sábado, 3 de janeiro de 2015

Santo do Dia

Sabado, dia 03 de Janeiro de 2015

Santa Genoveva, virgem, +512




Santa Genoveva
Consagrou-se a Deus como virgem aos 14 anos. Quando os hunos ameaçavam invadir Paris, Genoveva saiu às ruas exortando os parisienses à penitência; inesperadamente e sem razão natural aparente, Átila afastou-se da cidade com seus bárbaros, o que levou o povo a atribuir à Santa a preservação da cidade.


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Somos filhos de Deus

1ª Carta de S. João 2,29.3,1-6.
Caríssimos: Se sabeis que Deus é justo, compreendereis também que todo aquele que pratica a justiça nasceu d'Ele.
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se vê o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Jesus Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é.
Todo aquele que tem n'Ele esta esperança torna-se puro como Ele é puro.
Quem comete o pecado transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.
Mas vós sabeis que Jesus Se manifestou para tirar os pecados e n'Ele não existe pecado.
Quem permanece n'Ele não peca; quem peca não O vê nem O conhece.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Comentário do Dia



Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma (?-c. 235), presbítero, mártir
Homilia do séc. IV para a Epifania, a Santa Teofania; PG 10, 852

«Eu não sou o Messias»

Honremos com reverência a compaixão de um Deus que não veio julgar o mundo, mas salvá-lo. João, o precursor do Mestre, que até então havia ignorado este mistério, quando soube que Jesus era verdadeiramente o Senhor, gritou aos que vinham pedir o baptismo: «”Raça de víboras” (Mt 3,6), porque me olhais com tanta insistência? Eu não sou o Cristo. Sou um servo, não sou o Senhor. Sou um súbdito, não sou o rei. Sou uma ovelha, não sou o pastor. Sou um homem, não sou Deus. Curei a esterilidade de minha mãe ao vir ao mundo, não tornei fecunda a sua virgindade; fui tirado da terra, não desci das alturas. Prendi a língua de meu pai (Lc 1,20), não manifestei a graça divina. […] Sou vil e pequeno, mas “depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim”» (Jo 1,30).


«Ele vem depois de mim no tempo, mas já habitava na luz inacessível e inexprimível da divindade. “Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de Lhe descalçar as sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo” (Mt 3,11). Eu sou um subordinado; Ele é livre. Eu estou sujeito ao pecado, Ele destrói o pecado. Eu ensino a Lei, Ele carrega a luz da graça. Eu prego na condição de escravo, Ele legifera na condição de mestre. Eu tenho por leito o chão, Ele, os céus. Eu dou um baptismo de arrependimento, Ele dá a graça da adopção. “Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo.” Porque me honrais? Eu não sou o Cristo.»



João Baptista

Evangelho segundo S. João 1,19-28.
Foi este o testemunho de João Baptista, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: "Quem és tu?"
Ele confessou e não negou: "Eu não sou o Messias".
Eles perguntaram-lhe: "Então, quem és tu? És Elias?" "Não sou", respondeu ele. "És o Profeta?" Ele respondeu: "Não".
Disseram-lhe então: "Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?"
Ele declarou: "Eu sou a voz que clama no deserto: 'Endireitai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías".
Entre os enviados havia fariseus
que lhe perguntaram: "Então porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?"
João respondeu-lhes: "Eu batizo na água; mas no meio de vós está Alguém que não conheceis:
Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias".
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

O Senhor deu a conhecer a salvação

Livro de Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.
Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço Lhe deram a vitória.
O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.


A vida eterna

1ª Carta de S. João 2,22-28.
Caríssimos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é que é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.
Quem nega o Filho também não reconhece o Pai. Quem confessa o Filho reconhece também o Pai.
Portanto, permaneça em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio. Se permanecer em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai.
E a promessa que o Filho nos fez é a vida eterna.
Era isto o que eu tinha a escrever-vos acerca dos que tentam enganar-vos.
Para vós, porém, a unção que recebestes de Cristo permanece em vós e não precisais que alguém vos ensine. Uma vez que a unção de Cristo vos instrui sobre todas as coisas e é verdadeira e não mente, permanecei n'Ele, conforme ela vos ensinou.
E agora, meus filhos, permanecei em Cristo, para que possamos ter plena confiança quando Ele Se manifestar e não sejamos confundidos por Ele na sua vinda.

Santo do Dia I

Sexta-feira, dia 02 de Janeiro de 2015

S. Gregório Nazianzeno, b., Doutor da Igreja, +390

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São Gregório de Nazianzo
Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de acção e de contemplação; filósofo e poeta; incerto entre a vida activa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação. Desde pequeno, consagrou-se Gregório à castidade, que lhe aparecera em sonhos como uma menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: Cesareia, na Palestina; Alexandria, no Egipto; e Atenas, na Grécia.

Em Atenas, cimentou a sua amizade com Basílio (Santo cuja festa é celebrada neste mesmo dia) e voltando os dois à Capadócia, decidiram retirar-se para a solidão e meditação. Aliás, foi esta vocação para a vida solitária que viria a ser a fiel companheira dos altos e baixos de S. Gregório. Tempos depois, ao regressar a Nazianzo é ordenado sacerdote.

A sua actividade mais célebre encontra-se ligada a Constantinopla, onde bastava entrar numa padaria para ouvir falar do problema da Santíssima Trindade (segundo S. Gregório), ou seja, tratava-se de um tempo de polémicas religiosas em que questões de fé era rebaixadas ao nível do sacrilégio e da blasfémia. Como dizia S. Gregório, quem trata do dogma, deve estar à altura do dogma. E foi assim, estando à altura da sua missão de pregação que, além de sábio, convicente, não o era somente porque conhecia a doutrina cristã, mas também porque a vivia de forma exemplar.

No entanto, por uma série de oposições maldosas, Gregório não chegou a ser Bispo de Constantinopla, como desejava o povo e despedindo-se humildemente, teve que voltar à sua terra natal: Nazianzo. Aí, em silêncio, continuou o seu falar com os homens e com Deus, escrevendo 240 cartas, muito importantes pelo seu conteúdo teológico ou moral e belas pela sua forma literária. Antes de partir para o Paraíso, em 390, compôs centenas de poesias em elegantes versos gregos que lhe mereceram um lugar de destaque na história da poesia, além da gloriosa fama de Santo.




Santo