segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Oração e jejum pela paz


O silêncio e os maus sonhos


GIOVANNI MARIA VIAN
O silêncio da vigília da praça de São Pedro está a fazer ruído. E o dia de oração e de jejum convocado pelo Papa Francisco talvez possa ajudar a superar os projectos de quem, depois de ter ignorado por mais de dois anos e meio a tragédia na Síria, agora gostaria de intervir. Mas com o risco fundado e assustador de atear um conflito que já provocou mais de cento e dez mil mortos, numerosíssimos feridos e mais de seis milhões de deslocados e refugiados.
Um conflito que está a causar desastres, pondo em perigo sobretudo as minorias do país e deturpando, com o uso da violência, a autêntica vocação das religiões, que várias vezes em tempos recentes reiteraram a sua vontade de paz. E o que aconteceu na aldeia de Maalula - lugar simbólico querido a cristãos e muçulmanos, onde ainda é usada uma forma da língua aramaica que é muito próxima da que Jesus falava - demonstra que o perigo é real. Talvez iniciativa alguma da Santa Sé a favor da paz, entre as dos últimos decénios, tenha como esta impressionado e comovido o coração de tantas pessoas no mundo inteiro sem diferenças de religião ou de ideologias. E é um compromisso que continua, garantiu depois do Angelus o Pontífice. Agradecendo a todos e convidando ainda a rezar "para que cessem imediatamente a violência e a devastação na Síria", mas também no Líbano, Iraque, Egipto, e para que progrida o processo de paz entre israelianos e palestinianos.
São a oração e o jejum as armas indicadas pelo Papa Francisco para afastar a violência e a guerra, suscitando um consenso que parece aumentar entre mulheres e homens de boa vontade: é possível aprender de novo a percorrer os caminhos da paz, disse retomando um slogan lançado por Paulo VI: "Aliás gostaria que cada um de nós, do mais pequeno ao mais grande, até àqueles que são chamados a governar as nações, respondesse: sim, queremos".
Na meditação pronunciada depois do rosário diante da antiquíssima imagem da Salus populi Romani o Pontífice citou só alguns versículos do Génesis, para mostrar o contraste entre a bondade da criação e o pecado do homem, e dois trechos de Paulo VI, da mensagem para um dia da paz e do discurso pronunciado diante das Nações Unidas para repetir, depois de dois tremendos conflitos mundiais e face ao pesadelo nuclear, a rejeição da guerra.
"Deixai cair as armas das vossas mãos", implorou na época Montini. E prosseguiu: "as armas especialmente as terríveis, que a ciência moderna vos deu, ainda antes de fazer vítimas e ruínas, causam maus sonhos, alimentam maus sentimentos. Sonhos e sentimentos maus que o Papa Francisco denuncia de novo e que é urgente afastar para o bem de todos.
(©L'Osservatore Romano - 15 de Setembro de 2013)

domingo, 22 de setembro de 2013

O milagroso poder da música



Que alegria a multidão cantando, dançando, pulando e batendo palmas em paz. A música e o seu poder de unir.

A mistura de sons reunindo jovens, crianças e velhos. E a festa de som e da mistura harmônica das falas, das culturas e das tradições de cada país.

Uma imensa família se divertindo e curtindo com admiração seus artistas.
E cada cantor, cada músico, cada instrumentista, técnico de som ou um simples assistente de palco, procurando mostrar o melhor de si, com o único propósito de dar ao público a melhor diversão.

Abençoado os que promovem a união e a paz, através do milagroso poder da música.

sábado, 21 de setembro de 2013

Mensagem do papa Francisco pela paz

Cem mil pessoas na praça de São Pedro com o Papa Francisco na vigília que concluiu o dia de jejum e oração

A paz é possível

E no Angelus a forte denúncia contra a proliferação e o comércio ilegal das armas
"Peço que seja empreendido com coragem e determinação o caminho do encontro e da negociação". O Papa Francisco volta a propor o caminho que deve ser seguido para restituir a paz às martirizadas populações da Síria e de todo o Médio Oriente. "A paz é possível": para reafirmar esta convicção tinha reunido à sua volta sábado na praça de São Pedro, ao anoitecer do dia inteiramente dedicado ao jejum e à oração, mais de cem mil pessoas que quiseram manifestar um planetário desejo de paz. Com elas e para elas repetiu o urgente grito a pôr fim a qualquer forma de violência e ao mal que ela gera. "A violência e a guerra - disse - nunca são o caminho da paz". "Para que serve fazer tantas guerras, se não se é capaz de fazer esta guerra profunda contra o mal?", perguntou no dia seguinte, falando aos fiéis reunidos para a recitação do Angelus. "Há sempre a dúvida - acrescentou - se esta guerra aqui ou ali é deveras uma guerra devido a problemas ou é uma guerra comercial para vender estas armas no comércio ilegal". "Estes - explicou - são inimigos que devemos combater unidos e com coerência, seguindo unicamente o interesse da paz e do bem comum". Por fim, o Papa Francisco quis agradecer a quantos de diversos modos, aderiram à vigília de oração e de jejum.
(©L'Osservatore Romano - 15 de Setembro de 2013)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pai me ensina a caminhar!

ROCHA NENHUMA
HÁ COMO O NOSSO DEUS

Eu sei que o Senhor quisesse tudo mudaria em um estalar de dedos. Pois, do Senhor é o Poder e a Glória. E se o que eu peço não é atendido, creio eu não ser merecedor ou não ser o momento adequado e por isso sigo em minha fé, alimentando a minha esperança.

"O meu coração exulta no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor. A minha boca dilata-se contra os meus inimigos, porque me alegro na tua salvação". 1 Samuel 2,1

"Não há santo como o Senhor, não há outro além de ti; rocha nenhuma há como o nosso Deus" 1 Samuel 2,2

Um dia Pai, Tu me atenderás não como o que eu quero, mas o que for justo e melhor para mim. Em ti deposito minha esperança e como criança dando os primeiros passos, apenas peço: Pai me ensina a andar e me dê um coração novo, digno de te amar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O templo do Espírito Santo

A IMPORTÂNCIA DOS
CUIDADOS COM A SAÚDE

Às vezes dizemos: "Creio somente na força curativa, não tocarei num remédio,
é coisa material". Isto também está errado. Diz uma pessoa por vezes: "Só
acredito no remédio, não tenho fé na força curativa". Também isto é um erro.
Para se ter uma saúde perfeita, para completar uma cura, devemos curar-nos
a nós mesmos de manhã à noite. Devemos pensar: "Cada raio de sol me cura,
o ar me cura, o alimento que eu como tem um efeito sobre mim, cada vez
que respiro alguma coisa que me está curando, purificando, levando-me a uma
saúde perfeita". Com uma atitude esperançosa na cura, na saúde, numa vida
perfeita, erguendo-nos acima das desordens que nada mais são do que estados
desarmoniosos da mente ou do corpo, ficamos mais aptos a cumprir o objetivo
da nossa vida.

Não é egoísmo pensar na própria saúde. Sem dúvida, não é desejável estar pensando
o tempo todo na própria moléstia, aborrecer-se com isto ou ter demasiada ansiedade
a tal respeito, mas ter cuidado com a saúde mental e física é que nos torna aptos
a servir a Deus e ao nosso próximo, cumprindo por este meio o objetivo da nossa
vida.   (Hazrat Inayat Khan)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mateus: o primeiro evangelista

De coletor de impostos
a apóstolo de Jesus



Mateus, filho de Alfeu, era publicano ou coletor de impostos, em Cafarnaum, quando Jesus o chamou. Na ocasião, o futuro apóstolo convidou Jesus para um banquete, que ofereceu também aos colegas de profissão. Coletar impostos para os dominadores romanos era tido pelos judeus como pecaminoso: daí o apelidarem de publicanos ou pecadores públicos aos coletores (Mt 9,9-10).

Os evangelistas Marcos (2,14) e Lucas (5,27), por delicadeza preferem dar a Mateus o seu segundo nome, Levi, bem mais honroso entre os israelitas.

Depois da ascensão de Jesus, Mateus continuou algum tempo na Palestina, pregando aos compatriotas. Não sabemos com total certeza aonde tenha, em seguida, levado a pregação, que por fim confirmou com o martírio: provavelmente à Arábia, à Etiópia, à Pérsia ou à região dos partas.

O primeiro Evangelho é atribuído a Mateus, sendo escrito para demonstrar aos israelitas que Jesus é o Filho de Deus, o Messias anunciado pelos profetas. Daí a constante referência a passagens do Antigo Testamento.

Conforme escreve Papias nos inícios do século II, "Mateus compôs em língua hebráica (o popular aramaico) os discursos do Senhor", entendendo, com o termo discursos, também os fatos da vida de Jesus, como o próprio Papias o atesta, quando mais adiante discorre sobre o Evangelho de Marcos.

Mateus escreveu entre os anos 50 e 54. Mas o aramaico, língua de quase toda a Palestina nos tempos de Jesus, era pouco falado na Diáspora, Sentiu-se logo a necessidade de redigir o Evangelho na língua universal da época, o grego popular. Essa tradução ou redação, segundo a maioria dos estudiosos, deve-se ao próprio Mateus, pouco mais tarde, ainda antes do ano 60. E nesse trabalho, muito lhe valeu o Evangelho de Marcos, já bastante conhecido.

O texto grego do primeiro Evangelho foi sempre aceito por todos, pois o aramaico se perdeu sem deixar vestígios, provavelmente nas desordens e destruições da guerra de 70.

Segundo o Martirológico Romano, que fixa a sua festa em 21 de setembro, são Mateus selou seu apostolado com o martírio na Etiópia. Suas relíquias veneram-se, desde o ano 954, na catedral de Salerno, na Itália meridional.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Problemas: coisas da vida

SEM PERDER A FÉ

Coisas da vida. Às vezes ficamos envoltos com nossos problemas e achamos que
são os maiores do mundo. Mas, eis que em contato com alguma pessoa amiga
recebemos notícias de problemas muito maiores que os nossos. E então vemos
como somos mesquinhos quando pensamos que Deus não ouve nossas orações
ou demore a atender as nossas súplicas.

O que são nossos problemas diante de milhares e milhares do de outras pessoas
que vivem em total estado de sofrimento e mesmo assim sem perderem a fé
em Deus.