terça-feira, 26 de março de 2013

A mensagem dos irmãos judeus

O respeito às diversas crenças faz parte do comportamento pregado por Jesus, com o mandamento "Amai ao próximo como a si mesmo".


Matzá e chocolate: formas
diferentes de saborear
Esta é a época em que buscamos o otimismo e apostamos na esperança. Alguns relembram o sacrificante passado para a liberdade de hoje preservar; outros enaltecem o simbolismo religioso para a tradição conservar. Importante é o bem coletivo concretizar.
- Pessach: marca o êxodo e os desafios dos judeus do Egito rumo à "terra prometida". Das amarras da escravidão à sua própria nação.
- Páscoa: recorda os ensinamentos de Jesus. Da cruz solitária de um judeu a uma nova fé que nem ele poderia imaginar.
Semelhanças inegáveis nos momentos de reflexão, nos costumes transmitidos em cada geração e nas datas quase sempre coincidentes para a comemoração. Seja no primeiro seder ou na última ceia, o que vale é o alegre vinho para celebrar o indispensável encontro familiar.
Mas, apesar da inevitável similaridade, não há necessidade de se criar a "Páscoa judaica" ou de inventar um "Pessach cristão". Essencial é respeitar cada costume, cada peculiaridade, cada história e festejar conforme sua própria religião.
Pessach Sameach! - Feliz Páscoa!
É o desejo da diretoria e da equipe do ALEF News

Mensagem ecumênica do jornal ALEF News da comunidade judáica



PESSACH SAMEACH! - FELIZ PÁSCOA!

Fale com o autor: mauro.wainstock@gmail.com

Saiba mais sobre o autor:
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Publicado no ALEF News / Israel e o mundo judaico -
http://www.alefnews.com.br: você lê, todo mundo lê !



 






segunda-feira, 25 de março de 2013

Senhor tem misericórdia de mim pecador!

NÃO ME EXPULSES
DA TUA PRESENÇA

Quando frequentamos uma igreja. Quando fazemos parte de algum grupo de estudo religioso. Quando relizamos trabalhos de caridade junto à comunidade e aos mais pobres. Quando proferimos palestras sobre os mais diversos assuntos bíblicos, muitas vezes somos - sem percerbermos - tomados por uma certa vaidade nos achando superior aos demais.

Aos nos considerarmos "o povo eleito" corremos o risco de sermos levados pela empáfia e pelo orgulho.

Jesus nos chama a atenção para esse tipo de comportamento, quando em Lucas capítulo 18 verso 10-14 diz que "Dois homens subiram ao templo para orar, um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, posto em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo o que possuo.


"Pois qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado".


O cobrador de impostos, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Pois qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado".

E foi justamente, o cobrador de impostos que se colocou como um pecador em busca de perdão, comportando-se como o salmista (Salmo 51-11) "Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo".


domingo, 24 de março de 2013

Passeio de bicicleta em uma manhã de domingo




A MINHA VIDA É UM SOPRO

 
Um incidente registrado há pouco tempo demonstra claramente o que o excesso de individualismo e a falta de solidariedade com o próximo tem feito, muitas vezes, de nossas vidas. O ciclista David Santos Souza, de 21 anos,  teve o braço direito arrancado ao ser atropelado na Avenida Paulista por um estudante de psicologia.
David Souza passou por uma cirurgia para saturar a área em que o braço foi amputado e teve de ser colocado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), inicialmente, sem a previsão de alta.
Ninguém está livre de causar algum acidente a outros ou ser vítima de um. Contudo, o que chama a atenção no episódio foi o fato de o infrator ser um jovem estudante que voltava de uma balada com um amigo quando atropelou David por volta de 5h30 de um domingo. O braço do ciclista foi arrancado e ficou preso no para-brisa do carro. O estudante fugiu do local e jogou o braço do rapaz no Córrego do Ipiranga, na Avenida Ricardo Jafet, zona sul de São Paulo. Posteriormente, ele se apresentou à delegacia, sendo indiciado por omissão de socorro, fuga de local de crime e por crime de trânsito.


                    "Lembra-te Ó Deus, de que
          a minha vida é um sopro, os meus olhos
              jamais tornarão a ver a felicidade."

 
De acordo com a Polícia Militar, David foi atropelado na faixa destinada à ciclofaixa de lazer, que está desativada: a ciclofaixa funciona aos domingos e feriados, das 7 às 18 horas.
O que temos feito de errado na criação de nossos filhos? Estaria as nossas escolas falhando em termos educacionais, dando ênfase ao aspecto competitivo no qual "vencer na vida" é mais importante do que qualquer outro valor? Nossa sociedade também está sendo estruturada em termos de um reality show, no qual se aprende o jogo da simulação, da mentira e das aparências, no sentido de não perder a disputa.
Que valores são incutidos na mente de um estudante de psicologia a ponto de fazer sair em fuga de um local sem prestar socorro à vítima? E o que o fez jogar o braço da pessoa ferida em um córrego, como se descarta de algo na certeza de que ficará impune?
A Bíblia nos adverte, caros irmãos, que a morte é o preço do pecado. Ele é quem impede que o Reino de Deus seja pleno em nossas vidas e no próprio mundo. Mas, como cristãos nosso dever não é o de ficarmos incrédulos diante das coisas ruins do mundo, e sim pela nossa ação lutarmos por um mundo melhor.
Como cristãos não somos meros observadores das coisas do mundo, mas seres atuante, lutando no dia a dia, contra a injustiça, a miséria e a falta de compaixão.
E o incidente de uma manhã de domingo, também, mostra como somos vulneráveis como seres humanos, trazendo a nossa mente as palavras de Jó: "Lembra-te Ó Deus, de que a minha vida é um sopro, os meus olhos jamais tornarão a ver a felicidade."



sábado, 23 de março de 2013

Futebol e religião - vida cristã e sociedade

A lição que a vida
ensinou ao técnico Jorginho
do Flamengo




Jesus, em um de seus ensinamentos, nos mostra claramente que devemos saber distinguir as coisas de Deus das coisas dos homens. Isso ocorre quando recomenda a se dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

O novo técnico do Flamengo, Jorginho é evangélico e durante a sua trajetória de jogador e na nova atividade sofreu e sofre muitas restrições. Hoje, aos 48 anos, mais maduro ele entende que o preconceito de alguns foi alimentado pelo seu próprio comportamento profissional ao não saber separar as coisas de Deus das coisas do mundo.

Não há coisa pior para que a Palavra de Deus alcance um maior número de pessoas do que o "fanatismo" com que muitos se apresentam como evangélicos ou pertencentes a alguma das diversas denominações cristãs.

No América, clube onde começou sua carreira de jogador, Jorginho também teve sua primeira experiência como treinador. Lá também foi registrado o seu primeiro atrito por causa de sua fé religiosa. Entrou em choque com alguns dirigentes e torcedores ao querer impor a substituição do símbolo do clube - nada menos que o diabo - por uma águia.

Talvez Jorginho hoje compreenda que o verdadeiro cristão - como é dito na Bíblia - não pode temer coisa alguma. Quem fez a opção por Cristo acaba sendo indiferente a qualquer coisas como feitiçaria, olho grande, não passar debaixo de escadas, adivinhações, etc. Se você acredita em Deus e em seu Poder e também é um seguidor de Jesus não pode se apavorar com as coisas do mundo.

Um dos pontos altos da carreira de Jorginho foi a de ser o mais importante auxiliar do técnico e ex-jogador como ele, Dunga, na Seleção Brasileira de 2010. Mais uma vez, ele teve uma experiência negativa. Ao invés de aparecer como ponto de equilíbrio do técnico, Jorginho como seu auxiliar deixou de lado seu temperamento tranquilo, calmo, ponderado e se deixou envolver pelo clima tenso da disputa, angariando grande antipatia junto à parcela da imprensa e aumentado o preconceito de alguns pelo fato de ser evangélico e visto como mais um fanático.

Evangélico e um dos principais quadros do grupo Atleta de Cristo e desde o ano 2000 à frente do Instituto Bola pra Frente, que atende mais de 1.500 crianças e adolescentes em suas sedes em Guadalupe e Santa Cruz, o técnico Jorginho hoje sabe separar bem a questão religiosa do mundo dos esportes. Sabe que é pelo seu exemplo de vida que consegue captar novas pessoas, em especial os jovens atletas para Cristo do que demoradas e nem sempre bem assimiladas preleções nos vestiários ou ambientes dos clubes.

"Jorginho é um profissional com larga experiência internacional, passagem pela seleção brasileira, íntegro, respeitado, com história no clube como jogador. Certamente é um ótimo nome para o futebol do Flamengo", foi o que disse dele o vice-presidente do clube, Wallim Vasconcelos.

É o seu comportamento como pessoa diante da sociedade que fará a diferença e não o discurso religioso - e muitas vezes chato - diante dos outros que atrairá muitos para o caminho de Deus, em especial os jovens.

O fato de ter vivido em outros países, como a Alemanha, Espanha e especialmente o Japão, onde a presença do cristianismo é insignificante, certamente, contribuiu para que Jorginho passasse a ter uma visão diferente do mundo.

E Jesus diz que não é aquele que vive a clamar nas ruas e templos "Senhor! Senhor" que é o seu verdadeiro seguidor, mas sim aquele que de verdade faz o que é de agrado de DEUS. E se agrada a Deus quando se procura sempre amar ao próximo como a si mesmo e mais do que isso aprender até a amar os inimigos.

Com 48 anos de idade, 246 jogos com a camisa do Flamengo e já tendo treinado 4 equipes de futebol. Jorginho vem fazendo mais por muitas pessoas pelo seu exemplo de vida, como verdadeiro cristão, do que pelos discursos, polêmicas e palavreado pinçado da Bíblia mas sem o gosto do "sal da terra".

Jorge de Amorim Campos, mais conhecido como Jorginho, nasceu no bairro de Guadalupe no Rio de Janeiro, em 17 de agosto de 1964, é ex-jogador de futebol e atual técnico do Flamengo, sendo irmão de Jayme de Amorim Campos, Pastor Evangélico da Igreja Internacional da Graça de Deus.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Primeira parte

PODEM OS MORTOS SE COMUNICAR COM OS VIVOS?

(Artigo de Juanribe Pagliarin*)

Um casal de Porto Alegre, ainda muito apaixonado, resolveu comemorar as Bodas de Prata na mesma pousada no litoral do Ceará onde, 25 anos antes, havia passado a lua-de-mel. Porém a esposa, por motivo de trabalho, não poderia ir no mesmo dia que o marido. Mas combinaram que ele a buscaria no aeroporto de Fortaleza, na sexta feira. Despediram-se com um longo beijo no Aeroporto Salgado Filho e o esposo embarcou rumo ao Ceará, prometendo à esposa que prepararia tudo para a sua chegada.
No Aeroporto de Fortaleza, o marido alugou um carro e seguiu para aquela distante e romântica pousada, na praia da Lagoinha. Mas, ao chegar, teve uma agradável surpresa: a antes rústica pousada estava agora toda modernizada. Tinha até internet! O marido pediu que colocassem todas as suas malas no quarto do chalezinho e riu de si mesmo, com todas aquelas roupas de frio que havia trazido. "Como está quente aqui", pensou.
Ansioso, foi para o computador, e enviou um e-mail para a esposa. Mas, na hora de digitar, trocou uma letrinha e o seu e-mail, ao invés de ir para a esposa, foi para uma viúva que voltava do cemitério, após sepultar o seu marido. Quando a viúva leu o e-mail, desmaiou. O filho a acudiu depressa e ela, voltando aos pouquinhos, balbuciou, quase sem ar, e com os olhos arregalados de medo: “meu e-mail... meu e-mail.”
O filho olhou para a tela do computador e leu:
“Minha querida: cheguei bem! Talvez você esteja estranhando eu te mandar um e-mail. É que instalaram computadores aqui também e agora podemos nos comunicar com as pessoas queridas em qualquer lugar do mundo. Já verifiquei tudo pessoalmente e a sua chegada está confirmada para esta sexta-feira, às 3 horas da tarde. A viagem é rápida, porque é sem escalas. Você vai ter uma grande surpresa quando chegar aqui. Não vejo a hora de revê-la e ficarmos juntos outra vez!
Saudades e beijos do seu eterno marido. P.s.: Venha com pouca roupa, porque aqui faz um calor infernal”.
Risos à parte, viu como é fácil as pessoas fantasiarem e terem medo de coisas que não existem?

Continua na Parte 2


Juanribe Pagliarin
*Teólogo, advogado, publicitário, Juanribe Pagliarin é fundador e presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida e do Ministério Pregadores do Telhado.
   

Parte 2

PODEM OS MORTOS SE COMUNICAR COM OS VIVOS?



Mas as principais perguntas que nós queremos ver respondidas são:
1- Podem os mortos se comunicar com os vivos?
2- Podem os vivos se comunicar com os mortos?
3- Podem os espíritos dos que morreram estar entre nós?
4- Podem os mortos ajudar os vivos?
5- Podem os vivos ajudar os mortos?
6- A pessoa, depois que morre, fica dormindo ou consciente?
7- Haverá Juízo Final?
Sei que as respostas de leigos e religiosos se dividirão, mas todos nós, independentemente de religião, gostaríamos de uma resposta segura, com base, autoridade e credibilidade. Precisamos de uma pessoa que já foi até lá e voltou. Uma pessoa que conheça intimamente o corpo, a alma e o espírito humano. Uma pessoa íntegra e verdadeira, que nunca mentiu e jamais mentirá.
E todas as vertentes religiosas, sejam católicas, protestantes, kardecistas e muçulmanas reconhecem Jesus como tal. Por isso, convido você a analisar, sem paixões e com racionalidade, o que Ele disse a esse respeito, pois, sem dúvida nenhuma, é a pessoa mais confiável que se tem notícia. Depois disso, tire as suas próprias conclusões. Eis o que Jesus contou:
“Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente.
Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. E os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras.
Veio a morrer o mendigo e foi levado pelos Anjos para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.
No Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse:
Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro, de igual modo, os males. Agora, porém, ele aqui é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós.
Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. Porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento.
Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos.
Respondeu ele: Não, pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender.
Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lucas 16:19-31)

Continua na Parte 3


Juanribe Pagliarin
*Teólogo, advogado, publicitário, Juanribe Pagliarin é fundador e presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida e do Ministério Pregadores do Telhado.
   


Parte 3

PODEM OS MORTOS SE COMUNICAR COM OS VIVOS?




Segundo diversos eruditos e teólogos, este caso contado por Jesus não é uma parábola e, sim, a narração de um fato real. Argumentam como prova disso que, em nenhuma de suas inúmeras parábolas, Jesus citou lugares específicos e personagens reais, com nomes definidos, como o fez aqui.
Então, gostaria de destrinchar com você, frase por frase, este caso contado por Jesus:
VEIO A MORRER O MENDIGO E FOI LEVADO PELOS ANJOS... MORREU TAMBÉM O RICO E FOI SEPULTADO
Ao contar esta história, Jesus mostrou que todos os seres humanos, ricos ou pobres, cultos ou ignorantes, sábios ou tolos, honrados ou desonrados, poderosos ou humildes, famosos ou anônimos, crentes ou ateus, todos passarão pelo mesmo Vale da Sombra da Morte. (Salmo 23:4)
NO HADES, ERGUEU OS OLHOS, ESTANDO EM TORMENTOS
Jesus mencionou aqui dois destinos: o Paraíso e o Hades. Portanto, quando uma pessoa morre, é levada para um deles.
O Hades é o lugar de tormento para onde vão os ímpios e todos os que se esquecem de Deus: “Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as gentes que se esquecem de Deus” (Salmo 9:17). Seol é a palavra hebraica equivalente à grega Hades.
O Paraíso é um lugar de delícias e descanso, para onde vão os justificados, no mesmo dia em que morrem. Ao ladrão arrependido que morria ao seu lado, Jesus prometeu: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23:43)
Portanto, nenhum espírito de defunto ficará dormindo até o Juízo ou perambulando aqui na Terra.
Tanto o Paraíso como o Hades são lugares provisórios, onde os espíritos aguardam o Dia do Juízo Final.
Jesus não disse que o rico foi para o Hades só porque era rico. Afinal, o pai Abraão foi um dos homens mais ricos da Terra e o seu espírito está no Paraíso. Tampouco disse que o rico foi para o Hades porque era corrupto, ladrão ou pecador. Aquele rico foi para o Hades porque se esqueceu que tinha recebido de Deus todos os bens e, como mordomo, deveria administrá-los com prudência, responsabilidade e sagacidade, compartilhando-os com os necessitados. No entanto, egoística e injustamente, apoderou-se das riquezas alheias, pertencentes a Deus, e as gastou só para si. Relembrando as palavras de Jesus: “Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?” (Lc 16:11-12).
E por que o mendigo Lázaro foi para o Paraíso? Só por que era pobre? Ora, o Hades tem muito mais pobres do que ricos! Lázaro foi para o Paraíso porque também era mordomo e administrava com fidelidade o pouco que tinha recebido. Como sabemos disso? Pelo detalhe dos cães que vinham lamber-lhe as chagas: nenhum cão de rua faria amizade com um mendigo se não recebesse amor e carinho. E Lázaro ainda dividia com cães famélicos as poucas migalhas que conseguia.
ALÉM DISSO, ESTÁ POSTO UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS E VÓS
O Abismo também é um lugar temporário, habitado por espíritos caídos, lançados ali por Deus, após a rebelião no céu. Satanás e os anjos desobedientes, após a queda, tornaram-se espíritos imundos (Is 14:9,11-15, Ez 28:16). O Abismo é um local extremamente desgastante e cansativo até para um espírito e, por isso, temido pelos demônios (Mt 12:43, Lc 8:31). Com o tempo, os espíritos rebeldes aprenderam a sair dali, ainda que com muito custo (Mt 12:44). Durante o governo de Cristo na terra, Satanás será enjaulado e lançado no Abismo por mil anos (Ap 20:1-3). Após o Juízo Final, o diabo e os seus anjos serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (Ap 20:10), morada definitiva dos demônios.
DE SORTE QUE OS QUE QUISESSEM PASSAR DAQUI PARA VÓS NÃO PODERIAM, NEM OS DE LÁ PASSAR PARA NÓS
O Abismo, que separa o Hades do Paraíso, é intransponível. Jesus garantiu que os mortos não podem sair do Hades e passar para o Paraíso ainda que quisessem, por causa do Grande Abismo que separa os dois lugares. Qualquer afirmação que permite a transmigração entre estes dois lugares é totalmente contrária à revelação dada por Jesus. Somente o desconhecimento do Evangelho é que permite que suposições como estas prosperem. A História da Literatura Inglesa registra que, no ano de 1513, o papa Leão X, precisando de recursos para reformar a Igreja de São Pedro, mandou preparar cofres com as seguintes inscrições: “Ao som de cada moeda que cair neste cofre, uma alma desprega do purgatório e voa para o Paraíso”. Os coletores, transportando os cofres por toda a parte, apregoavam: “Quando a moeda cair no cofre tilintando, a alma do purgatório sairá voando”. Este expediente ajudou na captação de recursos, mas não teve qualquer utilidade para os mortos.
ROGO-TE, POIS, Ó PAI, QUE O MANDES À CASA DE MEU PAI
Quando o rico se deu conta de que não poderia receber ajuda para si mesmo e sair daquele lugar de tormentos, lembrou-se, com pesar, da casa de seu pai e dos cinco irmãos que ainda estavam na Terra. Então, rogou por eles a Abraão, para que fizesse Lázaro voltar e os avisasse para mudarem de vida já que, se continuassem vivendo daquela maneira, iriam terminar no mesmo lugar de tormento.
PORQUE TENHO CINCO IRMÃOS
Os mortos continuam tendo memória e se lembram de todos os seus familiares e amigos aqui na Terra. Como se constata pela resposta de Abraão, pedidos feitos pelos mortos em benefício de parentes vivos não são atendidos. Do mesmo modo, orar aqui na Terra para pedir ajuda às pessoas que já morreram, ainda que tenham sido tão exemplares e grandiosas como Abraão, não produz qualquer resultado. A Palavra de Deus diz: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultará os mortos?” (Is 8:19). Os mortos não podem ajudar a si mesmos, muito menos aos que estão vivos.
ELES TÊM MOISÉS E OS PROFETAS: OUÇAM-NOS
Refere-se Abraão ao Antigo Testamento, já consolidado na época de Jesus, tal e qual o temos hoje. Conforme este relato, tudo o que os vivos podem receber como orientação e ajuda está na Palavra de Deus. Hoje, somos mais privilegiados ainda porque temos o próprio Senhor Jesus para nos orientar. A carta aos Hebreus diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu Herdeiro de todas as coisas, por quem fez também o Mundo, sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa Imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu Poder, havendo Ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1:1-3).
TAMPOUCO OUVIRÃO, AINDA QUE RESSUSCITE ALGUÉM DENTRE OS MORTOS
Não sendo possível aos mortos se comunicarem com os vivos (porque senão o próprio espírito do rico o teria feito), ele pede ao pai Abraão que mande Lázaro alertar seus irmãos na Terra.
O pai Abraão disse que, se eles não acreditam na Palavra, também não acreditarão ainda “que ressuscite alguém dentre os mortos”. Note que a única possibilidade de um morto vir a este mundo é através da ressurreição. Para os que ensinam que isto é impossível, temos no Evangelho a ressurreição de três mortos e a própria ressurreição do Senhor Jesus. Um morto ressuscitar é possível. Impossível é um morto falar do além com os vivos aqui na Terra. A previsão de que muitas pessoas não acreditariam nem se alguém ressuscitasse dos mortos se confirmou de maneira trágica nas últimas semanas de vida de Jesus, quando Ele ressuscitou outro Lázaro, que estava morto há quatro dias (Jo 12:9-10). Aliás, não creram nem mesmo depois da ressurreição do próprio Senhor Jesus (Jo 20:25-29). Esta profecia se confirma até aos dias de hoje, quando vemos que muitas pessoas não creem na ressurreição de Lázaro, dizendo que ele teve catalepsia, preferindo acreditar na palavra de outros espíritos ao invés de acreditarem no Espírito de Deus e nas testemunhas da época (Jo 11 e 12:9)

Continua na parte 4 - final

Juanribe Pagliarin
*Teólogo, advogado, publicitário, Juanribe Pagliarin é fundador e presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida e do Ministério Pregadores do Telhado.