O blog é aberto a todas as pessoas interessadas em colaborarem no sentido da divulgação da Palavra de Deus, de forma não sectária e com respeito a todas as religiões, conforme as leis vigentes no país.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Santo do Dia
Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires, +303
Testemunho de uma cristandade, de que pouco se conhece, o culto dos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, surge envolto em nebulosa, que apenas permite com rigor atentar na perenidade de uma memória cultivada em Lisboa, muito embora se estenda por outras zonas, como Coimbra, Braga e Porto. Na Diocese do Porto, têm S. Veríssimo como padroeiro as paróquias de Paranhos, Valbom, Nevolgilde, Lagares (Felgueiras) e São Veríssimo, de Amarante.
Uma das referências mais antigas referentes aos mártires de Lisboa surge no Martyrologium de Usuardo que, em 858, percorre diversas cidades hispânicas em busca de relíquias. Os testemunhos litúrgicos multiplicam-se ao longo dos séculos X e XI, sendo convergentes, ao consignarem o dia 1 de Outubro para memória dos três irmãos. O Padre Miguel de Oliveira sustenta a opinião de que "os santos mártires de Lisboa já estavam inscritos nos calendários uns 200 anos depois do seu martírio". Devoção guardada no seio da comunidade moçárabe, o seu eco chega a Osberno, que, na relação da conquista de Lisboa, nos dá conta das ruínas do santuário que lhes estava devotado.
O percurso da vida destes mártires, impossível de averiguar com rigor, aparece descrito num códice quatrocentista da Biblioteca Pública de Évora, (cód. CV/1-23d). Segundo a "Legenda", os irmãos lisboneses, Veríssimo, Máxima e Júlia, durante a perseguição de Dioclesiano (imperador romano de 284 a 305 d. C.), apresentaram-se espontaneamente ao executor dos éditos imperiais, confessando a fé cristã. Tentou ele dissuadi-los, com promessas e ameaças e, como nada conseguisse, mandou-os prender. Vitoriosos da prova do cárcere, aplicou-lhes o juiz vários tormentos: açoites, ecúleo, unhas de ferro, lâminas em brasa. Como ainda resistissem, mandou arrastá-los pelas ruas da cidade e, por fim, degolar. Assim alcançaram a palma do martírio a 1 de Outubro de 303 ou 304.
Não contente com o que lhes fizera em vida, perseguiu-os o juiz depois de mortos, ordenando que os cadáveres ficassem insepultos, para servirem de pasto aos cães e às aves. Como as feras os respeitassem, mandou então que os lançassem ao mar com pesadas pedras. Ainda os barqueiros não tinham regressado à praia e já os santos despojos lá se encontravam. Recolheram-nos piedosamente os cristãos e sepultaram-nos no lugar onde depois se erigiu uma Igreja que ainda por memória se chama "dos santos" (paroquial de Santo-o Velho, em Lisboa).
Em 1529, a comendadeira D. Ana de Mendonça, mandou colocar as relíquias em cofre de prata, ao lado direito do altar mor, com o epitáfio seguinte: "Sepultura dos santos martyres S. Verissimo, Santa Maxima & Iulia, filhos de hum senador de Roma, vindos a esta cidade a receber martyrio, por reuelação do Anjo. Iazem nesta sepultura os seos santos corpos, os quaes há 1350 annos que padecerão & forão trasladados a esta casa onde jazem".
Quanto à naturalidade, nada se costuma afirmar com certeza. Só em época muito recente os hagiólogos os fizeram filhos de um senador romano e os imaginaram em Roma, em colóquio com um anjo que os mandou a Lisboa para confessarem a fé. Esta lenda reflectiu-se na iconografia: os três mártires são apresentados em traje e hábito de romeiros, com bordões compridos nas mãos, como pode ver-se num belo conjunto de três imagens, do séc. XVII, expostas ao culto na Igreja do extinto Mosteiro de Santos-o-Novo, em Lisboa, que guarda parte das relíquias dos mártires.
Hino - O dia não sei
1 O dia não sei do regresso do Esposo,
Porém os sinais vêm encher-me de gozo,
Pois presto virá esse evento glorioso,
Mas o dia não sei.
CORO:
Cristo vem; vigiemos, oremos;
Ele vem; Aleluia! Aleluia!
Sobre nuvens virá,
Com os anjos da glória,
Mas o dia não sei.
2 Os crentes verão, pela Santa Escritura,
Que não tardará nossa eterna ventura.
Olhemos, então, para a glória futura,
Mas o dia não sei.
3 Orar, vigiar, eis a necessidade;
Bem firmes os pés na bendita verdade.
Descanso haverá na celeste cidade,
Mas o dia não sei.
Link http://www.youtube.com/watch?v=U-1LDZHbrWU&feature=related
Porém os sinais vêm encher-me de gozo,
Pois presto virá esse evento glorioso,
Mas o dia não sei.
CORO:
Cristo vem; vigiemos, oremos;
Ele vem; Aleluia! Aleluia!
Sobre nuvens virá,
Com os anjos da glória,
Mas o dia não sei.
2 Os crentes verão, pela Santa Escritura,
Que não tardará nossa eterna ventura.
Olhemos, então, para a glória futura,
Mas o dia não sei.
3 Orar, vigiar, eis a necessidade;
Bem firmes os pés na bendita verdade.
Descanso haverá na celeste cidade,
Mas o dia não sei.
Link http://www.youtube.com/watch?v=U-1LDZHbrWU&feature=related
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Comentário do dia
«Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos»
Recorda-Te das divinas ternuras
Com que cumulavas os mais pequenos.
Também eu quero receber as tuas carícias
Ah! Dá-me os teus beijos arrebatadores.
Para fruir no céu a tua doce presença,
Quero praticar as virtudes da infância.
Pois não disseste tantas vezes:
«O céu é das crianças»?
Recorda-Te. […]
«Vinde a Mim, pobres almas sobrecarregadas,
E os vossos fardos se tornarão ligeiros.
E, ficando para sempre saciadas,
Do vosso seio jorrarão fontes de água» (Mt 11,28; Jo 4,15).
Tenho sede, ó meu Jesus, e desejo essa água
Digna-Te inundar-me a alma com as suas torrentes divinas.
Para fazer a minha morada
No oceano do amor,
Venho a Ti.
Recorda-Te que, filha de luz,
Me esqueço tantas vezes de servir o meu Rei.
Oh! Tem piedade da minha imensa miséria
No teu amor, Jesus, perdoa-me,
Digna-Te tornar-me capaz das coisas do céu,
Mostra-me os segredos ocultos no evangelho.
Ah! Pois esse livro de ouro
É o meu maior tesouro.
Recorda-Te. […]
Recorda-Te da festa dos anjos,
Recorda-Te da harmonia dos céus,
E da alegria das sublimes falanges
Quando um pecador ergue os olhos para Ti (Lc 15,10).
Ah! Quero tornar maior esta grande alegria,
Jesus, quero rezar sem cessar pelos pecadores.
Pois vim para o Carmelo
Para povoar o teu céu.
Recorda-Te.
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Poesia «Jesus, meu amado, recorda-Te!»; str. 9, 11-12, 16
Hino - Quando ao fim da jornada eu chegar
1 Haverá luz dos céus, das moradas de Deus,
Quando ao fim da jornada eu chegar;
E delícias sem par vou pra sempre gozar
Quando ao fim da jornada eu chegar.
Quando o dia findar deste meu labutar
Com os salvos nos céus hei de entrar;
De Jesus eu terei bênçãos mil, eu bem sei,
Quando ao fim da jornada eu chegar.
2 Minhas lutas então desaparecerão,
Quanto ao fim da jornada eu chegar;
E o meu padecer Deus fará esquecer
Quando ao fim da jornada eu chegar.
3 Um portal se abrirá, Cristo me saudará
Quanto ao fim da jornada eu chegar;
Recompensas irei receber do meu Rei
Quando ao fim da jornada eu chegar.
Link http://www.youtube.com/watch?v=0s3bQeuU5Qg
«Quem é o maior no Reino do Céu?»
Evangelho segundo S. Mateus 18,1-5.10.
Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?»
Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles
e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.
Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu.
Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.»
«Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?»
Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles
e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.
Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu.
Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.»
«Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Não temerás o terror da noite
Livro de Salmos 91(90),1-2.3-4.5-6.10-11.
Aquele que habita sob a proteção do Altíssimo
e mora à sombra do Onipotente
pode exclamar: «Senhor, Tu és o meu refúgio, a minha cidadela,
o meu Deus, em quem confio!»
Ele há de livrar-te da armadilha do caçador
e do flagelo maligno.
Ele te cobrirá com as suas penas;
debaixo das suas asas encontrarás refúgio;
a sua fidelidade é escudo e couraça.
Não temerás o terror da noite,
nem da seta que voa de dia,
nem da peste que alastra nas trevas,
nem do flagelo que mata em pleno dia.
Nenhum mal lhe acontecerá
nem a desgraça se aproximará da sua tenda,
porque Ele mandará os seus anjos
que o guardem em todos os seus caminhos.
Eu serei inimigo dos teus inimigos
Livro de Êxodo 23,20-23.
Eis que diz o Senhor: « Vou enviar um anjo diante de ti, para te guardar no caminho e para te fazer entrar no lugar que Eu preparei.
Mantém-te atento na sua presença e escuta a sua voz. Não lhe causes amargura, porque ele não suportará a vossa transgressão, porque está nele a minha autoridade.
Mas se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu falar, Eu serei inimigo dos teus inimigos e serei adversário dos teus adversários,
pois o meu anjo caminhará diante de ti e te fará entrar na terra do amorreu, do hitita, do perizeu, do cananeu, do heveu e do jebuseu, e Eu exterminá-lo-ei.
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