqueles que seu Pai Lhe deu.
Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Tratados sobre S. João, nº 106
Evangelho segundo S. João 17,1-11a.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique
e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste.
É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo.
Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar.
E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo.
Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste e eles guardam a tua palavra.
Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti,
porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste.
É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus.
Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado.
Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti».
Livro de Salmos 68(67),10-11.20-21.
Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,
restaurastes a vossa herança enfraquecida.
A vossa grei estabeleceu-se numa terra
que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.
Bendito seja o Senhor, dia após dia.
Preocupa-se connosco Deus, nosso Salvador.
O nosso Deus é um Deus que salva,
da morte nos livra o Senhor.
Livro dos Actos dos Apóstolos 20,17-27.
Naqueles dias, estando Paulo em Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da Igreja.
Quando chegaram junto dele, disse-lhes: «Sabeis como me comportei sempre convosco, desde o primeiro dia em que pus os pés na Ásia.
Servi o Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio de provações que me vieram das ciladas dos judeus.
Em nada que vos pudesse ser útil me furtei a pregar-vos e a instruir-vos, publicamente e de casa em casa.
Exortei judeus e gregos a converterem-se a Deus e a acreditarem em Jesus, nosso Senhor.
Agora vou para Jerusalém, prisioneiro do Espírito, sem saber o que lá me espera.
Só sei que o Espírito Santo me avisa, de cidade em cidade, que me aguardam cadeias e tribulações.
Mas por título nenhum eu dou valor à vida, contanto que leve a bom termo a minha carreira e a missão que recebi do Senhor Jesus: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.
Agora, eu sei que não tornareis a ver o meu rosto, vós todos entre os quais passei anunciando o Reino.
Por isso posso garantir-vos, hoje, que não me sinto responsável pela perda de nenhum de vós,
pois não me furtei a anunciar-vos todo o desígnio de Deus a vosso respeito».
Santo do Dia
Terça-feira, dia 19 de Maio de 2015
Terça-feira da 7ª semana da Páscoa
Santo do dia : S. Celestino V, papa e eremita, +1296, Santo Ivo, presbítero, +1303, padroeiro dos advogados

S. Celestino V (Pedro Morrone)
Monge eremita italiano nascido nas proximidades de Morrone, Isernia, que se tornou papa (1294) em substituição ao seu antecessor Nicolau IV (1288-1292), na época inadequado para o cargo por seu excessivo espírito de retidão e humildade e aura de santidade. As lutas entre os Orsini e os Colonna, somadas às epidemias e outros males, afugentaram de Roma os cardeais eleitores. Nascido de uma família de modestos camponeses, viveu por muito tempo como eremita sobre o monte Morrone, daí o seu nome, perto de Sulmona, fundando uma congregação de monges que receberam o nome de celestinos. Afinal, após 27 meses sucessivos de vacância papal após a morte do papa Nicolau IV (1292), com os cristãos pressionados pelas profecias que ameaçavam com castigos divinos se a Igreja permanecesse sem Pastor por mais tempo, o próprio profeta, foi escolhido por unanimidade para papa. Asceta convicto, o velho monge eremita foi trazido de seu retiro, em procissão e sobre uma paramentada montaria, acompanhado pelo rei de Nápoles Carlos II de Anju e seu filho, e coroado em agosto com o nome de Celestino V. De caráter fraco e submisso e despreparado para o cargo, que aceitara sob o temor de contrariar a vontade de Deus, mudou-se para Nápoles, onde se deixou iludir pelo rei de Nápoles, que indicou a nomeação de 12 cardeais, sete franceses e cinco italianos, e comandou a distribuição de privilégios e cargos. Também, em prejuízo de outras ordens, concedeu inúmeros privilégios aos celestinos, a ponto da ordem ser abolida por seu sucessor. Assustado e consciente de não estar à altura da tarefa a ele confiada, depois de menos de quatro meses abdicou, pressionado especialmente pelo cardeal Benedetto Caetani, que foi eleito seu sucessor com o nome de Bonifácio VIII. Depôs em público consistório, nas mãos de seus eleitores, o elevado encargo e retirou-se humildemente. Seu sucessor, Bonifácio VIII, temendo que o santo e inocente monge, fosse utilizado pelos desordeiros, mandou com alguns de seus frades para o convento de Monte Fumone, o Castelo de Fumone, em Frosinone, onde morreu dois anos depois e foi sepultado em Aquila. Foi canonizado por Clemente V (1313) e é comemorado no dia 19 de maio.
_________________________________________

S. Ivo, presbítero
Nasceu em 1253, nas proximidades de Treguier, na Baixa Bretanha. Aos 14 anos, foi a Paris, onde tirou o curso de filosofia e teologia, direito civil e direito canónico. Ordenado sacerdote, por quatro anos foi juiz eclesiástico na diocese de Rennes. Era chamado o Advogado dos Pobres. Residiu no solar de Kermatin que herdou dos pais. Nele se encontravam um hospital e um recolhimento para velhos e um orfanato para crianças abandonadas. Um dia livrou uma pobre mulher da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final. Não houve, enquanto viveu, advogado de tanto renome e homem mais estimado na Bretanha. Vinham ter com ele os ignorantes, pobres e servos que os senhores oprimiam e que Ivo defendia. Santo Ivo granjeou a estima de todos pela integridade de vida e pela imparcialidade de seus juízos. É o padroeiro dos advogados.
Terça-feira da 7ª semana da Páscoa
Santo do dia : S. Celestino V, papa e eremita, +1296, Santo Ivo, presbítero, +1303, padroeiro dos advogados

S. Celestino V (Pedro Morrone)
Monge eremita italiano nascido nas proximidades de Morrone, Isernia, que se tornou papa (1294) em substituição ao seu antecessor Nicolau IV (1288-1292), na época inadequado para o cargo por seu excessivo espírito de retidão e humildade e aura de santidade. As lutas entre os Orsini e os Colonna, somadas às epidemias e outros males, afugentaram de Roma os cardeais eleitores. Nascido de uma família de modestos camponeses, viveu por muito tempo como eremita sobre o monte Morrone, daí o seu nome, perto de Sulmona, fundando uma congregação de monges que receberam o nome de celestinos. Afinal, após 27 meses sucessivos de vacância papal após a morte do papa Nicolau IV (1292), com os cristãos pressionados pelas profecias que ameaçavam com castigos divinos se a Igreja permanecesse sem Pastor por mais tempo, o próprio profeta, foi escolhido por unanimidade para papa. Asceta convicto, o velho monge eremita foi trazido de seu retiro, em procissão e sobre uma paramentada montaria, acompanhado pelo rei de Nápoles Carlos II de Anju e seu filho, e coroado em agosto com o nome de Celestino V. De caráter fraco e submisso e despreparado para o cargo, que aceitara sob o temor de contrariar a vontade de Deus, mudou-se para Nápoles, onde se deixou iludir pelo rei de Nápoles, que indicou a nomeação de 12 cardeais, sete franceses e cinco italianos, e comandou a distribuição de privilégios e cargos. Também, em prejuízo de outras ordens, concedeu inúmeros privilégios aos celestinos, a ponto da ordem ser abolida por seu sucessor. Assustado e consciente de não estar à altura da tarefa a ele confiada, depois de menos de quatro meses abdicou, pressionado especialmente pelo cardeal Benedetto Caetani, que foi eleito seu sucessor com o nome de Bonifácio VIII. Depôs em público consistório, nas mãos de seus eleitores, o elevado encargo e retirou-se humildemente. Seu sucessor, Bonifácio VIII, temendo que o santo e inocente monge, fosse utilizado pelos desordeiros, mandou com alguns de seus frades para o convento de Monte Fumone, o Castelo de Fumone, em Frosinone, onde morreu dois anos depois e foi sepultado em Aquila. Foi canonizado por Clemente V (1313) e é comemorado no dia 19 de maio.
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S. Ivo, presbítero
Nasceu em 1253, nas proximidades de Treguier, na Baixa Bretanha. Aos 14 anos, foi a Paris, onde tirou o curso de filosofia e teologia, direito civil e direito canónico. Ordenado sacerdote, por quatro anos foi juiz eclesiástico na diocese de Rennes. Era chamado o Advogado dos Pobres. Residiu no solar de Kermatin que herdou dos pais. Nele se encontravam um hospital e um recolhimento para velhos e um orfanato para crianças abandonadas. Um dia livrou uma pobre mulher da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final. Não houve, enquanto viveu, advogado de tanto renome e homem mais estimado na Bretanha. Vinham ter com ele os ignorantes, pobres e servos que os senhores oprimiam e que Ivo defendia. Santo Ivo granjeou a estima de todos pela integridade de vida e pela imparcialidade de seus juízos. É o padroeiro dos advogados.
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