terça-feira, 3 de março de 2015

Santo do dia II

Terça-feira, dia 03 de Março de 2015
Santos Marino e Astério, mártires, +260


São Marino e Santo Astério, mártires

São Marino era oficial do exército imperial em Cesaréia da Palestina. Devido à sua bravura, fora nomeado centurião romano, cargo bastante almejado. Enquanto se aguardava a cerimónia da entrega da vara da videira, símbolo da sua promoção, um dos pretendentes ao cargo acusou-o de ser cristão. O facto ocorreu por volta do ano 260, quando a Igreja de Cristo era bastante perseguida.

São Marino teve o apoio do bispo Teotecno, que o incentivou a perseverar na fé, embora isso lhe custasse a vida. O bispo, diante do altar, apresentou-lhe uma espada e a Bíblia pedindo-lhe que escolhesse. São Marino, com segurança, escolheu a Bíblia e, diante das autoridades, afirmou ser cristão.

Estava presente na execução outro cristão, o senador Astério, que o incentivou a permanecer firme em sua decisão. Logo após o martírio, Astério tomou o seu corpo a fim de lhe dar uma sepultura digna, embora soubesse que esse gesto também lhe custaria a vida, como de facto aconteceu. Dessa maneira, São Marino divide com Astério a honra do martírio por ser seguidor de Cristo.

segunda-feira, 2 de março de 2015

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso»

Comentário do dia:


Cristo tem duas naturezas numa só pessoa: uma, segundo a qual é desde sempre; e outra, segundo a qual começou a ser no tempo. De acordo com o seu ser eterno, Ele conhece todas as coisas desde sempre; mas, enquanto nascido no tempo, aprendeu muitas coisas. Foi por isso que, quando começou a ser no tempo, feito carne, começou a conhecer as misérias da carne, e a conhecê-las segundo o tipo de conhecimento que vem da fraqueza da carne.


Teria sido mais favorável e mais sensato os nossos primeiros pais não terem adquirido este conhecimento, porque para o adquirirem tiveram de passar pela loucura e pelo infortúnio. Mas Deus, seu Criador, vindo em busca do que estava perdido, teve piedade da sua obra e veio ao seu encontro: misericordiosamente, desceu Ele próprio até onde eles estavam miseravelmente caídos. Quis experimentar na sua própria pessoa o que eles sofriam por terem agido contra Ele; não o fez, naturalmente, movido pela curiosidade, como eles, mas por uma caridade admirável; não o fez para permanecer com eles na miséria, mas para Se tornar misericordioso e os livrar da sua miséria.


Portanto, Cristo tornou-Se misericordioso, não com a misericórdia que já tinha, na sua felicidade eterna, mas com aquela que encontrou nas nossas vestes de carne, experimentando Ele próprio a miséria.

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Os graus da humildade e do orgulho, §12


Evangelho segundo S. Lucas 6,36-38.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».




Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Livro de Salmos 79(78),8.9.11.13.



Não recordeis, Senhor, contra nós
as culpas dos nossos pais.
Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia,
porque somos tão miseráveis.

Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador,
para glória do vosso nome.
Salvai-nos e perdoai os nossos pecados,
para glória do vosso nome.

Chegue à vossa presença, Senhor,
o gemido dos cativos;
pela omnipotência do vosso braço,
libertai os condenados à morte.

E nós, vosso povo, ovelhas do vosso rebanho,
louvar-Vos-emos para sempre
e de geração em geração
cantaremos a vossa glória.


Santo do dia I

Segunda-feira, dia 02 de Março de 2015
S. Simplício, papa, +483




S. Simplício, papa

Foi Papa de 468 a 483 e assistiu, durante seu pontificado, à queda do Império Romano do Ocidente, acontecimento que abalou o mundo e afetou grandemente as condições de vida da Igreja. Soube conduzir com firmeza a Barca de Pedro em meio aos mares revoltosos, combatendo também com vigor o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica.

Santo do dia II

Segunda-feira, dia 02 de Março de 2015
Santa Inês de Praga, religiosa, +1282




Santa Inês de Praga (ou da Boémia)

Santa Inês de Praga, nasceu em 1208. Pertencia à família real, pois Otocaro I, seu pai, era rei da Boémia. Educada por monges, recusou-se a casar com Frederico II, imperador da Alemanha, contando para isso com o apoio do papa Gregório IX. Foi uma mulher activa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital, onde se estabeleceu em pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações.

Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas, para quem fundou dois mosteiros. Santa Clara, a quem devotava grande amizade, chamava-a de "metade de minha alma". Ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa. Morreu no dia 2 de Março de 1282 em Praga, onde nasceu.

Livro de Daniel 9,4b-10.


Senhor, Deus grande e terrível, que sois fiel à aliança e à misericórdia para com os que Vos amam e observam os vossos mandamentos!
Nós pecámos, cometemos injustiças e iniquidades, fomos rebeldes, afastando-nos dos vossos mandamentos e preceitos.
Não escutámos os profetas, vossos servos, que em vosso nome falavam aos nossos reis, aos nossos chefes e antepassados e a todo o povo da nação.
Em Vós, Senhor, está a justiça; em nós recai a vergonha que sentimos no rosto, como sucede neste dia aos homens de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo o Israel, aos que estão perto e aos que estão longe, em todos os países para onde os dispersastes por causa das infidelidades que contra Vós cometeram.
Sobre nós, Senhor, recai a vergonha que sentimos no rosto, sobre os nossos reis, chefes e antepassados, porque pecámos contra Vós.
No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltámos contra Ele
e não escutámos a voz do Senhor, nosso Deus, seguindo as leis que nos dava por meio dos profetas, seu servos.