segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A travessia confiante do rio das dificuldades

Quantos desafios temos diante de nossas vidas. Às vezes paramos e achamos que será impossível ultrapassá-los. A nossa fé e esperança parecem pequenas, pois as dificuldades surgem cada vez mais. O que fazer? Jogar a toalha, reconhecer a nossa pequenez e insignificância. Aceitarmos nossa derrota e com ela a vitória do inimigo?

Nada disso amigos. Por maior que sejam as nossas dificuldades é preciso, mais do que nunca, acreditarmos no Poder do nosso Deus e Criador. A confiança N'Ele é que nos faz enfrentar desafios e enfrentar de cabeça erguida com fé e esperança as agruras da vida.

Mas, só adquirimos fé e esperança quando clamamos ao nosso Deus por elas. Só pelo poder do Espírito Santo, em nossas vidas, é que reunimos as forças necessárias para vencer os desafios. Jesus disse que com a presença d'Ele o nosso fardo será leve. Por isso, temos que colocar o Mestre presente diariamente em nossas vidas. Procurar seguir os seus ensinamentos. Mergulharmos em suas Palavras, procurando entender cada vez mais o significado de suas Parábolas e demais ensinamentos.

Quando temos Deus ao nosso lado, a travessia do rio de nossa existência torna-se mais fácil. É preciso, por isso, fazermos a travessia confiante do rio com a proteção de Deus.

A travessia do rio Jordão

13 Assim que a planta dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor de toda a terra, pousarem nas águas do Jordão, serão elas cortadas, as águas que vêm de cima pararão, e se amontoarão.
      14 Partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca da aliança diante do povo.
      15 Quando os que levavam a arca chegaram ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se molharam na beira das águas (ora o Jordão transbordava todas as suas ribanceiras durante todos os dias da sega).
     16 pararam-se as águas que vinham de cima, levantaram-se um montão, muito longe da cidade de Adã, que fica do lado de Zaretã, e as águas que desciam ao mar da Arabá, que é o mar Salgado, foram de todo cortadas. Então passou o povo bem em frente de Jericó.
      17 Os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes em seco no meio do Jordão, enquanto todo o Israel passou em seco, até que toda a nação acabou de atravessar o Jordão.
       (Bíblia Sagrada - Josué)

De onde vem as doenças?

O primeiro sermão que ouvi pregado sobre a cura divina foi:"Donde veio a enfermidade?" Nunca, realmente, havia entrado na minha mente a pergunta donde veio a enfermidade. Foi o rev. William Branham, que pregou esse sermão,em novembro de 1947. Fui à casa e relatei tudo ao meu marido. Nunca vos posso dizer o que esta mensagem fez para nós e como influenciou as nossas vidas.
 Nessa mensagem, o evangelista nos mostrou claramente, pela Palavra de Deus, que Satanás é o autor das enfermidades, doenças, dores, e que Deus é autor da vida e da saúde. Até então, nunca ouvira dizer que Satanás era a causa das minhas enfermidades, mas pensava, como se ensinava, que Deus as colocava sobre mim com um propósito misterioso. Ao saber que a enfermidade vem do diabo, resolvi imediatamente resistir à enfermidade mesmo como resistiria ao diabo. Eu odiava a enfermidade e doença mesmo como odiava a Satanás e seu poder e, certamente, não queria mais suas obras no meu corpo. O rev. Branham prosseguiu mostrando nossa autoridade sobre o diabo e sobre suas obras no Nome de Jesus Cristo. Ao se encerrar a mensagem senti-me como uma vencedora. Minha vida foi transformada.
 "Certo líder espiritual e famoso disse certa vez: "Nunca houve nação que gozasse de grande avivamento antes de a igreja aprender a discernir demônios e os expelir."
* Este capitulo, escrito pela sra. T. L. Osborn, serve de introdução para os capítulos 26,27, 28 e 29.
É por isso que tenho prevalecido sobre meu marido para escrever as seguintes mensagens, para que tu, prezado leitor, possas ter conhecimento claro da obra de espíritos imundos hoje em dia e os expulsar no maravilhoso Nome de Jesus. Ora, lê com o coração aberto, confrontando tudo no sermão com as Escrituras. E, quando descobrires os fatos verdadeiros, entesoura-os no coração e começa a concretizá-los. O rev. F. F. Bosworth diz: "Todo o crente se pode tornar dominador de demônios, de um dia para outro, recebendo uma compreensão clara sobre a obra dos demônios, e sua derrota no Calvário."Que Deus abençoe teu coração e tua vida."


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Tu és o o meu auxílio e o meu libertador

Há horas que parece estarmos em um beco sem saída. Diante de nosso fracasso, momentâneo, é claro, pois a esperança nunca nos falta e de nosso sofrimento, que bem sabemos irá passar, sentimos em nossa volta a presença de muitos comemorando. São pessoas que torcem pela nossa derrota, pois por algum motivo não aceitam nossa maneira de ser. Elas querem mostrar aos demais a inutilidade de nossa nova forma de vida. Quando aceitamos o Senhor Jesus, certamente, que criamos muitas inimizades. Antigos amigos alegam que estamos diferentes e não aceitam nossa nova forma de vida. Muitos, inclusive, se afastam da nossa companhia.

Sabemos que não é o fato de estarmos com Jesus que fará nossa vida, da noite para o dia, ser transformada em um mar de rosas. Pelo contrário, passaremos, muitas vezes, por atribulações ainda maiores das anteriores. Isso é uma forma de fazer crer a nós mesmos da certeza de nossa escolha e que ela não é feita apenas com o intuito de termos algum tipo de vantagem em nossas vidas, como adquirir uma casa, um automóvel, um novo emprego e tantos bens materiais que são a meta de vida de muitas pessoas.

É claro que, lutamos e oramos para nosso Deus não nos deixar em situação aflitiva e de miséria, mas temos de compreender que quando passamos por ela devemos fazer de tudo um aprendizado e forma de nos fortalecermos, continuando acreditando que nosso Deus estará no comando de tudo. Fazer de Deus no nosso auxílio e acreditar N'Ele como o nosso libertador deve estar sempre em nossos pensamentos.
 Salmo 70
70Apressa-te Ó Deus, em me livrar, Senhor, apressa-te em ajudar-me
2 Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; tornem atrás e confundam-se os que me desejam mal
3 Retrocedam cobertos de vergonha os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
4 Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.
5 Eu, porém, estou aflito e necessitado, apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxílio e o meu libertador, ó Senhor, não te detenhas.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Deus é o consolo para nossas aflições

Têm dias em que acordamos em situação desesperadora. Nosso sono foi pesado, entremeado por pesadelos. Nos levantamos durante à noite e nossos pensamentos estão voltados sempre para o pior. Vivemos diante de uma situação financeira difícil, com dívidas se acumulando e sem que nosso orçamento possa ser suficiente para saná-las. Ou então, somos tomados por um quadro de doenças que parecem se agravar e os remédios tomados não surtem efeitos.

É nessas horas, na qual, muitas vezes, os parentes, filhos e amigos parecem estar afastados de nós, que precisamos elevar nossas orações a procura de nosso Deus. Diante de uma situação desesperadora, somente Ele é capaz de dar respostas e saída para as nossas aflições.

Eles partiram e pregavam o arrependimento

Evangelho segundo S. Marcos 6,7-13.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos.
Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto;
que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas.
E disse-lhes também: «Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.»
Eles partiram e pregavam o arrependimento,
expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org


«Deu-lhes poder sobre os espíritos malignos»
Vivemos um momento de crise que toca vários sectores da existência humana, não só o da economia, das finanças, da segurança alimentar, do ambiente, mas também o do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam. Também as relações humanas são marcadas pelas tensões e conflitos que provocam insegurança e dificuldade para encontrar o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem envolvidos por nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar com coragem a cada realidade o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio da força do amor de Deus, que é capaz de vencer as trevas do mal e de nos conduzir para o caminho da bem. O homem do nosso tempo tem necessidade de uma luz segura que ilumine o seu caminho, e que só o encontro com Cristo pode dar. Levemos a este mundo, com o nosso testemunho, com amor, a esperança dada pela fé!
O caráter missionário da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito uma vez mais – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma Organização Não Governamental (ONG); é uma comunidade de pessoas que, animadas pela acção do Espírito Santo, viveram e vivem o espanto do encontro com Jesus Cristo, desejando partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem da salvação que o Senhor nos trouxe. É o próprio Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho. Queria a todos encorajar a tornarem-se anunciadores da Boa Notícia de Cristo.
Papa Francisco - Mensagem para o Dia mundial das missões 2013 (trad. © coyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

Livro de 1º Reis 2,1-4.10-12.
Ao aproximar-se o o dia da sua morte, David ordenou ao seu filho Salomão as suas (últimas) instruções :
Eu me vou, disse ele, pelo caminho que segue toda a terra. Sê corajoso: porta-te como homem.
Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus; anda em seus caminhos, observa suas leis, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, tais como estão escritos na lei de Moisés. Desse modo serás bem-sucedido em tudo o que fizeres e em tudo o que empreenderes,
e o Senhor cumprirá a promessa que me fez, isto é, que eu terei sempre um de meus descendentes no trono de Israel, se meus filhos guardarem seus caminhos e andarem diante dele com fidelidade, de todo o seu coração e de toda a sua alma.
Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi.
Reinou quarenta anos sobre Israel: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém.
Salomão sentou-se no trono de Davi, seu pai, e seu reino foi solidamente estabelecido.

Livro de 1º Crônicas 29,10.11ab.11d-12a.12bcd.

Sê bendito para todo o sempre,
Senhor, Deus do nosso pai Israel!
A ti, Senhor, a grandeza, o poder,

a honra, a majestade e a glória,
pois estás soberanamente elevado acima de todos os seres.
É de ti que vêm a riqueza e a glória,

és Tu o Senhor de todas as coisas,
na tua mão residem a força e o poder.
Ela tem o poder de dar grandeza e solidez a todas as coisas.

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EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

«Ai de mim, se não pregar o Evangelho»


«Vai para junto dos teus e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti»
Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (Jo 20,21) dizendo: «Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei. Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos» (Mt 28,19-20). A Igreja recebeu dos Apóstolos o mandato solene de Cristo de anunciar a verdade da salvação e de a levar até aos confins da terra (Act 1,8). Faz, portanto, suas as palavras do Apóstolo: «Ai de mim, se não pregar o Evangelho» (1Cor 9,16), e por isso continua a mandar incessantemente os seus arautos, até que as novas igrejas se formem plenamente e prossigam, por sua vez, a obra da evangelização.
Pois é impelida pelo Espírito Santo a cooperar para que o desígnio de Deus, que fez de Cristo o princípio de salvação para todo o mundo, se realize totalmente. Pregando o Evangelho, a Igreja atrai os ouvintes a crer e confessar a fé, dispõe para o Batismo, liberta da escravidão do erro e incorpora-os a Cristo, a fim de que nele cresçam pela caridade, até à plenitude. E a sua ação faz com que tudo quanto de bom encontra no coração e no espírito dos homens ou nos ritos e na cultura próprios de cada povo, não só não pereça mas antes seja sanado, elevado e aperfeiçoado, para glória de Deus, confusão do demônio e felicidade do homem.
A todo o discípulo de Cristo incumbe o encargo de difundir a fé, segundo a própria medida. Mas se todos podem batizar os que acreditam, contudo, é próprio do sacerdote aperfeiçoar, com o sacrifício eucarístico, a edificação do corpo, cumprindo assim a palavra de Deus, anunciada pelo profeta: «do Oriente até ao Ocidente grande é o meu nome entre as gentes, e em todos os lugares é sacrificada e oferecida ao meu nome uma oblação pura» (Mal 1,11). É assim que a Igreja simultaneamente ora e trabalha para que toda a humanidade se transforme em Povo de Deus, corpo do Senhor e templo do Espírito Santo.
Concílio Vaticano II - Constituição dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», § 17


Livro de 2º Samuel 15,13-14.30.16,5-13a.
Naqueles dias, foram dizer a David: «O coração dos israelitas inclinou-se para Absalão!» 
David disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: «Fujamos depressa porque, de outro modo, não podemos escapar a Absalão! Apressemo-nos a sair, não suceda que ele se apresse, nos surpreenda e se lance sobre nós, passando a cidade ao fio da espada.»
David, chorando, subia o monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também, chorando, com a cabeça coberta.
Chegou, pois, o rei a Baurim, e saía de lá um homem da parentela de Saul, chamado Chimei, filho de Guera, que, enquanto caminhava, ia proferindo maldições.
Lançava pedras contra David e contra os servos do rei, apesar de todo o povo e todos os guerreiros seguirem o rei, agrupados à direita e à esquerda.
E Chimei amaldiçoava-o, dizendo: «Vai, vai embora, homem sanguinário e criminoso.
O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o reino a teu filho Absalão. Vês-te, agora, oprimido de males, por teres sido um homem sanguinário.»
Então, Abisai, filho de Seruia, disse ao rei: «Porque há-de continuar este cão morto a insultar o rei, meu senhor? Deixa-me passar, para lhe cortar a cabeça.»
Mas o rei respondeu-lhe: «Que te importa, filho de Seruia? Deixa-o amaldiçoar-me. Se o Senhor lhe ordenou que amaldiçoasse David, quem poderá dizer-lhe: ‘Porque fazes isto?’»
David disse também a Abisai e aos seus homens: «Vede! Se o meu próprio filho, fruto das minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora este filho de Benjamim? Deixai-o amaldiçoar-me, conforme a permissão do Senhor.
Talvez o Senhor tenha em conta a minha miséria e me venha a dar bens em troca destes ultrajes.»
David e os seus homens prosseguiram o seu caminho, mas Chimei seguia a par dele pelo flanco da montanha, amaldiçoando-o, atirando-lhe pedras e espalhando poeira no ar.

Livro de Salmos 3,2-3.4-5.6-7.
Senhor, são tantos os meus adversários!
São tantos os que se levantam contra mim!
Muitos dizem a meu respeito:
"Nem Deus o poderá salvar!"

Mas Tu, Senhor, és o meu escudo protetor,
és a minha glória e quem me faz levantar a cabeça.
Em alta voz invoco o Senhor
e Ele responde-me da sua montanha santa.

Deito-me, adormeço e acordo,
porque o Senhor é o meu sustentáculo.
Não temo as grandes multidões
que de todos os lados me cercam.

Evangelho segundo S. Marcos 5,1-20.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos.
Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno.
Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente,
pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar.
Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras.
Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele
e disse em alta voz: «Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!»
Efetivamente, Jesus dizia: «Sai desse homem, espírito maligno.»
Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?» Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.»
E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região.
Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos.
E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: «Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles.»
Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou.
Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara.
Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor.
As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos.
Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território.
Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele.
Não lho permitiu. Disse-lhe antes: «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.»
Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O exemplo da Família de Nazaré

Evangelho segundo S. Marcos 6,1-6.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos seguiam-n'O.
Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.»
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org




«Não é Ele o carpinteiro?»

A expressão quotidiana do amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho. […] Aquele que era designado como o «filho do carpinteiro» tinha aprendido o ofício de seu «pai» putativo. Se a Família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, é-o analogamente também o trabalho de Jesus ao lado de José, o carpinteiro. […] O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho uma acentuação especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, ele foi acolhido no mistério da Incarnação e também foi como que redimido de maneira particular. Graças à sua oficina, na qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano do mistério da Redenção.
No crescimento humano de Jesus «em sabedoria, em estatura e em graça» teve uma parte notável a consciência profissional, dado que «o trabalho é um bem do homem», que «transforma a natureza» e torna o homem, «em certo sentido, mais homem».
A importância do trabalho na vida do homem exige que se conheçam e assimilem todos os seus conteúdos para ajudar os demais homens a aproximarem-se, através dele, de Deus, Criador e Redentor, e a participarem nos Seus desígnios salvíficos quanto ao homem e quanto ao mundo; e ainda, a aprofundarem a sua vida e amizade com Cristo tendo, mediante a fé vivida, uma participação no seu tríplice múnus: de Sacerdote, de Profeta e de Rei. Trata-se, em última análise, da santificação da vida quotidiana, na qual cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado.
Beato João Paulo II (1920-2005), papa - Exortação apostólica «Redemptoris custos», § 22 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)
Livro de 2º Samuel 24,2.9-17.

Naqueles dias, David ordenou a Joab, e aos chefes do seu exército: «Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dan a Bercheba, e fazei o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número.» 
Joab apresentou ao rei a soma do recenseamento do povo. Havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada e, em Judá, quinhentos mil homens.
Feito o recenseamento do povo, David sentiu remorsos e disse ao Senhor: «Cometi um grande pecado, ao fazer isto. Mas perdoa, Senhor, a culpa do teu servo, porque procedi como um insensato.»
Pela manhã, quando David se levantou, o Senhor tinha falado ao profeta Gad, vidente de David, nestes termos:
«Vai dizer a David: 'Eis o que diz o Senhor. Dou-te a escolher entre três coisas; escolhe uma das três e a executarei.'»
Gad foi ter com David e referiu-lhe estas palavras, dizendo: «Que preferes: sete anos de fome sobre a terra, três meses a fugir diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no teu país? Reflete, pois, e vê o que devo responder a quem me enviou.»
David respondeu a Gad: «Vejo-me em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!»
O Senhor enviou a peste a Israel, desde a manhã daquele dia até ao prazo marcado. Morreram setenta mil homens do povo, de Dan a Bercheba.
O anjo estendeu a mão contra Jerusalém para a destruir. Mas o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: «Basta, retira a tua mão.» O anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
Vendo o anjo que feria o povo, David disse ao Senhor: «Fui eu que pequei, eu é que tenho culpa! Mas estes, que são inocentes, que fizeram? Peço que descarregues a tua mão sobre mim e sobre a minha família!»

Livro de Salmos 32(31),1-2.5.6.7.
Feliz aquele a quem é perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

Então eu vos confessei o meu pecado,
e não mais dissimulei a minha culpa.
Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade.
E vós perdoastes a pena do meu pecado.

Assim também todo fiel recorrerá a vós
no momento da necessidade.
Quando transbordarem muitas águas,
elas não chegarão até ele.

Vós sois meu refúgio, das angústias me preservareis
e me envolvereis na alegria de minha salvação.
EVANGELHO QUOTIDIANO
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68