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sexta-feira, 11 de março de 2016

Lições do Budismo

As Seis Paramitas
Muito poderíamos dizer sobre o Budismo Humanista, mas provavelmente é melhor ater a discussão às principais virtudes do caminho do bodisatva – as Seis Paramitas. Elas são o guia perfeito para o Budismo Humanista, assim como para a prática de qualquer escola budista, pois nos ensinam como exercer a nossa condição humana por meio da descoberta do Buda interior.
Descobrir a verdade pelo equilíbrio entre pensamento e ação, sabedoria e compaixão, consciência da realidade transcendente e das verdades relativas do universo dos fenômenos – eis o que nos ensinam as SeisParamitas, que são:
Generosidade (dana);
Moralidade (shila);
Paciência (kshanti);
Diligência (virya);
Concentração (samadhi);
Sabedoria (prajña).
Paramita é palavra sânscrita que significa literalmente “atravessar para a outra margem”. Seu significado profundo é completude, realização, transcendência, chegada à verdade, perfeição. Às vezes, são chamadas de “as seis perfeições”. Elas são as virtudes profundas que levam à iluminação; a unidade entre sabedoria e compaixão como é esta unidade manifestada e concretizada neste mundo. Elas fundem a consciência e o comportamento, unem o estar cônscio e a virtude, constituem o caminho do meio entre o nirvana e o mundo dos fenômenos. São o fio da navalha entre este mundo e tudo o que o transcende. 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo

Pensar de forma positiva mantém os problemas longe e as ações são grandes influências na felicidade. Quando temos boas ações, plantamos sementes que vão florescer em felicidade e o mesmo se dá com as ações negativas. Por isso devemos refletir antes de pensar, agir e falar.

“Não há caminho para a felicidade: a felicidade é o caminho.” (Buda)
Devemos nos preocupar também com as outras pessoas. É preciso olhar para o outro com a certeza de que ele fez algo de bom em sua vida e alegrar-se pela felicidade das pessoas ao nosso redor.


Ninguém é mais merecedor do seu amor do que a sua própria pessoa.
“Pode procurar em todo o universo inteiro por alguém que é mais merecedor de seu amor e carinho do que a sua própria pessoa, e essa pessoa não é para ser encontrada em qualquer lugar. Você, você mesmo, tanto quanto qualquer um em todo o universo, merece o seu amor e carinho. ”
 Conhecer os outros é sabedoria, conhecendo-se a si mesmo é iluminação.
“É melhor para conquistar a si mesmo do que ganhar mil batalhas. Em seguida, a vitória é sua. Ela não pode ser tirado de si, nem por anjos ou por demónios, céu ou inferno. ”
 A espiritualidade não é um luxo, é uma necessidade.
“Assim como uma vela não pode queimar sem fogo, os homens não podem viver sem uma vida espiritual.”
 Substituir o ciúme com admiração.
“Não seja ciumento de boas qualidades dos outros, mas por admiração, podes adoptar essas qualidades para ti mesmo.”
Olhe para a paz dentro de si mesmo.
“A paz vem de dentro. Não a procures no exterior”.
 Abandonar o apego.
“Para viver uma vida altruísta pura, é preciso não contabilizar nada para nós mesmo, ainda que estejamos no meio da abundância.”
 Escolha seus amigos sabiamente.
“Um amigo desonesto e mau é mais temível que um animal selvagem; uma fera pode ferir o seu corpo, mas um mau amigo irá ferir a sua mente. ”
 Não há um trilho certo para a felicidade.
“Não há caminho para a felicidade: a felicidade é o caminho.”
 Desista de viver com rótulos ou atribui-los. 
“No céu, não há distinção de leste e oeste; pessoas criam distinções fora das suas próprias mentes e acreditam-nas então para ser verdade “.
 Ame. Viver. Solte.
“No final, essas coisas são mais importantes: Quão bem amou? Quão completo viveu a vida? Quão profundamente deixou ir o que não faz falta? ”

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo

Posso meditar sozinho?
Não há nada que impeça alguém de começar a praticar meditação sozinho. É necessário ter um conhecimento razoável dos ensinamentos do Buda e com base nos textos disponíveis sobre meditação é possível ter uma idéia geral sobre como funciona a prática. Havendo oportunidade é recomendável que o meditador tenha o apoio de pessoas mais experientes e que participe de retiros de meditação para obter mais experiência e contar com o auxílio de um professor.
No entanto, há dois obstáculos que são enfrentados por todos os meditadores. Primeiro é a motivação e segundo, como lidar com as dificuldades que surgem.
A meditação como qualquer arte ou esporte requer continuidade na prática. Certo maestro de uma orquestra sinfônica dizia que se um músico da sua orquestra ficasse três dias sem praticar, a audiência perceberia; se ele ficasse dois dias sem praticar, os seus colegas na orquestra perceberiam; e se ele ficasse um dia sem praticar, ele, maestro, perceberia. Com a meditação é a mesma coisa. É necessário incorporá-la como parte da rotina diária, assim como escovar os dentes ou ir ao banheiro. Para fazer isso, no entanto, é necessário motivação. Num retiro de meditação, onde há um grupo de pessoas e uma rotina de atividades estabelecida, fica mais fácil manter a disciplina. Em casa, sozinho, é muito mais difícil. A pessoa tem de encontrar dentro de si mesma essa motivação. Desenvolver um senso de urgência, (samvega em Pali), é um dos principais fatores que ajuda a estimular a energia para a prática da meditação. Esse senso de urgência é despertado ao refletirmos sobre as inevitáveis vicissitudes da vida e o sofrimento gerado pelas enfermidades, envelhecimento e morte. O estudo, a leitura de textos Budistas pode servir como fonte de inspiração, e a participação num grupo que medite regularmente também pode ajudar. Ayya Khema dizia que as pessoas com tendência para aversão são aquelas que são motivadas com mais facilidade para a prática, porém são aquelas que provavelmente, pela própria aversão, irão encontrar mais dificuldades.
O segundo aspecto é como lidar com as dificuldades. Não que a meditação seja algo difícil. A meditação em si é muito fácil. As dificuldades são em geral criadas por nós mesmos devido aos
hábitos mentais inábeis acumulados durante muito tempo. Isso é o que cria as dificuldades na meditação.
Qualquer prática de meditação terá mais chance de ser bem sucedida se for acompanhada por uma sensação de bem-estar mental. Isso não só cria um fator de estímulo para praticar a meditação, como é também a condição necessária para que a meditação transcorra com menos dificuldades. O objeto de meditação mais recomendado é a respiração, que inclusive foi o que o próprio Buda empregou. A respiração tem a vantagem de ser algo neutro, mas ao mesmo tempo capaz de condicionar a mente e o corpo. Dependendo da forma como a respiração é observada, ou seja, o tipo de atenção e intenção na mente ao observar a respiração, combinado com um ritmo de respiração que seja confortável e agradável, é possível com facilidade criar essa sensação de bem-estar no corpo e na mente. Esse será um bom ponto de partida, ao qual poderemos sempre recorrer.
Além disso é importante, como base para uma meditação bem sucedida, que o meditador observe certas regras de conduta, cujo conteúdo mínimo abarca os cinco preceitos e o ideal, a Ação Correta, a Linguagem Correta e Modo de Vida Correto do Nobre Caminho Óctuplo. A observação dessas regras de conduta visa evitar o remorso e a agitação mental e com isso, contribuir para o ambiente de bem-estar e tranqüilidade da mente.
Mas mesmo tomando todas essas precauções, é inevitável que as dificuldades surjam, e nesse aspecto, uma pessoa mais experiente pode ajudar bastante evitando que o meditador perca tempo em demasia com problemas de fácil solução. Por outro lado, o meditador tem de estar preparado para emoções fortes que podem se encontrar contidas dentro da mente e que devido à prática da meditação encontrem uma forma de vir à tona e assim impossibilitar que a mente se tranquilize. Nesse caso, o mais prudente é descontinuar a prática da meditação até que ele receba instrução adequada de como lidar com esse aspecto da prática, e para isso a ajuda de um meditador mais experiente ou de um professor será necessária, pois se essa emoção for demasiado intensa e perturbadora, a prática da meditação poderá alimentá-la.
No entanto, há algumas dificuldades que o meditador irá enfrentar e para as quais ele mesmo terá de encontrar a solução, pois as experiências das pessoas variam muito e nem sempre um meditador mais experiente, ou um professor, terá uma resposta satisfatória. Mesmo que o professor tenha tido uma experiência semelhante, as soluções para as dificuldades na meditação podem variar de pessoa para pessoa. Nesses casos o meditador terá que agir como seu próprio professor, ser aluno e professor ao mesmo tempo. Para conseguir isso é necessário ser muito observador e estar disposto a fazer experimentos, tentar diferentes alternativas para avaliar o resultado, é dessa forma que o meditador irá conhecer melhor a sua mente. O importante é não ficar frustrado com as dificuldades que forem encontradas, lembrando sempre que a paciência e a equanimidade são qualidades mentais importantes e que são justamente as dificuldades que fazem com que elas amadureçam.
Lembro de uma história do Ajaan Mun, um dos fundadores da tradição de florestas da Tailândia, que no início da sua carreira como monge, perambulando pelas florestas da Tailândia, ao meditar, com a mente concentrada, tinha a visão de um cadáver e não sabia bem o que fazer com aquilo. Ele recorreu ao seu companheiro monge para pedir ajuda mas este foi incapaz de ajudá-lo, pois as suas experiências meditativas eram completamente distintas. Ajaan Mun teve de encontrar a resposta sozinho através da própria perspicácia. Através da sua determinação e esforço Ajaan Mun acabou se convertendo num dos mais renomados mestres de meditação na Tailândia no século XX. Para aqueles que o conheceram Ajaan Mun era um iluminado. A tradição que ele estabeleceu se mantém viva até os dias de hoje, não só na Tailândia, mas em vários monastérios estabelecidos pelos seus discípulos em muitos países da América do Norte, Europa e Oceania.
Uma pessoa com a mente instável,
sem compreender o verdadeiro Dhamma,
com a serenidade à deriva:
a sabedoria não chega à sua plenitude.
Dhammapada 38

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo

Quantos tipos de meditação existem?

Existem vários tipos de meditação no Budismo, mas para atingir os objetivos descritos acima, há dois tipos de meditação que são os mais adequados. Uma é a meditação da concentração e a outra é a meditação de insight. Os dois tipos também são conhecidos como samadhi e vipassana em Pali (shamatha e vipayshana em Sânscrito).
A meditação da concentração visa acalmar e tranquilizar a mente enquanto que a meditação de insight visa ver as coisas que ocorrem na nossa mente como elas na verdade são.
Para dar um exemplo, imaginemos um lago com águas cristalinas, tão limpas que nos permita ver o fundo, ver as pedras e o cascalho, os peixes nadando. Agora imaginem a superfície do lago com ondas agitadas pelo vento, seria possível ver até o fundo do lago? Muito provavelmente não, a superfície do lago tem de estar calma, sem ondas, sem nenhuma agitação. Assim é como funciona a meditação da concentração, que tem como objetivo subjugar a agitação natural da mente para poder ver melhor o que está acontecendo. Agora imaginem que a superfície do lago está calma, a pessoa que está olhando é capaz de ver e apreciar aquilo que está na água, agora se essa pessoa tiver conhecimentos de biologia, geologia ou ecologia, ela poderá apreciar aquilo que está vendo num grau muito mais completo e profundo do que uma que não tenha esse tipo de conhecimento. De modo semelhante com a meditação de insight, que possibilita ao meditador enxergar e entender completa e profundamente aquilo que está ocorrendo na sua mente. Mas isso também implica que há um certo referencial para a prática da meditação de insight que são exatamente os ensinamentos do Buda sobre a realidade das coisas. Praticar a meditação de insight sem esse referencial é perda de tempo. Esse referencial pode ser obtido através do estudo dos ensinamentos Budistas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo



Entendendo a mente
A meditação é como uma expedição exploratória no interior das nossas mentes. Um processo investigatório que tem dois objetivos. O primeiro é entender como a mente funciona e o segundo é treiná-la.
Entender como a mente funciona significa compreender porque em determinadas situações acabamos agindo ou dizendo coisas que acabam ferindo até mesmo pessoas que queremos muito e a nós mesmos. Coisas das quais acabamos nos arrependendo mais tarde. Ou porque as coisas que obtemos e que nos trazem tanta felicidade, passado algum tempo perdem valor.
Treinar a mente significa deixar de lado aqueles hábitos mentais que acabam produzindo uma felicidade apenas temporária, que prejudicam os outros e a nós mesmos, e que nos afastam da verdadeira felicidade. Além disso, treinar a mente significa cultivar, desenvolver, aqueles hábitos que irão beneficiar os outros e a nós mesmos e que conduzem à verdadeira felicidade.
O objetivo da meditação não é curar um determinado mal-estar emocional que a pessoa possa estar sentindo, mas sim atacar o problema na sua raiz eliminando as causas que dão origem a todos os tipos de mal-estar mental e que impedem a verdadeira felicidade.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo


Porque devo meditar?

A resposta é simples, para desfrutar da verdadeira felicidade.
Todos nós sabemos o que é sentir-se feliz. Já sentimos isso várias vezes. O problema é que invariavelmente esse sentimento de felicidade não dura, acaba desaparecendo. Quantas vezes não desejamos obter algo acreditando que aquilo traria a verdadeira felicidade. Obtendo aquilo que desejamos, o sentimento de felicidade pode ser extremamente intenso e recompensador, mas passado algum tempo já não sentimos mais a mesma coisa e até começamos a ver defeitos naquilo que antes parecia completamente perfeito. A nossa reação, regra geral, é colocar defeito no objeto.
Ou seja, se aquilo que obtivemos não trouxe a felicidade completa e duradoura é porque não encontramos a coisa certa e assim saímos em busca de alguma outra coisa que seja perfeita e duradoura. E assim seguimos na nossa busca sem fim.
Mas há uma felicidade que é perfeita e duradoura, que não desaparece e que não depende das circunstâncias. A verdadeira felicidade está no interior, nas nossas próprias mentes, não pode ser encontrada no mundo, lá fora. Essa felicidade não é egoísta pois não precisa tomar nada de ninguém e não causa nenhum tipo de dano a ninguém, pois se a nossa felicidade tiver que depender de tomar algo de outras pessoas ou do sofrimento de outras pessoas, elas de alguma forma irão tentar dar um fim nisso. A felicidade que vem do interior não precisa ter um fim e não precisa tomar nada de ninguém, sendo portanto um ato de sabedoria e um ato de compaixão. Para encontrá-la, o único método possível é a meditação.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo

o Nobre Caminho Óctuplo

O Nobre Caminho Óctuplo é a maneira pela qual o ser humano pode libertar-se do apego ao desejo. São oito atitudes que devem ser seguidas no dia-a-dia. São instrumentos práticos para colocarmos a nossa vida em equilíbrio e nos aproximarmos da felicidade. Não há neles nada de místico.
1. Palavra apropriada
Você deve apenas falar a verdade. Deve apenas fomentar conversas que causem harmonia e progresso. Deve usar palavras leves, elogiosas e construtivas. Deve somente conversar produtivamente.
2. Ação apropriada
Suas ações devem preservar os seres vivos: homens, animais e vegetais. Você deve pegar apenas aquilo que lhe pertence. Deve ser fiel ao companheiro amoroso. Deve ingerir apenas alimentos e bebidas que façam bem à sua saúde. É por isso que muitos budistas são vegetarianos, para não causar sofrimentos aos animais, que são seres sencientes (ou seja, que sentem dor).
3. Meio de vida apropriado
A profissão escolhida deve ser honesta, para o bem comum e nunca prejudicando e explorando nosso semelhante.
4. Esforço apropriado
Você deve esforçar-se para fazer o bem e consertar o que está equivocado, fora de equilíbrio.
5. Plena atenção apropriada
Você deve viver em estado de constante atenção. Atenção com o corpo, com as sensações, com os pensamentos e com os sentimentos.
6. Concentração correta
A concentração é a mente unipolarizada, isto é: mente voltada para um único ponto. Desenvolver a concentração requer que você abra mão do desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Que cultive a alegria, a tranquilidade e o amor. Que mantenha-se ativo e disposto; relaxado e despreocupado; certo do seu objetivo de vida.
7. Compreensão apropriada
  1. Compreender as Quatro Nobres Verdades
  2. Compreender as três características da existência: O corpo é impermanente, as sensações são impermanentes, as percepções são impermanentes, as formas mentais são impermanentes, e as consciências são impermanentes. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança. Dessa forma, não se pode dizer “isto pertence a mim” ou “isto é meu”.
  3. Compreender as ações meritórias (a ação apropriada, a palavra apropriada e o pensamento apropriado) e a raiz dessas ações: renúncia, desapego, boa vontade, benevolência, generosidade, moralidade, meditação, reverência, gratidão, respeito, altruísmo, transferência de mérito, alegria pelo sucesso alheio, ouvir a doutrina, expor a doutrina, ter corretos ponto de vista e compreensão.
  4. Compreender as ações demeritórias (Pelo corpo: destruir seres vivos, roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas. Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas. Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista.) e a raiz dessas ações: cobiça, ódio, ilusão, ignorância, egoísmo.
8. Pensamento apropriado
São todos os pensamentos que vêm das ações meritórias e que devem ser mantidos em nossa mente o máximo de tempo possível. Quando um pensamento inapropriado – aquele baseado nas ações demeritórias – surgir, deve ser imediatamente substituído por um pensamento apropriado.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo


A Consciência não é alguém | Tenzin Palmo

Há o pensamento, e então a consciência sobre o pensamento. E a diferença entre estar consciente do pensamento e apenas pensar é imensa. É enorme … Normalmente ficamos tão identificados com nossos pensamentos e emoções, que somos eles. Somos a felicidade, somos a raiva, somos o medo. Precisamos aprender a dar um passo para trás e saber que nossos pensamentos e emoções são apenas pensamentos e emoções. Eles são apenas estados mentais. Não são sólidos, são transparentes.
É preciso conhecer isso e então não se identificar com o conhecedor. É preciso saber que o conhecedor não é um alguém.
Pensa que entendeu quando compreende que não é o pensamento ou sentimento — no entanto, ir mais adiante e saber que não é o conhecedor… isso te traz a pergunta: “Quem sou eu?”.
E essa foi a grande compreensão do Buda — entender que quanto mais recuamos, mais aberta e vazia se torna a qualidade de nossa consciência. Em vez de encontrar alguma pequena e sólida entidade eterna — ou seja, o “eu” — recuamos para essa vasta mente espaçosa que está interconectada com todos os seres vivos. Nesse espaço, precisa perguntar: “onde está o ‘eu’?” e “onde está o ‘outro’?”.
Enquanto estamos no reino da dualidade, há “eu” e “outro”. Essa é nossa ilusão básica — é o que causa todos nossos problemas. Por causa disso temos o sentimento de ser bem separados. Essa é nossa ignorância básica.
Ao compreendermos que a natureza de nossa existência está além de pensamentos e emoções, que é incrivelmente vasta e interconectada com todos os outros seres, então o sentimento de isolamento, separação, medos e esperanças desmorona. É um alívio espantoso!
Tenzin Palmo (Inglaterra, 1943 ~)


No livro “Cave in the Snow”

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A auto-importância

Lições do Budismo -

Dissolver a Auto-Importância | Pema Chödrön
”A ideia fixa que temos de nós mesmos como sólidos e separados uns dos outros é dolorosamente limitadora. É possível se mover dentro do drama das nossas vidas sem acreditar tão fervorosamente no papel que desempenhamos.
Levar-nos tão a sério, e dar-nos tanta importância nas nossas próprias mentes, é um problema para nós; nos sentimos justificados em ficar irritados com tudo, nos sentimos justificados em nos auto-denegrir ou em achar que somos mais espertos que as outras pessoas.
A auto-importância nos magoa, limitando-nos ao estreito mundo dos nossos gostos e desgostos. Terminamos morrendo de tédio com a nossa própria pessoa e o nosso mundo. Nunca terminamos satisfeitos.
Temos duas alternativas: ou questionamos as nossas crenças ou não. Ou aceitamos as nossas versões fixas sobre a realidade, ou começamos a desafiá-las. Na opinião do Buda, treinar para permanecer aberto e curioso — treinar em dissolver as nossas suposições e crenças — é o melhor uso para as nossas vidas humanas.”
Colaboração de leitora

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lições do Budismo - QUANDO DIZER NÃO


As boas pessoas também têm direito de dizer “chega”
As boas pessoas não tiram férias nem têm horário de trabalho. Ninguém as recompensa pelo que fazem, nem elas desejam esta recompensa. São feitas de um material pouco usual, mas é desse modo que entendem a vida, e é assim como fala a elas o seu coração.
Entretanto, ser bom não é ser ingénuo. É ter valores próprios pelos quais lutar e que nos definem, mas no momento em que nos sentimos vulneráveis ou usados de forma egoísta, há algo por dentro que começa a quebrar-se.
No momento em que as boas pessoas se deixam levar por uns e por outros sentindo a sombra do egoísmo em cada movimento, aparece a sombra da decepção. Então já não esperam nada, porque deixam de acreditar em si mesmas.
Na realidade, é algo mais complexo do que pensamos. Quando alguém faz as coisas por livre e espontânea vontade, é o seu espírito quem o guia, é a espontaneidade e a sua própria integridade. Mas quando outras pessoas estragam esses princípios para chegar a um objectivo em busca de um benefício próprio, em lugar de culpar quem os manipulou, elas culpam-se a si mesmas. É o mais comum.
As boas pessoas ouvem que são ingénuas, que dão muito, que não sabem ter intuição com as coisas, as pessoas…. E tudo isso, todos estes comentários negativos, vão minando pouco a pouco a autoestima de um modo perigoso.
As boas pessoas e seus castelos
Quando percebemos a invasão dos outros nos nossos espaços pessoais, costumamos criar estratégias para nos protegermos. E mais ainda, responsabilizamos os outros por esta ofensa. Mas no caso das boas pessoas, isso nem sempre acontece desse modo.
Devemos ter claro que todos nós precisamos ter um espaço de controlo, um limite pessoal depois do qual é obrigatório elevar os nossos muros para não ficarmos vulneráveis. Para se convencer ainda mais sobre isso, é importante ter em conta esses simples aspectos:
Estabelecer limites não vai afastá-lo dos outros
As boas pessoas têm todo o direito de dizer “chega” sem que sejam chamadas de egoístas. Sabemos que quem as rodeia está mais do que acostumado a que sempre digam sim, a que estejam disponíveis com um sorriso.
Estabelecer limites vai ajudar a conhecer a si mesmo e aos outros. Deve saber até onde quer chegar, e a partir daí, devem ajustar-se também os demais.
No momento em que estes limites estiverem claros, as relações serão mais saudáveis.
Isso o ajudará a ter um melhor conhecimento de si mesmo/a.
Mesmo o amor precisa de limites
Se alguém pensava o contrário, está enganado. Não há contexto mais necessário no qual marcar limites claros do que nas relações afectivas, familiares ou de amizade. Em realidade, não haverá forma mais afectuosa e de companheirismo do que poder dizer com tranquilidade um “não” sem nos preocuparmos com medo de que a outra pessoa se sinta ofendida ou contrariada por isso.
Dizer “eu gosto de ti” não irá traduzir-se jamais em “estou disposto a fazer o que me pedir no momento em que desejar.”
Gostar de alguém, seja esse alguém seu par, um amigo ou até um familiar, é poder actuar com liberdade de acordo com nossos princípios, sabendo que vamos ser respeitados a todo momento.
Dizer “chega” nunca o fará ser má pessoa
Antes de convencer os outros, deve convencer-se a si mesmo. É necessário poder dizer “chega”, e dizê-lo em voz alta com convicção, sem nos envergonharmos por isso nem nos sentirmos mal. Pense que se dia após dia, ceder em tudo aquilo que lhe pedem, o que acaba acontecendo, na verdade, é que estão roubando a sua energia, a auto-estima, e, por sua vez… vão convertê-lo em alguém que não é.
Chegará um momento em que, quando desejar ajudar alguém de verdade, isso vai-se tornar impossível. Não terá forças, nem ânimo, e pior ainda, já não acreditará em si mesmo.
A importância de traçar uma linha imaginária entre si e os outros
Criar limites em seu redor não é como criar, da noite para o dia, uma linha de castigo para os outros, onde fica isolado e protegido ao mesmo tempo. É exactamente o contrário…
Traçar limites não é levantar muros. Visualize-o como uma linha de luz, como uma linha de energia que traça em redor do seu corpo, onde as suas energias, as suas emoções e os seus valores ficam protegidos.
Tudo isso vai oferecer a si a segurança de estar agindo com integridade para construir autênticas relações positivas. Desse modo, quem de verdade gosta de si vai compreender, porque as boas pessoas, apesar de não quererem nada em troca, precisam de reciprocidade e de respeito.
Autora: Valerya Amanhecer

Colaboração de leitor

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O Príncipe dos Pregadores

CHARLES SPURGEON (1834-1892)

Conhecido como o “príncipe dos pregadores”, aos 19 anos já era pastor na Park Street Chapel, em Londres. A princípio um luar muito amplo, para mil e duzentas pessoas, porém freqüentado por um pequeno grupo de fiéis. Em poucos meses o prédio não comportava mais a multidão e eles se mudaram para um outro auditório que comportava quatro mil e quinhentas pessoas! A Igreja então resolveu alugar o Surrey Music Hall, o prédio mais amplo, imponente e magnífico de Londres, construído para diversões públicas. O culto inaugural deu-se em 19 de outubro de 1856. Quando o culto começou, o prédio no qual cabiam 12.000 pessoas estava superlotado e havia mais 10.000 fora que não puderam entrar!
Uma terrível catástrofe ocorreu neste dia. Ao início do culto, pessoas diabólicas se levantaram gritando “ Fogo! Fogo!”, provocando um grande alvoroço e um saldo de sete pessoas mortas e vinte e oito gravemente feridos. Isto não impediu que o interesse pelos cultos até aumentasse. Em março de 1861 sua Igreja concluiu a construção do Metropolitan Tabernacle, local que comportava uma média de 5.000 pessoas a cada culto dominical, isto perdurando pelos próximos 31 anos. Pregou em cidades de toda a Inglaterra e noutros países: Escócia, Irlanda, Gales, Holanda e França. Pregava ao ar livre e nos maiores edifícios, em média oito a doze vezes por semana!
Spurgeon publicou inúmeros livros. Milhares de sermões seus foram publicados e traduzidos para diversas línguas. Além de pregar constantemente a grandes auditórios e de escrever tantos livros, esforçou-se em vários outros ramos de atividades. Inspirado pelo exemplo de Jorge Muller, fundou e dirigiu o orfanato de Stockwell. Reconhecendo a necessidade de instruir os jovens chamados por Deus a proclamar o Evangelho, fundou e dirigiu o Colégio dos Pastores. A oração fervorosa era um hábito em sua vida. Contava com trezentos intercessores que, todas as vezes que pregava, mantinham-se em súplica.





sábado, 9 de janeiro de 2016

John Wesley



GRANDES PREGADORES DO PASSADO: John Wesley e o avivamento Wesleyano




"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)

"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley

"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley

(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)

O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é freqüentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espiritual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.

Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.

Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:

No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:

As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amadurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorreram em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.
Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".

O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.

John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Aprendendo a humildade com Jesus

À descoberta da Beleza

· ​Apresentada a terceira carta da Congregação para os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica ·

Já não é tempo de uma espiritualidade individual, mas de uma espiritualidade de comunhão, porque a Igreja não é um caminho que se percorre sozinhos, mas juntos. É um verdadeiro despertar o que o João Braz de Aviz pediu a todos os consagrados. A ocasião foi a apresentação da terceira carta do dicastério intitulada Contemplate. Ai consacrati e alle consacrate sulle tracce della Bellezza [ContemplaiAos consagrados e às consagradas nas pegadas da Beleza], editada pela Libreria Editrice Vaticana.
Durante o encontro, realizado recentemente na Pontifícia universidade Urbaniana, o prefeito da Congregação para os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica fez referência à Trindade para fazer compreender que todas as relações devem ser revistas nesta óptica, inclusive a relação entre autoridade e obediência nos institutos. De facto, esta deveria ser uma relação na qual se busca juntos a vontade de Deus.
Em seguida, o cardeal recordou que entrar na contemplação significa recriar cada vez mais a relação com Deus e entre nós. E considerando Deus como Trindade, é necessário fazer experiência dele vivendo a relação de amor na profundidade da solidão e do silêncio. Eis então o convite a reconhecer que no outro há algo de importante para alcançar Deus: uma atitude nem sempre fácil, que contudo deve ser redescoberta, aprendendo a humildade com Jesus, o qual se faz menino no mistério do Natal. Por fim, o purpurado anunciou que a próxima carta, a quarta e última, será dedicada à missão.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Santa Ceia

Quando Devemos PARTICIPAR SANTA CEIA?
A Igreja primitiva celebrava constantemente um CEIA ( Atos 2.42 ). A Igreja Evangélica celebra a ceia uma vez por mês. A Ceia deve ser ministrada pelo pastor responsável pela Comunidade. Disse Jesus: "fazei ISSO Todas as vezes Que o beberdes em Memória de Mim, Porque Todas as vezes Que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor Até Que ELE Venha " ( I Coríntios 11.25,26 ), ENTÃO não podemos perder nenhuma oportunidade de PARTICIPAR da ceia do Senhor e devemos Fazer isso sempre que ele venha. 

-Como Se preparar para PARTICIPAR da Ceia do Senhor?   I Corintios 11.28
Jesus é 'o Cordeiro de Deus Que tira o pecado do mundo' João 1.29 ) , fez de um sacrifício
muito maior que o da páscoa judaica Hebreus 9,11-14 ) , POR ISSO DEVE este momento ser levado bem à sério.
Leia I Coríntios 11,27-34 e Veja Que devemos PARTICIPAR da ceia com:
Consciência : "Aquele Que comer indignamente Será réu do Corpo e do Sangue de Cristo" v.27 ),
Em Arrependimento : "examinar-se o homem a si MESMO.(v.28 ),
Com discernimento : "pois quem de vir e bebe sem discernir vir e bebe Juízo Para Si" ( v. 29 ,)
Temor : "eis A Razão Porque há entre vós  muitos Doentes e NÃO poucos que dormem" v.30 ),
Reflexão : "Porque se julgássemos à nos mesmos, Não seríamos Julgados" v.31 ),
Disciplina : "mas quando Julgados somos disciplinados pelo Senhor para não sermos Condenados"v.32 ),
Organização : "quando vos Reunis para comer, esperai uns Pelos Outros" v.33 ),
Respeitando como Ordens fazer dirigente : "Quanto às demais Coisas eu ordenarei para ter convosco" v 34. ).

Colaboração de uma leitora

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A Ceia do Senhor

-Quem DEVE PARTICIPAR da CEIA DO SENHOR?
O povo judeu celebrava uma páscoa de todos os ano,
 Por isso sacrificavam hum cordeiro que ao derramar o seu sangue representava o Perdão dos Pecados e a Proteção Divina Êxodo 12,21-23 ) . Contudo era a páscoa algo muito sério e restrito apenas para o povo de Israel e nenhuma pessoa que não fosse judeu poderia PARTICIPAR Êxodo 12,43-50 ).
Da MESMA forma que uma ceia judaica era SOMENTE PARA O povo de Deus, Jesus celebrou a Ceia APENAS com SEUS Discípulos (Leia Mateus 26.26 ) que prepararam uma Ceia do jeito Que Jesus Mandou Mateus 26,17-19 ).
Os critérios parágrafo PARTICIPAR da Ceia São:
  1. SER   discipulo de Jesus : Aceitar a Jesus Como Seu Senhor e Salvador Lucas 22,14 ) ;
  2. SER   Batizado : ter Compromisso com Deus e com a Igreja Marcos 16.16 );
  3. ESTAR EM Comunhão : com Deus, com o Próximo e Consigo MESMO Mateus 22,37-39 ) ;
  4. CONFESSAR OS PECADOS : Significa reconhecer Nossa necessidade do Perdão de Cristo e Confirmar Nosso Compromisso com Ele I João 1.9 e I Coríntios 11,28 ) .

OBSERVAÇÕES :
- A Igreja Não É dona da MESA DO SENHOR, e sim Ministros e Participantes, POR ISSO TEM uma Função de Orientar, nao de julgar quem de DEVE PARTICIPAR ou Não Mateus 7.7 I Coríntios 11.31 ) . Jesus Disse Que Ele MESMO separa o joio do trigo e na  Última ceia Jesus sabia Que Judas o trairia e ASSIM MESMO o deixou PARTICIPAR João 13,21-30 ) .
-Algumas Igrejas consideram as Crianças Dignas de Receber OS Elementos e se vê na Função de Orientá-las para viver o evangelho desde Cedo. Jesus Disse Que devemos Ser Como as Crianças Mateus 18,3 ) e deixarmos para as Crianças irem a Ele Porque delas é o Reino de Deus Mateus 19.14 ) . Então, se Jesus Disse Que ELAS são Exemplo de fé e Que Não Podemos impedi-las de ir a Ele.   Não significa que podemos negar-lhes algo que Jesus mandou dizendo: "Bebei DELE todos" Mateus 26.27 ) .

Colaboração de uma leitora