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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dedicação da Basílica de Latrão

Quarta-feira, dia 09 de Novembro de 2016




Hoje a Igreja universal celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314). Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um carácter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.

sábado, 23 de julho de 2016

Comentário do dia



São João Paulo II (1920-2005), papa
Carta apostólica «Spes Aedificandi», de 02/10/1999 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)


Santa Brígida da Suécia, co-padroeira da Europa

A fé cristã deu forma à cultura do continente europeu e combinou-se de forma inextricável com a sua história, a ponto de esta ser incompreensível sem uma referência aos acontecimentos que caracterizaram, primeiro o grande período da evangelização, depois os longos séculos no decurso dos quais o cristianismo se afirmou, apesar da dolorosa divisão entre o Oriente e o Ocidente, como a religião dos europeus. [...]

O caminho em direção ao futuro não pode deixar de ter em conta este facto; os cristãos são chamados a ter dele uma consciência renovada, a fim de darem conta das suas permanentes potencialidades. Têm o dever de dar à construção da Europa um contributo específico, que terá tanto mais valor e eficácia quanto souberem renovar-se à luz do Evangelho. Serão então os continuadores desta longa história de milénios, em que os santos oficialmente reconhecidos mais não são do que cumes propostos como modelos para todos. Há, com efeito, inúmeros cristãos que, pela sua vida reta e honesta, animada pelo amor a Deus e ao próximo, alcançaram, nas mais diversas vocações consagradas e laicas, uma santidade verdadeira e largamente difundida, ainda que se mantivesse oculta. A Igreja não duvida de que este tesouro de santidade é precisamente o segredo do seu passado e a esperança do seu futuro. [...]

Foi por isso que, completando aquilo que fiz quando declarei padroeiros da Europa, a par de São Bento, dois santos do primeiro milénio, os irmãos Cirilo e Metódio, pioneiros da evangelização do Oriente, pensei agora completar o cortejo dos padroeiros celestiais com três figuras igualmente emblemáticas de momentos cruciais deste segundo milénio que chega agora ao fim: Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa Benedita da Cruz. Três grandes santas, três mulheres que, em três épocas diferentes - duas em plena Idade Média, uma no nosso século -, se evidenciaram pelo seu amor ativo à Igreja de Cristo e pelo testemunho prestado à sua cruz.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Questão de Justiça

Intervenção do cardeal Tagle sobre a segurança alimentar ·
31 de Maio de 2016

O direito humano fundamental a uma alimentação adequada não é apenas um desafio económico, mas principalmente ético e antropológico. «O problema do desperdício de alimentos é de natureza sistémica; é a consequência de sistemas alimentares não centrados na pessoa, mas no mercado». A justiça, a igualdade e o respeito recíproco são valores últimos, não negociáveis. «Os frutos da terra devem beneficiar todos».
Foi este o ponto crucial da intervenção proferida ontem pelo cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila e presidente de Caritas Internationalis, durante um encontro dedicado aos desperdícios alimentares, organizado à margem do Conselho da Fao (Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura). Participaram no encontro também Fernando Chica Arellano, observador permanente da Santa Sé junto da Fao.
Recordando a atenção primeiro do Papa Bento XVI e depois do Papa Francisco pela questão da insegurança alimentar, Tagle sublinhou que «o desperdício de alimentos se verifica em todas as fases de desenvolvimento da cadeia agrícola depois da colheita, incluindo a do transporte do campo para o armazém, durante o trilhamento ou descascamento, a armazenagem, o transporte para o mercado e, enfim, durante a venda». O fenómeno do desperdício alimentar «é particularmente prejudicial para os pequenos agricultores, cuja segurança alimentar e capacidade de lucro derivante do seu trabalho está seriamente ameaçada».
Neste quadro, são os Governos que devem assumir «o dever de criar condições favoráveis para a segurança alimentar, de respeitar a pessoa e o seu modo de usar os recursos necessários, de garantir a segurança e a quantidade de alimentos». Portanto, são necessárias novas políticas e maiores investimentos para melhorar as infraestruturas agrícolas. «Se quisermos – explicou Tagle – que os sistemas alimentares garantam o direito a uma alimentação adequada a todos, sobretudo aos mais desfavorecidos, isto exige políticas sólidas e medidas eficazes para impedir os desperdícios alimentares».

domingo, 19 de junho de 2016

O Messias de Deus

Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)



Décimo segundo domingo comum

A liturgia deste Domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação, para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste Domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Mensagem Adventista

Tudo que Deus nos pede é amor


Texto: Karyne M. Lira Correia
“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Gálatas5:14. Assim o apóstolo sintetiza a vontade expressa de Deus – Sua lei. O próprio Jesus já havia afirmado anteriormente:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22:37-40
Tudo o que Deus nos pede é que amemos. Que amemos a Ele e amemos ao próximo. Mas, o que é amar?
Como adventistas do sétimo dia, costumamos explicar que o decálogo se divide em duas partes: os primeiros 4 mandamentos se referem ao nosso amor para com Deus, e os 6 últimos ao nosso amor ao próximo. Então, amar não é simplesmente sentir uma emoção. Longe disso, amar implica em agir. Amar a Deus implica em adorar apenas a Ele, em não tomar Seu nome em vão e em santificar o dia que Ele escolheu – o Sábado. Amar ao próximo implica no respeito para com os pais, em não matar, não adulterar, não roubar, não mentir e não cobiçar. Amar é algo prático.
Isto fica explícito também na carta à Igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; […]” Apocalipse 2:4 e 5. A Igreja havia deixado o seu primeiro amor, e a solução apresentada por Cristo a ela era voltar a praticar as primeiras obras. Não é possível separar amor de obras. Amar é agir.
Até mesmo o Diabo, ao perverter a lei do amor, não o desvincula das obras. A Lei do Thelema diz: “Faze o que tu queres, será o todo da Lei.” “Amor é a lei, amor sob vontade.” Esta lei diabólica foi feita letra de uma música bastante conhecida no Brasil – “Sociedade Alternativa”. Ali (na música) é descrita uma porção de coisas que você pode fazer se quiser, afinal de contas, amar (de acordo com esta lei) é sinônimo de fazer o que quiser.
Este pensamento satânico, sintetizado na lei do Thelema parece invadir, atualmente, o mundo cristão. E o discurso dos cristãos tem sido uma espécie de “faze o que tu queres; simplesmente ame”. Tenho amigos cristãos de outras denominações, e já estudei em escolas de outras denominações, e para mim é muito visível a presença atual desse discurso nas igrejas cristãs.
A estratégia de Satanás, desde a primeira tentação feita neste mundo não mudou! Ele continua enganando ao misturar verdade com mentira. De fato, Deus quer que amemos. Isto é, na verdade, a única coisa que Ele nos pede. Mas amar não é fazer o que eu quero. Nosso coração é enganoso (Jeremias 17:9). Não podemos confiar em nossa própria vontade.
Infelizmente, em nosso meio (agora sendo mais específica quanto a nós, adventistas), tem se proliferado um discurso equivocado sobre o amor também! Sim, somos sujeitos a erros como todos os demais cristãos. E eu não me refiro aqui a algum livro ou sermão que tenha lido ou assistido, mas ao discurso que pude ouvir ao viajar nosso país de norte a sul nos últimos anos. Um discurso que há algum tempo atrás eu mesma reproduzi, e vi (e vejo) amigos reproduzirem também.
Geralmente, este discurso é amplamente usado para combater mensagens de reavivamento e reforma. Por isso, desde 2010, quando essa se tornou a ênfase da Igreja mundial, tenho a impressão de que esse discurso passou a ser mais utilizado em nosso meio. O discurso de que não precisamos fazer nada, apenas amar.
Não fazer nada, apenas amar. Não faz sentido algum. Não é possível amar sem fazer coisas. Você se sentiria amada por um marido que não lhe dá atenção, não lhe trata com respeito, que não é fiel a você, que não se importa com seus sentimentos, que apenas diz “eu te amo” uma vez ou outra? Claro que não! Mas temos falado, espiritualmente, em amar sem agir!
Então, quando alguém vem à Igreja pregar sobre Mordomia Cristã, quem se incomoda com o assunto dos dízimos e das ofertas porque não é fiel a Deus nessa área da vida, acusa o pregador de legalismo, de salvação pelo dízimo, salvação pelo pacto, e declara que tudo o que Deus requer de nós é amor. Esquece, talvez, que devolver a Deus os dízimos e as ofertas é amar a Deus e ao próximo. Que quando o fazemos, estamos amando as pessoas a quem o evangelho irá alcançar com o auxílio dos nossos recursos financeiros (dos quais Deus nem precisa, mas por misericórdia de nós, nos permite colaborar). Que apenas contribuir com a recolta e com o mutirão de natal é muito pouco!
O mesmo ocorre quando alguém prega sobre Reforma de Saúde. Quem rejeita a mensagem logo acusa que a mensagem é legalista, que é salvação pela soja, e que Deus só pede que amemos. Talvez nunca tenha pensado que se nosso corpo é templo do Espírito Santo, o cuidado para com o corpo é uma forma de amar a Deus. Talvez nunca tenha refletido que cuidar da saúde é uma forma de amar ao cônjuge, poupando-o de preocupações e cuidados com alguém doente, e de amar aos filhos, privando-os de heranças ruins. É uma forma de amar às pessoas que moram em nossa cidade, pois ao invés de sermos um número a mais nas estatísticas ruins do sistema público de saúde, somos instrumentos de Deus para levar saúde a uma sociedade doente. E como as pessoas lá fora ficam felizes quando ensinamos a elas a mensagem de saúde e cura que Deus nos deixou, e elas se libertam de doenças com as quais vinham sofrendo há anos! Viver e pregar a reforma de saúde é uma forma de amar. Falta de amor é ter um conhecimento tão precioso e mantê-lo escondido.
E o mesmo podemos dizer sobre tudo o que Deus requer de nós, todas as coisas que nos deixou reveladas através da bíblia e do Espírito de Profecia, e que hoje, alguns irmãos insistem em chamar de tradições ou meros costumes da IASD. Existe amor em vestir-se e comportar-se com modéstia cristã, em cuidar das entradas da alma ouvindo, vendo e lendo apenas o que Deus aprova, em frequentar apenas lugares em que Deus possa ser glorificado pela nossa presença, em não nos unirmos em jugo desigual… etc.
Querida amiga, nosso coração enganoso, nossa tendência natural para o pecado, nos faz ver restrições naquilo que Deus nos deu como amor. Nos faz proferir “desculpas esfarrapadas”, e até mesmo a reproduzirmos a diabólica lei do Thelema de forma disfarçada, para que possamos continuar na prática do que é mau, do que desagrada a Deus.
É bem verdade que muita gente já foi ferida por irmãos que trataram a verdade com legalismo, e a impuseram de tal forma, ou a usaram de modo tão hostil a ponto de criar em nós alguma resistência à verdade. Durante muito tempo eu resisti à mensagem de saúde por esta razão. Havia crescido com repulsa a uma mensagem que era pregada de forma, inclusive, nojenta (é, porque são nojentas e desnecessárias algumas coisas que se fala quando o assunto é saúde). Mas a falha do mensageiro não torna a verdade menos verdadeira. Isso não faz com que estas reformas não sejam o desejo de Deus para nossa vida. Tudo o que Deus nos pede, toda conduta, toda ação, é uma forma de amar! Vivamos este amor!

domingo, 12 de junho de 2016

Finalmente apóstola


10 de Junho de 2016
Desde há quase dois mil anos era evidente para todos a presença decisiva diante do sepulcro vazio de Maria Madalena, a primeira que deu a boa nova da ressurreição: precisamente ela, uma mulher.
Mas parecia deveras que ninguém se tinha apercebido. Ao longo dos séculos surgiram até histórias misóginas, como aquela segundo a qual que Jesus tinha aparecido antes de tudo a uma mulher porque as mulheres falam mais e assim a notícia ter-se-ia difundido mais depressa. Além disso, alguns importantes comentadores tinham-se questionado sobre como o ressuscitado tivesse descuidado a sua mãe, chegando até a imaginar uma aparição a Maria antes do encontro com Madalena, de modo a restabelecer uma hierarquia que se considerava alterada.
Sobre Maria de Magdala, precisamente devido à sua evidente proximidade a Jesus, tinham até surgido vozes preocupantes, a ponto de fazer dela o símbolo da transgressão sexual, relançado por lendas tenazes, ainda hoje vivas: muitos recordam a Madalena no filme de Martin Scorsese A última tentação de Cristo, e certamente muitos mais leram O código da Vinci, best seller fundado precisamente sobre o presumível segredo do matrimónio entre ela e Jesus.
De resto Madalena é a única protagonista importante da história sacra a ser representada um pouco seminua na iconografia, e quase sempre com os cabelos ruivos, por muito tempo considerados sinal de desordem sexual. Em síntese, mesmo se era considerada santa, era representada quase como símbolo oposto à imagem virginal de Maria, vestida de branco e de azul. A ponto que entre as feministas dos anos Setenta começou a difundir-se o costume de chamar Madalena às suas filhas, em sinal de rebelião à tradição religiosa. Ao contrário foi mais clarividente a tradição popular, que imaginou uma sua viagem por mar até ao litoral meridional da França: para evangelizar, precisamente como os outros apóstolos, uma parte do mundo então conhecido. Foi tão longo e difícil o caminho que levou à aceitação da verdade, uma verdade simples mas expressiva de uma mensagem que muitos não queriam ouvir: ou seja, que para Jesus as mulheres eram iguais aos homens sob o ponto de vista espiritual, porque têm o mesmo valor e capacidades. Por isso era tão difícil admitir que Madalena era uma apóstola, a primeira entre os apóstolos aos quais o Senhor ressuscitado se manifestou. Por isso precisamente ela, ou melhor, da restituição do lugar que lhe compete na tradição cristã, pode partir finalmente o reconhecimento do papel das mulheres na Igreja. O Papa Francisco compreendeu claramente, e iniciou deste modo um processo que nunca mais poderá ser interrompido.
Surpreende que a data do documento seja a do dia no qual se celebra o Sagrado Coração de Jesus: uma devoção difundida por uma mulher, Margarida Maria Alacoque, e relançada com paixão por muitas santas do século XIX, como Francisca Cabrini. Estas são outras confirmações de que as mulheres sempre estiveram na Igreja, desempenharam papéis importantes e contribuíram para a construção da tradição cristã.
Então, da parte de todas as mulheres cristãs do mundo, umobrigado ao Papa Francisco, porque com a criação da nova festa de Santa Maria Madalena lhes reconhece o mérito.
Lucetta Scaraffia

sábado, 11 de junho de 2016

LIÇÕES DO BUDISMO


1) “Não Se Pode Percorrer O Caminho Até Que Você Se Torne O Próprio Caminho”
2) “Você Não Vai Ser Punido Por Sua Raiva, Você Será Punido Pela Sua Raiva.”
3) “Conquistar A Si Mesmo É Uma Tarefa Maior Do Que Conquistar Outros”
4) “Três Coisas Não Podem Ser Escondidas Por Muito Tempo: O Sol, A Lua, E A Verdade.”
5) “Tenha Compaixão Por Todos Os Seres, Ricos E Pobres; Cada Um Tem O Seu Sofrimento. Alguns Sofrem Demais, Outros Muito Pouco. “
Fonte: Steven Bancarz Spirit Science

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lições do Budismo


Mais 10 novas mensagens
1) “Aqueles Que Estão Livres De Pensamentos Rancorosos Certamente Encontram A Paz.”
2) “O Ódio Não Cessa Pelo Ódio Em Nenhum Momento. O Ódio Cessa Com O Amor. Esta É Uma Lei Inalterável. “
3) “Tem Que Haver O Mal Para Que Então O Bem Possa Provar Sua Pureza Acima Dele.”
4) “É Fácil Ver Os Defeitos Dos Outros, Mas É Difícil Ver Nossas Própria Falhas. Aquele Que Mostra Os Defeitos Dos Outros É Como Alguém Que Joga Palha Ao Vento, Mas Encobre As Próprias Falhas Como Um Jogador Astuto Quando Esconde Seus Dados “.
5) “Eu Nunca Vejo O Que Tem Sido Feito; Eu Só Vejo O Que Resta A Ser Feito “.
6) “A Mente É Tudo. O Que Você Pensa, Você Se Torna. “
7) “Assim Como Tesouros São Descobertos A Partir Da Terra, A Virtude Aparece Nas Boas Ações, E A Sabedoria Aparece A Partir De Uma Mente Pura E Pacífica. Para Caminhar Com Segurança Através Do Labirinto Da Vida Humana, É Preciso A Luz Da Sabedoria E A Orientação Da Virtude “.
8) “Somos Moldados Por Nossos Pensamentos; Nós Nos Tornamos Aquilo Que Pensamos. Quando A Mente É Pura, A Alegria Segue Como Uma Sombra Que Nunca Vai Embora. “
9) “Trabalhe Por Sua Própria Salvação. Não Dependa De Outros.

10) “Vamos Nos Levantar E Ser Gratos, Porque Se Nós Não Aprendemos Muito Hoje, Pelo Menos Aprendemos Um Pouco, E Se Nós Não Aprendemos Um Pouco, Pelo Menos Não Ficamos Doentes, E Se Ficamos Doentes, Pelo Menos Nós Não Morremos; Assim, Vamos Todos Ser Gratos. “

terça-feira, 7 de junho de 2016

10 NOVAS LIÇÕES DO BUDISMO


1. O Amor cura todas as coisas.
“Ódio não acaba pelo ódio, mas somente pelo amor, esta é a regra eterna.”
2. Não é o que você diz mas aquilo que você faz que te define.
“ Um homem não é chamado sábio porque ele fala e fala de novo, mas se ele é pacífico, ama e não tem medo, então ele é de verdade chamado sábio”.
“ Um cachorro não é considerado um bom cachorro porque ele late bem. Um homem não é considerado bom porque ele fala bem.”
3. O segredo de uma boa saúde é viver completamente no AGORA.
“ Não viva no passado, não fique sonhando com o futuro, concentre sua mente no momento presente.”
“O segredo da saúde tanto para mente como para o corpo, é não lamentar o passado, nem se preocupar com o futuro, mas sim viver no momento presente sábia e seriamente.”
4. Quem olha para dentro, acorda.
”O caminho não está no céu. O caminho está no coração,”
5. Palavras tem ambos os poderes, de ferir e de curar.
“Palavras tem o poder tanto de destruir como de curar. Quando as palavras são tanto verdadeiras como gentis, elas pode mudar nosso mundo.”
6. Deixe partir e será eternamente seu.
” Você somente perde aquilo a que se agarra.”
7. Ninguém pode percorrer seu caminho por você.
“Ninguém nos salva exceto nós mesmos. Ninguém pode e ninguém tem permissão. Nós mesmos precisamos andar o caminho.”
8. A felicidade nunca se reduz por ser compartilhada.
“Milhares de velas podem ser acesas com apenas uma só, e a vida da vela não vai ser encurtada por isto. Felicidade nunca se reduz por ser compartilhada.”
9. Seja gentil com todos.
“Decida por ser suave com os jovens, ter compaixão com os idosos, compreensivo com os que estão se esforçando e tolerante com os fracos e errados. Alguma hora na sua vida, você já foi todos eles.”
“Tenha compaixão por todos os seres, igualmente de ricos e pobres, cada um tem seu sofrimento. Alguns sofrem demasiado, outros muito menos.”
“Ensine esta verdade tripla para todos: um coração generoso, um discurso gentil e uma vida de serviço e compaixão são as coisas que renovam a humanidade.”
10. Não acredite em tudo que te dizem para acreditar.
“Não acredite em qualquer coisa só por que você ouviu. Não acredite em qualquer coisa somente porque ela foi dita ou espalhada como rumor por muitos. Não acredite em qualquer coisa apenas porque ela foi escrita nos seus livros religiosos. Não acredite em qualquer coisa apenas pela autoridade de seus professores ou mais velhos. Não acredite em tradições porque elas foram repassadas por muitas gerações. Mas depois de observar e analisar, quando você descobrir que qualquer coisa concorda com a razão e é condutiva do bem e do beneficio de um e de todos, então aceite-a e viva a altura dela.”

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dez lições do Budismo

1) “Mesmo Que Você Leia Muitas Escrituras Sagradas E Mesmo Que Você Fale Muito Sobre Elas, O Que De Bom Elas Podem Fazer Por Você Se Não Agir Sobre Isto?

2) “O Caminho Não Está No Céu. O Caminho Está No Coração “.

3) “Um Jarro Enche Gota A Gota.”

4) “Todo Ser Humano É O Autor Da Sua Própria Saúde Ou Da Doença.”

5) “Para Compreender Tudo É Preciso Perdoar Tudo”

6) “Melhor Do Que Mil Palavras Ocas, É Uma Palavra Que Traga A Paz.”

7) “Quaisquer Palavras Que Pronunciamos, Devem Ser Escolhidas Com Cuidado Porque As Pessoas Ouvem E São Influenciadas Por Elas, Para O Bem Ou Para O Mal.”

8) “Ninguém Nos Salva A Não Ser Nós Mesmos. Ninguém Pode E Ninguém Consegue. Nós Mesmos Devemos Percorrer O Caminho. “

9) “E No Momento De Uma Polêmica Em Que Sentimos Raiva, Já Deixamos De Lutar Pela Verdade E Começamos A Brigar Com Nós Mesmos.”

Ascetic_Bodhisatta_Gotama_with_the_Group_of_Five

10) “No Céu, Não Há Distinção Entre Oriente E Ocidente; As Pessoas Criam Distinções Dentro De Suas Próprias Mentes E Depois Acreditam Nelas Como Verdade “.


domingo, 5 de junho de 2016

5 de julho - DIA MUNDIAL DA ECOLOGIA E DO MEIO AMBIENTE


Ó Terra tão degradada
tão vilipendiada
tão agredida
Mas, que um dia
será redimida
reconstruída
de todas as suas feridas
Felizes e abençoados
os que amam à Terra
e que diante de tantas
devastações e misérias
apostam sempre
em meio aos destroços
na vida gerando vida
www.apagadordigital.blogspot.com.br - Mauricio Figueiredo

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ABUSADAS


· Cerca de 120 milhões de meninas vítimas de estupro no mundo ·
5 de Setembro de 2014
O fenómeno diz respeito em particular à África
Abusadas, submetidas à violência física, psicológica e sexual. No mundo são cerca de 120 milhões as meninas com menos de vinte anos vítimas de estupro, denuncia um relatório divulgado ontem pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a infância).
O número, no entanto, é apenas uma peça no quadro geral elaborado pelo inquérito, que abrange 190 países, sobre a violência contra crianças e mulheres. Sobressai não apenas um aumento preocupante de casos de exploração nos últimos anos, mas também o facto de que estes mesmos casos são muitas vezes cobertos por uma rede social que de certa forma justifica quanto é cometido.
Nos países que foram objecto do relatório pelo menos uma menina de cada três com idade entre 15 e 19 anos (estamos a falar de cerca de 84 milhões de pessoas) foi vítima de violência psicológica, física ou sexual por parte de um marido ou parceiro. Estes correspondem a 70% dos casos nos países africanos, como a República Democrática do Congo e a Guiné Equatorial, enquanto se aproximam ou superam 50% em Uganda, na República Unida da Tanzânia e no Zimbabwe. Mas o fenómeno atinge também a Europa.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Contra a violência sexual


· Um seminário em Roma ·
23 de Maio de 2016
A reunião teve lugar a portas fechadas, num lugar afastado de Roma, porque muitas das religiosas e religiosos participantes arriscariam a vida, se se soubesse o que fazem. E contudo compreendeu-se que a arriscam de igual modo. De facto, é muito perigoso procurar defender as mulheres em países nos quais domina incontrastada a guerra civil, que comporta uma violência contínua e inexorável: um capuchinho congolês falou de trezentas mulheres por dia só na sua região. Trata-se de uma realidade terrível, da qual não se fala muito, ou então é mencionada só para dizer «sempre foi assim». E fala-se ainda menos de quem procura remediar a esta tragédia.
Foi a baronesa Anelay of St. Johns, ministra e representante especial do primeiro-ministro britânico para a prevenção da violência sexual nos conflitos, quem quis este encontro, organizado pelo embaixador da Grã-Bretanha junto da Santa Sé com a ajuda do Pontifício conselho «Justiça e Paz». A baronesa afirmou que só unindo os esforços se pode obter algum resultado tangível, e que é necessário não só assistir as vítimas e ajudá-las, mas trabalhar para transformar o contexto cultural no qual vivem, onde as violências são removidas e escondidas, e as mulheres induzidas ao silêncio.
E sobretudo é necessário combater contra a impunidade que quase sempre protege os violentadores, nunca punidos pelos seus crimes. Esta impunidade, obviamente, mais não faz do que favorecer o reiterar-se da violência. Por isso a ministra britânica elaborou um protocolo – assinado por 140 países – que contém instruções pormenorizadas para iniciar as investigações, a fim de proteger as testemunhas e as mulheres que aceitam falar, para ajudar advogados e juízes a enfrentar um problema para o qual não foram preparados. Em muitos países mais a risco a difusão do protocolo foi acompanhada por cursos especiais para advogados e juízes, de maneira a pô-los em condições de tratar um tema que para eles é novo, e a fim de encontrar e neutralizar os juízes corruptos. A punição dos culpados dá às mulheres a força de falar, de revelar a violência sofrida, e ajuda-as a não se sentirem culpadas do que aconteceu.
Em suma, trata-se de um trabalho complexo de transformação cultural, para fazer compreender a todos, sobretudo às mulheres, uma realidade inegável: elas são pessoas dignas de respeito e, mesmo se foram objeto de violência, têm o direito de participar na vida comunitária, de viver no seu país e com as suas famílias. É um trabalho cultural que serve ainda para fazer face ao perene conflito de maneira mais ativa: de facto, com as violências contínuas os bandos de predadores mantêm populações inteiras em estado de sujeição.
O protocolo refere-se apenas a casos de violência ligados aos conflitos, mas sabemos que não há só estes. Com efeito, se as mulheres reencontrarem a confiança em si mesmas, se aprenderem a falar e a denunciar, conseguiremos pôr fim também aos abusos cometidos no âmbito das próprias instituições, de todas as instituições.
A narração de tantas experiências corajosas, de tantas vidas heroicas desconhecidas, ofereceu uma imagem da Igreja diversa daquela que estamos habituados a ver: uma Igreja disposta a tudo para defender os mais débeis, uma Igreja capaz de mudar o mundo. Foi a esta Igreja que a baronesa Anelay pediu colaboração. E obteve-a.
Lucetta Scaraffia

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SEJA AUTO-CRÍTICO


Justin Taylor
John Frame, em seu excerto em "Como escrever um trabalho teológico" [How to Write a Theological Paper], coloca o segundo ponto.
Seja autocrítico:
Antes e durante sua escrita, antecipe objeções. Se você está criticando Barth, imagine Barth olhando sobre seu ombro, lendo seu manuscrito, tendo as reações dele. Esse ponto é crucial. Uma verdadeira atitude autocrítica pode salvar você de argumentos não claros e defeituosos. Também pode guardar você do dogmatismo arrogante e injustificado – uma falha comum a qualquer teologia (tanto liberal como conservadora).
Não hesite em dizer "provavelmente" ou até mesmo "eu não sei" quando as circunstâncias justificarem. Auto criticismo também fará você mais "profundo". Pois com frequência – talvez geralmente – são as objeções que nos forçam a repensar nossas posições, a ir além das nossas ideias superficiais, a lutar com as questões teológicas realmente profundas.
Ao antecipar as objeções para as suas respostas às objeções para as suas respostas, e assim por diante, você se encontrará sendo empurrado irresistivelmente para o campo das "questões difíceis", das profundezas da teologia.
No auto criticismo, o uso criativo da imaginação teológica é tremendamente importante. Mantenha-se perguntando perguntas tais como estas:
a) Posso tirar a ideia das minhas fontes em um sentido mais favorável? Um sentido menos favorável?
b) A minha ideia provê somente uma saída para a dificuldade ou há outras?
c) Ao tentar fugir do mau extremo, estou em perigo de cair em outro mal diferente do outro lado?
d) Posso pensar em alguns contraexemplos para as minhas generalizações?
e) Devo clarificar meus conceitos para que não sejam mal compreendidos?
f) Minha conclusão será controversa e então requerer mais argumentos do que eu planejei?

sábado, 14 de maio de 2016

O ATEU QUE DÁ GRAÇAS A DEUS




É o erro pensar que uma pessoa que frequenta uma determinada igreja, que se intitula cristã, budista, espírita ou qualquer outro rótulo disponível no mercado das crenças seja uma pessoa especial e diferente das outras.
Rótulos não significam nada. O ateu que diante dos maus atos cometidos por alguns religiosos bate as mãos no peito e agradece a Deus por não crer em nada, simplesmente comete uma tolice.
Seria a mesma coisa de um cristão ou religioso atribuir a todos os ateus o extermínio em massa cometido por muitos líderes ateus em seus desgovernos. Graças a Deus existem ateus e religiosos de boa vontade e são eles quem Deus procura e quer.
Mateus em 7:21 cita o Cristo: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."
Que o irmão, camarada, companheiro ateu procure sempre os bons exemplos independente de que lado esteja.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O melhor dos tratamentos

ENTREGA A DEUS
Entregar-nos a Deus é o melhor dos tratamentos. Ele sabe o que somos e o que ainda nos falta ser, o que temos e o de que carecemos, o que fazemos e o que ainda devemos fazer, o de que precisamos e o que nos sobeja, o que nos ergue e o que nos derruba, o que sofremos e o que ainda precisamos sofrer...E então nos dá o remédio adequado, na dose exata. Onipotente, nada é impossível a Ele para curar-nos.
Entregar-nos a Deus é a melhor religião.
Ninguém melhor do que Ele sabe o caminho que reconduz à "casa". Ele é que é a casa e o caminho, Se precisamos de força, Ele nos dá. Se levamos bagagem em excesso, isto é, nossos apegos, Ele nos tira, embora, em nossa ignorância, nos sintamos às vezes despojados.
Hermogenes

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Cristianismo - adventistas

Que cristianismo é este que lhe apresentaram?

Texto de Karyne M. Lira Correia

Recentemente li uma queixa de uma irmã que dizia mais ou menos assim: “quando não somos da igreja, nos tratam com paciência e amor, depois que nos batizamos nos tratam como se devêssemos saber tudo.” Eu não me recordo completamente das palavras, mas a ideia era essa.
Ela estava certa em sua queixa. É isso mesmo que tem ocorrido em nossas igrejas, em alguns casos. Em outros casos tenho visto uma atitude semelhantemente equivocada – tratar membros como se fossem pessoas que desconhecem o evangelho, permitindo todo tipo de prática que foge ao ideal cristão.
Pensando sobre esse e outros assuntos, veio ontem a minha mente a seguinte pergunta: Que cristianismo é este que estamos apresentando às pessoas? Que cristianismo é esse que apresentamos a elas quando estão lá fora, e que as atraia, mas que lhes é um fardo quando estão aqui dentro? Que cristianismo é esse que não causa mudança e transformação, permitindo que pessoas estejam há anos dentro da igreja sem que precisem se comprometer com a verdade de forma prática?
Algumas pessoas me criticam pela forma direta e incisiva de defender o que creio. Mas, queridos, somos chamados a não titubear e ter medo de dizer o que é correto ser dito. Então, sendo bem direta, eu lhe pergunto – que cristianismo é esse que lhe apresentaram?
Alguns se equivocam de que cristãos são aqueles que creem em Cristo. A própria Palavra de Deus (Tiago 2:19) diz que até os demônios creem. E, cá entre nós, os demônios não seguem nenhum tipo de conduta cristã! Então, Cristianismo não é só acreditar que Jesus existe, que Ele é Deus e que Ele morreu para nos salvar.
Cristão é aquele que vive a serviço de Deus, “os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá” (Apocalipse 14:4). Eles são os que ouvem a ordem “vem, toma a cruz, e segue-me” (Marcos 10:21), e atendem a essa ordem. Ser cristão não é uma condição permanente. Não é como um título que ganhamos de Mestre ou Doutor em algo, e que, independente de nossa prática, permanece conosco. Alguém pode ser cristão hoje e amanhã não ser mais. A história de que uma vez salvo somos salvos para sempre é uma falácia. Precisamos ser salvos sempre que caímos. Jesus veio nos salvar de nossos pecados (Mateus 1:21). Por isso, quando pecamos precisamos novamente de salvação.
Mas até aqui, queridos, muitos aceitam. O problema é o que vou escrever a seguir. Você crê na Palavra de Deus? Crê que ela é a verdade? Então veja: a Palavra de Deus diz que “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” (I João 3:8). Existem coisas na Bíblia que são duras não é mesmo? Eu já chorei e lutei contra muitas verdades por serem duras. Acredite, eu entendo quando você também luta com uma verdade que denuncia quem nós somos, como esse texto de I João.
Isso significa queridos que quando pecamos estamos a serviço de outro que não Cristo. Sendo bem direta, quando vivemos o cristianismo estamos a serviço de Cristo, mas quando pecamos, estamos a serviço do diabo. Isso é muito pesado. Mas Jesus foi claro sobre isso. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24). No momento em que servimos a um, não podemos servir a outro.
É por isso que o cristão vive uma vida diferente do mundo, pratica coisas que não combinam com as coisas praticadas pelo mundo. Porque o cristão está a serviço de Deus, e enquanto ele serve a Deus, ele não pode servir ao diabo. É IMPOSSÍVEL.
Ah Karyne, mas eu conheço um irmão que saía para dar estudo bíblico, e saindo do estudo traía a esposa. Quando ele estava trabalhando pela salvação de almas (se esse era realmente o propósito do ato de dar estudos) ele estava a serviço de Deus, e quando ele adulterava ele estava a serviço do diabo. E se ele dava estudos como forma de disfarçar seu pecado, ao dar estudos bíblicos ele já estava a serviço do diabo. É mais ou menos assim. E você não precisa ir tão longe. Pode pensar em si mesmo. Pode pensar em quando você estava louvando a Deus para adorá-lo e quando estava louvando a Deus para exaltar a si mesmo. O mesmo ato, a serviço de dois senhores diferentes.
Queridos, somos chamados a servir a Deus. Somos propriedade exclusiva dEle (Deuteronômio 7:9; I Pedro 2:9). Está a serviço dEle é que nos confere o “título” de cristãos. E estar a serviço de Deus requer de nós uma conduta coerente com a vontade dEle. A liderança da Divisão Sul Americana preparou um documento sobre conduta cristã, e é propósito da Divisão que cada membro da IASD conheça o conteúdo deste documento. Eu já ouvi críticas ao documento única e simplesmente por ser sobre conduta cristã, e atualmente, muitos adventista não querem ouvir o que é próprio da conduta cristã e o que não pertence à conduta cristã. Em outras palavras, o que um cristão faz/deve fazer e o que um cristão não faz/não deve fazer.
Meu apelo, para você que está lendo esse texto, é que você faça uma análise pessoal. Verifique se há em você alguma resistência em viver a vida que o Senhor deseja que você viva. Se houver, acredite, Jesus deseja lhe ajudar a vencer essa resistência. Mas, primeiro você precisa reconhecer que ela existe, e que ela lhe faz chatear-se quando alguém se levanta para dizer que precisamos voltar à prática das primeiras obras (Apocalipse 2:5).
Deus deseja, e requer para o nosso tempo, um povo reavivado e reformado. Conduta cristã tem a ver com Reforma. E esta ocorre em conjunto com o Reavivamento. Não se oponha a algo tão sério e necessário para este tempo. Decida hoje fazer parte do povo que segue o Cordeiro onde quer que Ele vá. Esses vivem à luz do exemplo de Jesus, e por assim fazer, seu caráter e obras se assemelham cada dia mais aos de seu Salvador.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Estilo - adventistas

Documento sobre Estilo de Vida e Conduta Cristã

Texto de Karyne M. Lira Correia

Compartilho com vocês um documento que acho importante ser conhecido por todos os nossos irmãos. Por isso, compartilhe também com sua igreja. Precisamos de Unidade!
O que é, e qual é o propósito do Documento
Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.
A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”.
Segue abaixo o documento na íntegra:
Introdução
A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece a importância do sacrifício de Cristo na cruz como o preço pago pela nossa salvação. Deus, em Seu infinito amor pelo mundo, “deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Ele “prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8), e nos convida a aceitar esse sacrifício de amor, a entregar-Lhe totalmente a vida e a nascermos de novo em Cristo (Jo 3:3-15).
A pessoa que passou por essa experiência com Jesus deve agora andar em “novidade de vida”, entregando-Lhe todo o seu ser e todos os aspectos de sua vida (Rm 6:1-11). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17). Uma vida renovada leva o cristão a um alto padrão de comportamento através de um estilo de vida que O glorifique e que evidencie publicamente a fé e o compromisso que ele tem com Cristo Jesus. Dois ensinos bíblicos fundamentam a importância do estilo de vida para o cristão adventista: 1) a restauração da imagem de Deus no ser humano; e 2) a missão profética específica da Igreja Adventista no final dos tempos.
A restauração da imagem de Deus. Segundo as Escrituras, o ser humano foi criado à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1:26, 27). Essa realidade foi manchada pelo pecado (Gn 3). Desde a queda, no entanto, Deus tem trabalhado pela restauração plena dessa imagem no ser humano (Rm 8:29; 1Co 15:49; 2Co 3:18; Ef 4:22-24; Cl 3:8-10) através da redenção em Cristo Jesus e da atuação do Espírito Santo na vida e mente daqueles que respondem positivamente ao Seu convite à salvação (Jo 1:12, 13; 3:3-16). Nesse processo de restauração, Deus chama Seus filhos a um reavivamento e reforma através do compromisso com a santidade. “Sede santos porque Eu sou santo” (Lv 11:44, 45; 19:2; 20:26); “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48).
Essas exortações bíblicas são muitas vezes mal-interpretadas e usadas como base de um legalismo exigente e frio, comumente denominado de perfeccionismo. No entanto, no Sermão da Montanha (Mt 5:43-48), Cristo deixou claro que “ser santo” e “ser perfeito” como Deus, é ser um canal divino de Sua graça, amor e bondade aos seres humanos. O cristão torna-se um canal de Deus ao amar sinceramente todos os indivíduos com quem ele se relaciona, orando por eles e ajudando-os, mesmo sendo seus inimigos ou aqueles que o perseguem.
O chamado do cristão é imitar a Deus em todos os aspectos de sua vida (1Pe 1:13-16). Para que isso seja possível, Deus concede aos Seus filhos o Espírito Santo, o Consolador, que opera na mente e coração dos seres humanos, envolvendo o cultivo de atributos internos (amor, bondade, compaixão, justiça, verdade, pureza, honestidade, responsabilidade, altruísmo, etc.) e externos (modéstia, decência, temperança, boas obras, etc.). Esses atributos representam a restauração do caráter divino evidenciado pelo fruto do Espírito na vida dos filhos de Deus (Rm 12:1-13:14; Gl 5:16-26; Ef 4:17-5:21; Cl 3:1-17; 1Ts 4:1-12; 1Tm 2:8-3:13). A missão profética da Igreja Adventista.
O segundo ensino bíblico que realça a importância de um estilo de vida consagrado a Deus é a missão específica da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Desde seus primórdios, os Adventistas do Sétimo Dia se consideram um movimento profético, com a missão especial de preparar um povo para a Segunda Vinda de Jesus. Esse movimento foi profetizado em Isaías 40:1-5, como a “voz do que clama no deserto” preparando o caminho do Senhor; em Isaías 58:12, como o “reparador de brechas e restaurador de veredas” que restabeleceria verdades bíblicas esquecidas, entre as quais a santificação do sábado; em Malaquias 4:4-6, como o Elias que antecederia a vinda do Messias. Seu cumprimento foi predito em Apocalipse 14:6-12, com a tríplice mensagem angélica pregada nos últimos dias da história humana pelos “santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.
A missão da Igreja Adventista é a mesma de João Batista — preparar um povo para a vinda de Jesus, e ambos são objetos das profecias específicas de Isaías 40 e Malaquias 4. João Batista é, portanto, um modelo profético da Igreja Adventista, e grande ênfase é dada ao seu estilo de vida, especialmente em relação à comida, bebida e vestimenta (Mt 3:4; Mc 1:6; Lc 1:15). Isso pressupõe que um estilo de vida específico, ordenado por Deus, é um aspecto importante no cumprimento da missão do mensageiro profético que prepara a vinda do Senhor.
Recomendações
Com base nessa percepção das verdades bíblicas, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma seu compromisso com um estilo de vida cristã que represente seu chamado e sua missão diante do mundo e que seja uma resposta de coração à graça e ao amor de Deus. E, com o propósito de aconselhar e incentivar seus membros a crescerem na fé, a aprofundar sua experiência com Deus e a avançar no cumprimento da missão evangélica, faz as seguintes recomendações:
1. Vida de santificação
O cristão é chamado a consagrar a Deus todos os aspectos de sua vida. Como está escrito: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:13-16). Ao fazer a vontade do Mestre, “precisamos chegar ao ponto de reconhecer plenamente o poder e a autoridade da Palavra de Deus, quer ela concorde ou não com nossas opiniões preconcebidas. Temos um perfeito livro-guia. O Senhor nos falou a nós; e, sejam quais forem as consequências, devemos receber Sua Palavra e praticá-la na vida diária. De outro modo estaremos escolhendo nossa própria versão do dever e fazendo exatamente o oposto daquilo que nosso Pai celestial nos mandou fazer” (Ellen G. White, Manuscrito 148, 1902; ver Medicina e Salvação, p. 255, 256).
2. Crescimento espiritual
A santificação implica um contínuo processo de crescimento espiritual pela graça de Deus em Jesus, através da comunhão pessoal com Ele pelo estudo da Bíblia, pela prática da oração e pelo testemunho pessoal. O alvo é chegar “ao pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado ao outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:13-15). “Muitos têm a ideia de que devem fazer sozinhos parte do trabalho.
Confiaram em Cristo para o perdão dos pecados, mas agora procuram por seus próprios esforços viver retamente. Mas qualquer esforço como este terá de fracassar. Diz Jesus: ‘Sem Mim nada podereis fazer’ (Jo 15:5). Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 69).
3. Pureza moral
Todo filho e filha de Deus deve conservar puros o coração e a mente (Sl 24:3, 4; 51:10), seguindo o modelo de Cristo: “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro.” (1Jo 3:3). O cristão deve evitar e rejeitar tudo que possa poluir sua mente e sua vida, levando-o a pecar. Duas exortações de Paulo servem para nortear suas escolhas: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); “Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8).
4. Recreação e mídia
Seguindo o princípio da pureza moral, o cristão deve evitar livros e revistas, programas de rádio, televisão, internet ou qualquer outro tipo de mídia, jogos ou equipamentos modernos cujo conteúdo possa poluir sua mente e coração. Deve-se evitar tudo que induza ao mal e promova violência, desonestidade, desrespeito, adultério, pornografia, vícios de toda sorte, descrença, uso de palavrões e linguagem obscena, entre outras coisas. O cristão não pode conformar-se aos valores comuns de um mundo profundamente corrompido pelo pecado, mas deve ser transformado pelo Espírito, renovando sua mente a fim de experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2; ver também 1Jo 2:15-17). Certos lugares públicos de diversão tais como estádios esportivos, teatros e cinemas, em sua programação habitual, são inapropriados para o cristão adventista. Vários fatores contribuem para essa avaliação negativa por parte da Igreja, dentre eles:
  • a falta de controle sobre o conteúdo que é apresentado ou o evento que está ocorrendo;
  • a psicologia de massa que muitas vezes leva alguém a seguir em uma direção que de outro modo não o faria;
  • o fato de todo o ambiente ser planejado para potencializar o impacto sobre o indivíduo e sua mente, facilitando a aceitação, geralmente imperceptível, de ideias e valores contrários à fé cristã;
  • o tempo e os recursos financeiros gastos nessas diversões que poderiam ser utilizados para outros fins mais condizentes com a fé e os propósitos de vida de um cristão;
  • o testemunho negativo que a frequência a esses lugares pode deixar na mente de membros e não membros da igreja. O conselho de Ellen White aos jovens acerca do teatro, no seu tempo, parece ainda mais pertinente hoje para todos os lugares de diversão: “Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios. […] O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo das bebidas alcoólicas se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é abster-nos de ir ao teatro, ao circo e a qualquer outro lugar de diversão duvidosa” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 380).
A dança e os ambientes sociais como boates e outras casas noturnas são contrários ao princípio da pureza cristã, uma vez que excitam as paixões humanas, a luxúria e sedução. A dança é ainda comumente acompanhada do estímulo ao uso de bebidas alcoólicas, de drogas, da prática de violência e comportamento desenfreado. Sua promoção e prática não se harmonizam com os princípios cristãos adventistas, nem mesmo em um contexto particular, residencial, ou em atividades espirituais e sociais realizadas pela igreja.
A recreação através da música, seja ela religiosa ou não, também deve passar pelos critérios bíblicos da glorificação a Deus e qualidade do material em questão. Uma discussão detalhada desse assunto tão importante aparece nos documentos: “Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música”; e “Orientações com Relação à Música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul”, que você acessa clicando aqui.
5. Vestuário.
O vestuário cristão é claramente orientado nas Escrituras pelo princípio da modéstia e da beleza interior que implicam bom gosto com decoro. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que os princípios acerca do vestuário que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 10 e 1 Pedro 3:3 e 4, em relação às mulheres cristãs, se aplicam tanto a homens como a mulheres. O cristão deve se vestir com modéstia, decência, bom-senso, evitando a sensualidade provocativa tão comum da moda, e sem ostentação de “ouro, pérolas ou pedras preciosas, ou vestuário dispendioso” (1Tm 2:9).
Esse princípio deve aplicar-se não apenas a roupas, mas a todas as questões que envolvem a aparência pessoal e seus enfeites. Tudo deve evidenciar a riqueza do “homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” (1Pe 3:4). “O caráter de uma pessoa é julgado pelo aspecto de seu vestuário. Um gosto apurado, um espírito cultivado, revelar-se-ão na escolha de ornamentos simples e apropriados. […] É justo amar e desejar a beleza; Deus, porém, deseja que amemos e procuremos primeiro a mais alta beleza – aquela que é imperecível. As mais seletas produções da perícia humana não possuem beleza que se possa comparar com a beleza do caráter, que à Sua vista é de grande preço” (Ellen G. White, Educação, p. 248, 249).
6. Joias e ornamentos
Os princípios bíblicos da modéstia e da beleza interior, que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 1 Pedro 3:3, deixam bem claro que o cristão deve abster-se do uso de joias e de outros ornamentos, como bijuterias e piercing, e de tatuagens (Lv 19:28). Segundo a exortação bíblica, o cristão deve levar uma vida simples, sem ostentação, evitar despesas desnecessárias e estar livre do espírito de competição tão comum na sociedade. Esses princípios se aplicam às joias ornamentais. As joias funcionais, usadas segundo o contexto sociocultural, também devem seguir os mesmos princípios. Para o cristão, a autoestima e a valorização social estão fundamentadas no fato de o ser humano ter sido criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27); de cada individuo ser dotado de dons e talentos que lhes são únicos (Mt 25:14-29); e, sobretudo, por ele ter sido resgatado do pecado pelo mais alto preço possível no Universo, o precioso sangue de Cristo (1Co 6:20).
A busca de autoestima e valorização social por meio do uso de joias ou ornamentação externa conflita com a profunda experiência cristã que Deus deseja para Seus filhos e filhas (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Apesar de vários personagens bíblicos terem usado joias, o texto bíblico deixa claro que o seu abandono caracteriza um movimento de total reavivamento e reforma espiritual do povo de Deus (Gn 35:2-4; Êx 33:5, 6). É nesse contexto de reforma e reconsagração que os apóstolos Paulo e Pedro apontam a norma a ser seguida pelos discípulos de Cristo. Para os Adventistas do Sétimo Dia, essa norma deve ser ainda mais relevante, visto que nossa missão como o Elias profético nestes últimos tempos significa também simplicidade no vestuário (Mt 11:7-10; Mc 1:6; Lc 7:24-27). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).
7. Sexualidade humana
A sexualidade humana é apresentada na Bíblia como parte da imagem de Deus na humanidade (Gn 1:27), e foi planejada por Deus para ser uma bênção ao gênero humano (Gn 1:28). Desde o princípio, Deus estabeleceu também o contexto em que ela deve ser exercida – o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2:18-25; Hb 13:4). A Bíblia deixa claro que a sexualidade deve ser exercida com respeito, fidelidade, amor e consideração pelas necessidades do cônjuge (Pv 5:15-23; Ef 5:22-33).
O fiel adventista deve evitar também o jugo desigual, relacionando-se afetivamente e unindo-se em matrimônio somente com alguém que compartilhe sua fé (2Co 6:14, 15). As Escrituras claramente classificam como pecado as diferentes formas de sexo fora das diretrizes divinas, como:
  • o sexo pré-marital e a violência sexual (Dt 22:13-21, 23-29);
  • o adultério ou sexo extraconjugal (Êx 20:14; Lv 18:20; 20:10; Dt 22:22; 1Ts 4:3-7);
  • a prostituição, feminina ou masculina (Lv 19:29; Dt 23:17);
  • a relação com pessoas da mesma família ou crianças (Lv 18:6-17; 20:11, 12, 14, 17, 19-21);
  • a relação entre pessoas do mesmo sexo (Lv 18:22; Lv 20:13; Rm 1:26, 27);
  • o travestismo (Dt 22:5);
  • e a relação sexual com animais (Lv 18:23; Lv 20:15, 16).
As Escrituras também condenam:
  • o assédio sexual (Gn 39:7-9; 2Sm 13:11-13);
  • o exibicionismo sensual (Ez 16:16, 25; Pv 7:10, 11);
  • manter pensamentos e desejos impuros (Mt 5:27-28; Fp 4:8);
  • a impureza e os vícios secretos, como a pornografia e a masturbação (Ez 16:15-17; 1Co 6:18; Gl 5:19; Ef 4:19; 1Ts 4:7).
O argumento comum de que muitos desses comportamentos sexuais não eram aceitos na antiguidade, quando a Bíblia foi escrita, mas que hoje são socialmente aceitos e, portanto, podem ser até mesmo praticados pelos cristãos, demonstra falta de conhecimento da realidade entre os povos vizinhos do antigo Israel. O próprio texto bíblico é bem claro nessa questão. Levítico 18 diz que essas práticas eram comuns e aceitas no Egito e, mais ainda, na terra de Canaã (Lv 18:3, 24, 25, 27).
Deus condenou essas práticas, apesar de serem aceitas na antiguidade. Os israelitas deveriam viver segundo outro modelo de comportamento sexual, ou seja, o que está explícito nos mandamentos de Deus (Lv 18:4, 5, 26, 30). No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm sucumbido em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13); “não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6). “Os que põem em Cristo a confiança não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar contra o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer mediante o poder que Ele está disposto a nos comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).
8. Saúde
O corpo humano é o templo do Espírito Santo e o cristão deve glorificar a Deus em seu corpo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20; 10:31). O cuidado do corpo e da saúde faz parte da restauração da imagem de Deus no homem: “Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na Sua palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 114, 115).
Em Sua Palavra, Deus deu orientações claras acerca de comida (Gn 1:29; 3:18; 7:2; 9:3, 4; Lv 11:1-47; 17:10-15; Dt 14:3-21) e bebida (Lv 10:9; Nm 6:3; Pv 20:1; 21:17; 23:20, 29-35; Ef 5:18). A dieta vegetariana é o ideal de Deus para o ser humano (Gn 1-3) e também a abstinência de qualquer tipo de bebida alcoólica e de tudo que seja prejudicial à saúde humana, como bebidas cafeinadas e drogas (Êx 20:13; 1Co 3:17; 6:19; 10:31). As boas coisas que Deus criou para o ser humano devem ser usadas com equilíbrio e sabedoria (Pv 25:16, 27). As coisas más devem ser totalmente evitadas.
Alimentação adequada e abstinência de tudo que é prejudicial à saúde são dois dos oito remédios naturais que Deus prescreveu para a manutenção de uma vida saudável e equilibrada e para a cura de muitas doenças e sofrimento: “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino – eis os verdadeiros remédios. Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios terapêuticos naturais e da maneira de aplicá-los. […] Aqueles que perseveram na obediência à suas leis ceifarão galardão em saúde de corpo e de alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 127).
Conclusão
As recomendações apresentadas neste documento são conselhos e orientações a serem seguidos com oração, como resultado de profundo relacionamento pessoal com Deus, na busca de Suas verdades e de Sua presença na primeira hora de cada dia. Elas não devem ser usadas como um elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal. A Palavra de Deus e os conselhos divinos que nos foram transmitidos pelo ministério profético de Ellen G. White nos exortam, como Adventistas do Sétimo Dia, a viver um estilo de vida que seja uma resposta de amor à bondade, à graça e ao infinito amor de Deus por nós. O fruto do Espírito deve permear todas as dimensões do nosso viver, proporcionando equilíbrio entre os aspectos interiores do ser e os exteriores do fazer. O resultado disso será nossa própria felicidade e bem-estar, e o desenvolvimento da nossa salvação em todos os aspectos desejados por Deus. E, por fim, estaremos lançando uma das bases fundamentais para o cumprimento de nossa missão profética, esperando em breve ouvir dos lábios do próprio Jesus: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).